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A Anvisa aprovou novos genéricos à base de liraglutida para obesidade e diabetes tipo 2, produzidos pela EMS. Espera-se que sejam pelo menos 35% mais baratos que os medicamentos de referência, ampliando as opções de tratamento. A liraglutida, um agonista de GLP-1, é de uso diário.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos registros de medicamentos genéricos à base de liraglutida, substância usada em canetas para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2.
Um deles está vinculado ao Olire, aprovado em dezembro de 2024 para obesidade, e o outro ao Lirux, aprovado na mesma época para diabetes tipo 2. As autorizações foram concedidas à farmacêutica brasileira EMS. Como são genéricos, os remédios serão vendidos pelo nome do princípio ativo (liraglutida), sem uma marca comercial.
Ainda não há informações oficiais sobre o lançamento ou a chegada dos medicamentos às farmácias. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 8.
A liraglutida faz parte do grupo dos chamados agonistas do receptor de GLP-1, mesma classe de fármacos que inclui a semaglutida, presente em Ozempic e Wegovy. Uma das principais diferenças em relação a algumas canetas é a frequência de aplicação: enquanto remédios à base de semaglutida e tirzepatida são administradas semanalmente, o uso da liraglutida é diário.
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Segundo o documento publicado no Diário Oficial, os produtos genéricos terão concentração de 6 mg/mL, em solução injetável de aplicação subcutânea. Ainda de acordo com a resolução, eles são definidos como “genéricos clone”.
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“Genérico” é a categoria regulatória do medicamento. Trata-se de um produto sem marca comercial própria, identificado pelo nome do princípio ativo e que, no Brasil, deve chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao medicamento de referência. O preço máximo de um medicamento genérico regulado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) não pode ultrapassar 65% do preço do medicamento de referência correspondente.
Em 2025, a EMS anunciou preços para os medicamentos Olire e Lirux sugeridos a partir de R$ 307,26 por caneta. A farmacêutica ainda não divulgou o valor com que os genéricos chegarão ao mercado.
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Já “clone” é o procedimento que foi utilizado para fazer esses dois novos registros. Ao invés de a farmacêutica apresentar à Anvisa toda a documentação de um produto do zero, o registro fica vinculado a um medicamento matriz já registrado e avaliado pelo órgão. Neste caso, Olire e Lirux são os medicamentos matrizes, e os novos registros são genéricos de liraglutida obtidos pelo procedimento simplificado de clone.
Os genérios compartilham com os medicamentos de referência características como composição, fabricante, linha de produção e documentação técnica e clínica. A aprovação amplia o leque de alternativas em um segmento que vem se tornando cada vez mais competitivo, à medida que cresce a demanda por medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1.
