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    Home»Obesidade»A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas
    Obesidade

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    meioesaudeBy meioesaude1 de Maio, 2026Sem comentários7 Mins Read
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    O neurocirurgião Kevin J. Tracey, autor de “O Nervo Vago”, revela como o maior nervo do corpo conecta o cérebro aos órgãos e controla a inflamação. Suas descobertas revolucionárias abrem caminho para terapias com estimulação elétrica, tratando de epilepsia à artrite reumatoide. Uma nova era na medicina.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    Quando pequeno, o americano Kevin J. Tracey perdeu a mãe de apenas 29 anos para um tumor cerebral – e essa experiência aterradora lhe acendeu um chamado. “Meu eu de 5 anos decidiu que, se pudesse, ajudaria outras crianças a não perderem a mãe. Quando cresci e me tornei neurocirurgião, meu interesse se expandiu das mães para todo o mundo”, ele escreve em O Nervo Vago, recém-publicado pela editora Sextante.

    De fato, o médico construiu, nos laboratórios e nas salas de operação, uma carreira dedicada a decifrar o sistema nervoso – e o que pode ser feito para salvar ou minimizar o sofrimento de pacientes com inúmeros diagnósticos. Um percurso que o levou diretamente à estrutura que batiza seu livro.

    O nervo vago ainda é um ilustre desconhecido fora da medicina. Trata-se do maior nervo do corpo, uma árvore com galhos e ramos que conectam, por meio de 200 mil neurônios, o cérebro a outros órgãos vitais como coração, estômago e intestino, num fluxo de mensagens de cima para baixo – e vice-versa.

    Mas Tracey desvendou, no início dos anos 2000, algo digno de um futuro Prêmio Nobel: o nervo vago também comanda a resposta inflamatória no corpo (e em tempo real). Sim, há um elo comunicante entre os sistemas nervoso e imunológico que pode ser a chave para deter problemas crônicos marcados por inflamação – a lista é longa.

    Em O Nervo Vago, o neurocirurgião e professor do Instituto Feinstein, nos EUA, expõe esse trajeto de revelações científicas e aplicações clínicas, com histórias tocantes de pacientes que já se beneficiam dos achados que vieram na esteira de uma série de experimentos com animais e seres humanos.

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    O nervo vago

    Porque Tracey e outros desbravadores desse campo perceberam que é possível ativar o grande nervo para modular reações impactantes em diversas doenças. Como? Por meio da eletricidade.

    E isso não é ficção científica. Nos EUA, já existem dispositivos de estimulação elétrica para o nervo vago testados e aprovados pelas autoridades regulatórias – no Brasil, a área ainda engatinha. São, em muitas circunstâncias, alternativas a pacientes que não respondem tão bem a remédios ou ao tratamento padrão.

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    Há duas modalidades de intervenção que vêm ganhando novas indicações. A primeira se vale de um dispositivo implantado no corpo – tal qual um marca-passo – que regula a cadência do nervo vago. Essa estratégia já é utilizada para pacientes com epilepsia, depressão e artrite reumatoide (uma doença autoimune marcada por dores e inchaço nas juntas).

    A segunda tática se baseia em aparelhos de TENS (neuroestimulação elétrica transcutânea), uma tecnologia largamente usada na fisioterapia, mas, que, nesse caso, é moldada para acionar o nervo vago e melhorar quadros de enxaqueca, dependência de morfina e, em caráter experimental, situações tão distintas como Alzheimer, arritmia e zumbido. 

    Nas aplicações futuras, o neurocirurgião fala até no uso de um ultrassom que, ao sensibilizar o nervo, pode disparar hormônios e ajudar no tratamento da obesidade. E, para quem não quiser esperar, já prescreve algumas medidas que teriam reflexos em nosso grande cabo nervoso e colaborariam para o equilíbrio do organismo, caso de meditação, exercícios físicos e banho gelado.

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    Com a palavra, Kevin J. Tracey.

    O neurocirugião e pesquisador americano Kevin J. Tracey (Foto: Mathew Libassi/Reprodução)

    Entre tantas descobertas fascinantes sobre o nervo vago, qual o senhor considera a mais relevante hoje? A descoberta de que o sistema nervoso controla diretamente o sistema imunológico através do nervo vago. Antes de meu laboratório publicar isso na revista Nature em 2002, a visão predominante era de que o cérebro e o sistema imunológico operavam independentemente, sem comunicação significativa entre eles. Provamos que isso estava errado quando descobrimos que o nervo vago transmite sinais do cérebro que inibem a inflamação em tempo real. Isso reformulou nossa compreensão de como o corpo pode se curar e abriu as portas para uma classe inteiramente nova de terapias que utilizam dispositivos em vez de medicamentos.

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    Poderia explicar como o nervo vago interage com o sistema imunológico e por que isso pode ser crucial para o controle de doenças inflamatórias e autoimunes? O nervo vago se estende do tronco encefálico, passando pelo pescoço e tórax, até o abdômen, conectando o cérebro a praticamente todos nossos órgãos principais. A informação flui para cima e para baixo, como um cabo de fibra óptica bidirecional. Os sinais que viajam para o cérebro transmitem informações sobre o estado da inflamação no corpo, e os sinais que retornam ao corpo regulam a intensidade da resposta inflamatória do sistema imunológico. Chamamos esse caminho descendente de via anti-inflamatória colinérgica e, assim como os freios de um carro, ele atua para reduzir a inflamação excessiva. Se falhar, a inflamação descontrolada leva a condições como artrite reumatoide e doença de Crohn.

    Entre as aplicações clínicas da estimulação elétrica do nervo vago, qual considera a mais impressionante atualmente? Os resultados bem-sucedidos no tratamento da artrite reumatoide levaram a FDA (Food and Drug Administration) a aprovar o uso da estimulação do nervo vago para tratar pacientes que não estão se beneficiando das terapias medicamentosas atuais. Um pequeno dispositivo implantado, do tamanho de uma cápsula de Tylenol, desenvolvida pela SetPoint Medical Inc., envia sinais elétricos precisos ao nervo vago sem efeitos adversos graves. Essa ativação elétrica equilibra o sistema imunológico por meio de um reflexo natural do nervo vago.

    Olhando para o futuro, quais novos usos prevê para os próximos anos? Esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal e doenças metabólicas, incluindo diabetes e obesidade. Os dados pré-clínicos e clínicos iniciais para essas condições são bastante convincentes. Também espero ver avanços significativos na depressão e na doença de Alzheimer, nas quais a sinalização do nervo vago para o cérebro está emergindo como uma possibilidade crítica e subestimada.

    No livro, o senhor menciona que a estimulação elétrica do nervo vago pode ser uma alternativa aos remédios para alguns contextos e pacientes. Acredita que o conservadorismo médico e o lobby da indústria farmacêutica dificultam a expansão desse campo terapêutico? O conservadorismo médico existe por um bom motivo: os profissionais são treinados para não causar danos. Em geral, eles devem ser céticos até que os dados dos ensaios clínicos confirmem que as novas terapias são seguras e eficazes. Minha preocupação não é com esse instinto, mas com o que acontece quando as evidências são fortes e a adoção ainda é lenta. Os medicamentos biológicos anti-inflamatórios representam dezenas de bilhões de dólares em receita farmacêutica global anual. Um dispositivo que produz resultados comparáveis ​​ou superiores, sem os efeitos colaterais e sem custos recorrentes, interrompe esse modelo de negócios. Existe aqui o potencial para que fatores econômicos moldem incentivos de maneiras que nem sempre se alinham com o benefício do paciente. A solução é ter mais dados clínicos e ter mais médicos dispostos a questionar se a melhor terapia disponível é aquela que eles já conhecem ou aquela que é segura, eficaz e inovadora.



    FONTE: Meio e Saúde

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