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    A saga da família que ajudou a redefinir as noções sobre a esquizofrenia

    meioesaudeBy meioesaude20 de Setembro, 2025Sem comentários5 Mins Read
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    Visões e vozes irreais, brigas e abusos dentro de casa, drogas, prisões e mortes… A trajetória dos Galvin, um clã formado por um casal de classe média e seus doze filhos estabelecido nos anos 1950 no Colorado, nos Estados Unidos, reúne todos os elementos de um filme de suspense ou mesmo de terror. Mas seu roteiro é perturbadoramente real. E conduzido pelo surgimento e pelas consequências de um transtorno mental: a começar pelo primogênito, seis integrantes da família receberam o diagnóstico de esquizofrenia. A irrupção da doença, caracterizada por delírios e alucinações e ainda hoje um desafio para pacientes e cuidadores, mudaria para sempre o destino daquelas pessoas. Também faria a ciência reformular a compreensão sobre aquela que já foi, dentro do panteão psiquiátrico, o maior sinônimo de loucura.

    Essa história chocante e, ao mesmo tempo, fascinante é contada, numa profusão de detalhes, em um monumental livro-reportagem recém-publicado no Brasil pela WMF Martins Fontes, Os Meninos de Hidden Valley Road — o título faz referência à estrada onde a família foi morar a partir de 1963, o palco de boa parte do enredo. O autor, o jornalista americano Robert Kolker, chegou aos Galvin quando foi apresentado às duas irmãs sem a doença, já na casa dos 50 anos, que aceitaram abrir o baú de uma infância e adolescência traumáticas. “Quanto mais eu ouvia e aprendia sobre essa família, menos conseguia acreditar. Era aterrorizante”, disse a VEJA. Kolker ficou quase quatro anos mergulhado na investigação, entrevistando a maioria dos personagens principais. O resultado é um exemplo vivo e assustador de como a realidade pode superar a ficção.


    OS MENINOS DE HIDDEN VALLEY ROAD, de Robert Kolker (tradução de George Schlesinger; WMF Martins Fontes; 480 páginas; 99,90 reais) (//Divulgação)

    Os patriarcas do amargo lar, um funcionário da Força Aérea (Don) e uma dona de casa (Mimi), vivendo os sonhos e decepções do pós-guerra e da ascensão da economia americana, deram à luz dez meninos e duas meninas — nove ainda estão vivos. O primeiro a manifestar sintomas do que viria a ser diagnosticado como esquizofrenia foi o mais velho, Donald. Um homem robusto, que, a partir da juventude, começou a ouvir vozes na cabeça, entrar em paranoias e ter reações violentas diante de um mundo que lhe parecia inimigo. Depois dele, outros cinco passariam pela odisseia de crises, conflitos, consultas e internações. “Cada um sofria de maneira diferente, requerendo tratamentos diferentes e uma panóplia de diagnósticos que iam mudando e provocando teorias conflitantes sobre a natureza da esquizofrenia”, escreve Kolker. É “a luta de toda a família” como “uma história finamente velada da ciência da esquizofrenia”.

    De fato, o transtorno, que atinge cerca de 1% da população global, mobilizou, ao longo do tempo, as mais diversas interpretações e reações. Associada no passado a possessões demoníacas, chegou a ser chamada pelos médicos de demência precoce (pela peculiaridade de afetar pessoas jovens) até que foi batizada no início do século XX como esquizofrenia, um nome que se refere a uma ruptura das capacidades mentais. Os Galvin vivenciaram as transformações no entendimento e no tratamento da patologia, um script que passava por internações em hospitais psiquiátricos, eletrochoques e uso de medicamentos lançados à época. Nem tudo funcionou como esperado. E a dissonância entre o cérebro desses garotos de Hidden Valley Road e as convenções sociais desaguou em agressões, fugas, mortes e lágrimas — dentro e fora de casa.

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    TERAPIA - Eletrochoque: símbolo doloroso do tratamento no passado (Otis Historical Archives/NMHM//)

    Os Galvin teriam, contudo, um papel protagonista na nova compreensão da esquizofrenia. Entre tantas hipóteses que culpavam uma dinâmica familiar anômala ou a insuficiência do vínculo entre mãe e filho como causas do problema, eles ajudaram a mostrar que a doença tinha raízes biológicas e genéticas. Sim, havia algo acontecendo no cérebro. E isso mudaria radicalmente a forma de encarar uma condição que, cotejada por áreas que vão da medicina à filosofia, ainda hoje nutre discussões sobre o que de fato é. Essa virada de chave aconteceu quando uma pesquisadora, Lynn DeLisi, travou contato com os Galvin e vislumbrou neles uma oportunidade única: apurar, numa grande família (com metade da prole “enferma”), pistas da esquizofrenia no DNA.

    Ao acompanhar os pais e irmãos desde a década de 1980, repetindo exames de sangue ao longo do tempo, DeLisi e seus parceiros de estudo descobriram uma mutação genética compartilhada pelos Galvin, uma caixa de Pandora bioquímica que, uma vez aberta, libertaria delírios, alucinações e paranoias. O trabalho da médica se somaria ao de outros especialistas, comprovando que a doença tinha também uma base no DNA. Hoje, pelas evidências disponíveis, acredita-se que a esquizofrenia seja resultado de uma alteração no genoma combinada a um gatilho ambiental ou comportamental — um trauma, o uso precoce de entorpecentes… O quebra-cabeça, ainda em montagem, ganhou peças centrais com a saga dos Galvin.

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    Felizmente, mesmo com os mistérios a decifrar, os avanços na psiquiatria e na luta antimanicomial derrubaram parte dos estigmas que cercam a condição, bem como permitem oferecer tratamentos mais humanos e eficientes. O que Os Meninos de Hidden Valley Road revela é que, nos bastidores desses progressos, pode haver muitas dores e cicatrizes físicas e emocionais. “Meu livro fala sobre como encontrar humanidade na tragédia. E, apesar de tudo o que essa família passou, eu realmente acredito que é um livro sobre esperança”, afirma Kolker. A esperança de subjugar os demônios da mente e da sociedade por um pouco de paz de espírito.

    Publicado em VEJA de 19 de setembro de 2025, edição nº 2962



    FONTE: Meio e Saúde

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