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Um novo estudo reforça: a fita métrica é mais importante que a balança para avaliar riscos cardíacos. A gordura abdominal, especialmente em homens, é um preditor chave de danos ao coração, superando o peso e o IMC. Medir a cintura é essencial para sua saúde cardiovascular.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Nos últimos anos, médicos têm batido na tecla de que a fita métrica seria tão – talvez até mais – importante que a balança como ferramenta para aferir riscos à saúde, sobretudo ao coração. Isso porque, ao medir a circunferência da cintura, teríamos uma visão mais fidedigna do perigo que o excesso de gordura representa do que o peso em si.
Nessa direção, um novo estudo baseado em alta tecnologia confirma que o tecido adiposo abdominal é um maior preditor de danos cardíacos do que o peso isolado, particularmente em homens.
O trabalho, realizado com mais de 2 000 alemães, concluiu que a relação cintura-quadril, cálculo que dá uma dimensão de quanta gordura há na região do ventre, supera o IMC (índice de massa corporal) quando o assunto é apontar prejuízos ao órgão.
Os médicos que lideraram a pesquisa submeteram os pacientes a exames de imagem de última geração e descobriram que aqueles com gordura abdominal pronunciada tinham uma maior probabilidade de também apresentar alterações cardíacas, como espessamento do músculo e redução de sua capacidade de bombeamento do sangue. O elo foi ainda mais evidente no público masculino.
A conclusão sublinha a necessidade de se focar em estratégias para evitar o acúmulo de gordura no abdômen. Esse tipo de gordura, já se sabe, tende a produzir substâncias inflamatórias que contribuem para o entupimento das artérias e lesões em diversos órgãos, a começar pelo coração.
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Gordura pode envolver o coração
Outra pesquisa recente, apresentada no congresso da Associação Europeia de Imagem Cardiovascular, aponta que o depósito de gordura na região do próprio coração (o tecido adiposo epicárdico) está associado a maiores danos ao órgão após um infarto.
O estudo, baseado em dados de 1 168 pacientes, também foi conduzido na Alemanha, mas pelo Hospital Universitário de Göttingen, e lançou mão de exames de imagem capazes de visualizar com acurácia as estruturas cardíacas. A presença de gordura ali esteve vinculada a piores lesões após um ataque cardíaco, de acordo com a análise realizada.
O fato é que a gordura corporal pode se acumular dentro ou ao redor de diversos órgãos, tais como coração, rins, fígado… E esse fenômeno aumenta não apenas o risco de obstruções nos vasos sanguíneos como também pode piorar a função dos órgãos “engordurados”.
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Para evitar o depósito adiposo no abdômen e vizinhanças – algo delatado pela medida da circunferência da cintura -, os médicos prescrevem atividade física regular (principalmente modalidades aeróbicas como corrida e ciclismo), alimentação balanceada (o mais natural possível e rica em vegetais), gerenciamento do estresse e, se preciso, uso de medicamentos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a circunferência da cintura não ultrapasse os 94 cm para os homens e os 80 cm para as mulheres a fim de reduzir a propensão a doenças cardiovasculares.
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