Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    4 de Maio, 2026

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»‘Síndrome do coração partido’: estresse, como desilusão amorosa, pode causar quadro tão grave quanto infarto
    Últimas

    ‘Síndrome do coração partido’: estresse, como desilusão amorosa, pode causar quadro tão grave quanto infarto

    meioesaudeBy meioesaude8 de Agosto, 2025Sem comentários6 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Nos anos 1990, cardiologistas no Japão começaram a perceber algo curioso: alguns pacientes chegavam ao hospital com sintomas parecidos com os de um infarto, mas, ao examinar as artérias do coração, não encontravam obstruções, que são a causa mais comum de ataques cardíacos. Ao analisar imagens do coração desses pacientes, notaram um formato diferente, que lembrava uma armadilha tradicional usada para capturar polvos, chamada takotsubo (tako = polvo, tsubo = pote). Foi assim que nasceu o nome da condição: Cardiomiopatia de Takotsubo.

    Aqui no Brasil, ela ganhou até apelido: Síndrome do Coração Partido. Isso porque, com o avanço das pesquisas, descobriu-se que essa síndrome costuma surgir após um evento emocional muito intenso — geralmente triste ou estressante — como a perda de alguém querido, o fim de um relacionamento ou outros choques tão fortes que conseguem impactar o funcionamento do coração.

    “A fisiopatologia dessa conexão entre cérebro e coração ainda é um mistério, mas o conhecimento sobre ela vem se acumulando ao longo do tempo”, disse o cardiologista Antônio Aurélio Fagundes, coordenador da UTI geral do Hospital DFStar, durante o Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or 2025.

    O que se entende até agora é que esse choque emocional provoca uma reação exagerada do sistema nervoso, com liberação intensa de catecolaminas, substâncias como adrenalina e noradrenalina. Essa descarga excessiva gera um efeito temporário e tóxico no músculo cardíaco, especialmente no ventrículo esquerdo.

    Como consequência, a parte apical desse ventrículo — a ponta do coração, fundamental para bombear sangue oxigenado ao corpo — perde a capacidade de se contrair adequadamente, ficando paralisada ou muito pouco ativa. Enquanto isso, as regiões próximas à base continuam funcionando normalmente. É essa combinação que altera o formato do coração, fazendo com que, nas imagens dos exames, a ponta apareça dilatada, parecendo um “balão”.

    Quais são os sintomas?

    A confusão geralmente acontece porque os sintomas são muito semelhantes a de um infarto: dor no peito em 75% dos casos, falta de ar, taquicardia, e em situações mais graves, choque cardiogênico, um quadro crítico em que o coração não consegue bombear sangue suficiente. “No exame físico, o paciente pode estar angustiado, com taquicardia, sinais de congestão pulmonar e sopros cardíacos — sons anormais causados pelo fluxo turbulento do sangue dentro do coração, causados pela obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo”, explicou Fagundes.

    Continua após a publicidade

    No eletrocardiograma, é comum ver mudanças que parecem um infarto, como alterações nas ondas que mostram a atividade elétrica do coração. Uma dessas mudanças é a inversão das ondas T, que aparecem “de cabeça para baixo”. Outra é o prolongamento do intervalo QT, que indica que o coração está mais vulnerável a batimentos irregulares e perigosos, especialmente nos primeiros dois a três dias após o problema.

    De acordo com o especialista, a síndrome é mais comum em mulheres entre 50 e 70 anos, representando cerca de 2 a 3% dos casos que chegam com sintomas parecidos com os de um infarto. Já entre pessoas com menos de 50 anos, os homens correspondem a cerca de metade dos casos, e geralmente apresentam quadros mais graves. Um estudo de 2018 mostrou que, naquela época, a incidência era de 15 a 30 casos para cada 100 mil pessoas – número que provavelmente aumentou desde então.

    Além disso, fatores como transtornos psiquiátricos (como depressão), doenças neurológicas e histórico familiar também influenciam o risco. É comum pacientes relatarem que parentes já passaram pelo mesmo problema. “O número de casos continua a crescer porque os estresses do dia a dia e os problemas emocionais também aumentam, assim como a capacidade dos médicos de diagnosticar a síndrome, à medida que ela se torna mais conhecida”, explica o médico.

    Diagnóstico

    O diagnóstico é feito a partir dos sintomas do paciente, junto com exames de imagem e de sangue. No ecocardiograma, que é o ultrassom do coração, aparece o inchaço típico do ventrículo. Já a coronariografia, que é um exame para ver as artérias do coração, normalmente mostra que elas não estão bloqueadas, o que ajuda a diferenciar essa síndrome do infarto.

    Continua após a publicidade

    De todos, a ressonância magnética, que faz a imagem do coração, é o exame mais preciso para separar a Síndrome Takotsubo de outras doenças. Também são feitos exames de sangue que medem substâncias chamadas peptídeos natriuréticos, que costumam estar muito altos em caso de ‘coração partido’.

    Ela é mais séria do que parecia

    Durante muito tempo, essa condição típica da associação cérebro-coração foi vista como algo temporário e benigno. “Como não costuma ter obstrução das artérias, era comum que os médicos diziam para o paciente que o coração ia se recuperar e que ele poderia voltar à vida normal. Mas não é tão simples assim”, alerta Fagundes.

    A mortalidade anual dos pacientes com essa síndrome é de cerca de 5,6% – um percentual que pode parecer baixo, mas que, em termos populacionais, é significativo. Mesmo depois da recuperação, o risco de problemas cardiovasculares e cerebrovasculares é maior do que na população geral, chegando a 10% dos casos. E a chance de um novo episódio é alta: entre cada oito pacientes, um terá uma nova crise nos próximos cinco anos, que pode ser desencadeada por outro estresse físico ou emocional.

    Mesmo com a função do coração normalizada, muitas pessoas continuam sentindo sintomas como cansaço, palpitações e dores no peito por mais de dois anos, parecidos com a chamada “covid longa”.

    Continua após a publicidade

    Clinicamente, a dor no peito aparece em 75% dos casos, parecida com a dor típica do infarto, e cerca de metade dos pacientes sente falta de ar. Inclusive, muitos chegam ao hospital com edema pulmonar. “E nem sempre o paciente relata o estresse que desencadeou a crise, o que dificulta ainda mais o diagnóstico”, observa o cardiologista.

    Tratamento

    O tratamento depende da extensão do comprometimento do ventrículo esquerdo. A forma mais comum da síndrome é chamada de balonização apical, presente em 75% a 80% dos casos. Nessa situação, a ponta do ventrículo esquerdo fica “inchada” ou deformada. Entre esses pacientes, cerca de 10% a 20% podem desenvolver complicações graves, como insuficiência cardíaca ou choque cardiogênico.

    Outra forma menos frequente é a médio-ventricular, que acomete a região central do ventrículo esquerdo. Representa 10% a 20% dos casos e costuma causar disfunção cardíaca mais severa.

    O tratamento principal é o suporte para o coração se recuperar, já que, na maioria dos casos, a síndrome melhora espontaneamente em semanas ou meses. Para isso, os médicos podem prescrever medicamentos que ajudam o coração a trabalhar melhor, como betabloqueadores – que reduzem o impacto do estresse cardíaco – e fármacos para controle da pressão arterial e função cardíaca. Diuréticos também são usados para aliviar a congestão pulmonar, quando presente.

    Além do tratamento medicamentoso, é importante cuidar da causa que desencadeou o problema. Por isso, zelar pela saúde mental, evitar o estresse excessivo e, quando necessário, fazer acompanhamento psicológico são estratégias importantes. “É uma condição que não deve ser subestimada. Ela é mais um exemplo de como a conexão entre mente e corpo é poderosa”, concluiu o especialista.



    FONTE: Meio e Saúde

    amorosa causar como coração desilusão estresse grave infarto partido pode quadro quanto síndrome tão
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Como será o hospital do futuro? | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026

    O que o luto pode fazer com o coração

    1 de Maio, 2026

    Anvisa propõe novas regras para manipulação de ‘canetas’ antiobesidade; veja o que pode mudar

    20 de Abril, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Obesidade

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    By meioesaude4 de Maio, 20260

    Ler Resumo A Anvisa aprovou a versão mais potente do Wegovy (7,2 mg) no Brasil.…

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026

    Um exame simples, que pouca gente faz e ajuda a evitar graves problemas | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    4 de Maio, 2026

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026

    Um exame simples, que pouca gente faz e ajuda a evitar graves problemas | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.