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    Home»Últimas»Uso de drogas passa a integrar os dez principais fatores de risco de morte e incapacidade nas Américas
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    Uso de drogas passa a integrar os dez principais fatores de risco de morte e incapacidade nas Américas

    meioesaudeBy meioesaude14 de Janeiro, 2026Sem comentários4 Mins Read
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    Um estudo alarmante da OPAS revela que transtornos por uso de drogas são um dos maiores riscos à saúde nas Américas, com 17,7 milhões afetados e 78 mil mortes em 2021, impulsionados por opioides e agravados pela pandemia. Entenda a crise e as soluções propostas para reverter este cenário.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    Os transtornos por consumo de drogas — embora sejam preveníveis e tratáveis — passaram a figurar entre os principais riscos à saúde pública nas Américas, uma região que engloba desde países de alta renda, como Estados Unidos e Canadá, até nações de renda média e baixa da América Latina e do Caribe.

    Dados recém-publicados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com base na análise do estudo Global Burden of Disease 2021, consideraram informações de 38 países das Américas ao longo de mais de duas décadas, entre 2000 e 2021. Os resultados mostram que esse conjunto de transtornos já está entre os dez principais fatores de risco para morte e incapacidade na região.

    Os transtornos por consumo de drogas referem-se a quadros em que o uso repetido de substâncias psicoativas — como opioides, cocaína ou anfetaminas — provoca prejuízos sérios à saúde física e mental, além de impactos no cotidiano, nas relações sociais e no trabalho.

    Para se ter uma dimensão do problema, em 2021 cerca de 17,7 milhões de pessoas viviam com algum transtorno relacionado ao consumo de drogas nas Américas. No mesmo ano, quase 78 mil mortes foram atribuídas diretamente a essas condições, uma taxa de mortalidade quatro vezes superior à média global.

    Opioides no centro da crise

    O estudo aponta que o principal motor dessa carga são os opioides, responsáveis por mais de 75% das mortes associadas aos transtornos por consumo de drogas. Substâncias sintéticas de alta potência, como o fentanil, têm papel central, especialmente na América do Norte.

    Além das mortes, o impacto aparece nos chamados anos de vida ajustados por incapacidade (AVAD), um indicador usado para estimar quantos anos de vida saudável são perdidos, seja por morte precoce ou por viver mais tempo com doenças e limitações. Entre 2000 e 2021, os AVAD relacionados aos transtornos por consumo de drogas quase triplicaram, com um crescimento médio próximo de 5% ao ano.

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    Embora os homens jovens concentrem a maior parte dos transtornos relacionados ao uso de drogas, os dados também apontam para um aumento das mortes entre mulheres por esses transtornos nos últimos anos.

    América do Sul

    Se na América do Norte o cenário tem predomínio do uso de opioides, no Caribe, América Central e América do Sul os transtornos por consumo de drogas estão mais associados ao uso de cannabis e cocaína.

    O impacto, no entanto, vai além das mortes diretamente atribuídas aos transtornos. Estimativas da OPAS indicam que, em 2021, mais de 145 mil mortes por todas as causas na região estiveram relacionadas a condições como overdose por opioides, câncer de fígado, cirrose e suicídio atribuíveis ao uso de drogas.

    Durante a pandemia de covid-19, a situação se agravou. O estudo registra aumentos significativos nos transtornos por consumo de drogas, especialmente os relacionados a opioides e anfetaminas, possivelmente associados ao estresse da crise sanitária, ao isolamento social e à interrupção de serviços de saúde.

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    Prevenção, tratamento e redução de danos

    Diante desse cenário, a OPAS defende uma ação integrada. O estudo destaca lacunas em diversas áreas, como prevenção, acesso ao tratamento e na oferta de serviços de redução de danos.

    Entre as recomendações estão o fortalecimento de programas preventivos voltados a jovens e grupos de maior risco; a ampliação do acesso ao tratamento, incluindo o uso assistido de medicamentos para transtornos por consumo de opioides; a integração do cuidado relacionado ao uso de substâncias à atenção primária à saúde e aos serviços comunitários; e o aprimoramento dos sistemas de vigilância para identificar tendências emergentes, como o uso de opioides sintéticos e o consumo combinado de drogas.

    No Brasil, o Instituto Perdizes da Universidade de São Paulo (USP) é reconhecido pelo acompanhamento e tratamento especializado de pessoas com dependência de opioides, além de atender pacientes com dependência de ansiolíticos e sedativos, como Rivotril e Zolpidem.

    “Precisamos colocar a saúde mental e o cuidado relacionado ao consumo de substâncias no centro dos sistemas de saúde”, afirmou Renato Oliveira e Souza, chefe da Unidade de Saúde Mental e Consumo de Substâncias da OPAS. Segundo ele, serviços comunitários centrados nas pessoas, aliados a liderança em saúde pública e estratégias nacionais alinhadas aos dados epidemiológicos, têm potencial para reverter a tendência atual.

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    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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