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    Home»Obesidade»Obesidade pode estar “escondida” em pessoas com IMC normal, sugere estudo
    Obesidade

    Obesidade pode estar “escondida” em pessoas com IMC normal, sugere estudo

    meioesaudeBy meioesaude9 de Junho, 2026Sem comentários3 Mins Read
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    Ler Resumo

    Um novo estudo revela que o Índice de Massa Corporal (IMC) pode estar subestimando a obesidade, deixando de fora um quarto das pessoas com peso “normal” que, na verdade, têm excesso de gordura corporal e riscos metabólicos. Entenda as limitações do IMC e a crescente necessidade de critérios mais completos para um diagnóstico preciso.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma das ferramentas mais utilizadas no mundo para avaliar o peso e estimar o risco de doenças relacionadas à obesidade. Mas um novo estudo apresentado durante o congresso da Endocrine Society, nos Estados Unidos, sugere que esse indicador pode estar deixando escapar uma parcela significativa da população com excesso de gordura corporal e maior risco metabólico.

    Os pesquisadores analisaram dados de adultos americanos utilizando critérios mais amplos para identificar obesidade, levando em conta não apenas o IMC, mas também medidas de composição corporal e sinais de comprometimento da saúde associados ao excesso de gordura.

    Conclusão: mais de um quarto das pessoas classificadas como tendo peso normal pelo IMC preencheriam critérios para obesidade segundo essa abordagem mais abrangente.

    O problema do IMC

    Criado no século XIX, o IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Embora seja simples e barato, ele apresenta limitações importantes.

    O índice não distingue massa muscular de gordura nem informa onde essa gordura está distribuída no organismo. Isso significa que duas pessoas com o mesmo IMC podem ter composições corporais muito diferentes.

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    Nos últimos anos, temos destacado especialmente os riscos da chamada gordura visceral — aquela que se acumula ao redor dos órgãos internos. Mesmo em indivíduos com peso considerado normal, esse tipo de gordura está associado a maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.

    A pesquisa americana se soma a um movimento crescente entre especialistas para redefinir a forma como a obesidade é diagnosticada.

    Em vez de considerar apenas o peso corporal, a proposta é incorporar fatores como percentual de gordura, circunferência abdominal, presença de alterações metabólicas e impacto do excesso de gordura sobre a saúde.

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    Essa discussão ganhou força nos últimos anos porque a obesidade passou a ser entendida como uma doença complexa e multifatorial, e não apenas como um excesso de peso.

    Segundo os autores, a adoção de critérios mais completos poderia permitir a identificação precoce de pessoas que atualmente não recebem orientação ou acompanhamento adequado por apresentarem um IMC dentro da faixa considerada normal.

    Sérias implicações

    Os resultados também levantam um debate sobre o tamanho real da epidemia de obesidade. Dependendo dos critérios utilizados, a prevalência da condição pode ser muito maior do que as estimativas atuais.

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    Isso não significa que o IMC deva ser abandonado. Ele continua sendo uma ferramenta útil para rastreamento populacional e para avaliações iniciais. O problema surge quando o índice é utilizado como único parâmetro para definir o estado de saúde de uma pessoa.

    Na prática, recomenda-se que a avaliação do risco cardiometabólico inclua outros indicadores, como circunferência da cintura, exames laboratoriais, histórico clínico e, quando possível, métodos que estimem a composição corporal.

    A principal mensagem do estudo é que um peso aparentemente normal não garante ausência de risco. Em alguns casos, o excesso de gordura corporal pode permanecer invisível aos olhos da balança — mas não aos efeitos que produz no organismo.



    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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