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    Meio e Saúde
    Home»Obesidade»Novo exame usa IA para detectar cinco doenças por tomografia abdominal
    Obesidade

    Novo exame usa IA para detectar cinco doenças por tomografia abdominal

    meioesaudeBy meioesaude19 de Abril, 2024Sem comentários4 Mins Read
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    Uma nova tecnologia para diagnóstico de doenças com uso de inteligência artificial começou a ser usada no Brasil e é capaz de identificar cinco condições por meio de tomografia do abdômen. Com o exame, é possível diagnosticar casos de gordura no fígado (esteatose hepática),  diminuição do volume muscular (sarcopenia), gordura visceral, osteoporose e cálculos renais. 

    O algoritmo foi desenvolvido pela rede de saúde integrada Dasa, que oferece a opção em laboratórios de São Paulo. A proposta é utilizar informações que podem ser capturadas pela tomografia, que não costumam ser aproveitadas, para dar diagnósticos de doenças importantes para a saúde geral dos pacientes sem a necessidade de novos pedidos médicos para a realização de exames.

    “O exame de tomografia é muito solicitado na prática clínica, porque traz muitas informações, como o volume do fígado e dos rins, e boa parte dos exames não tem alterações, mas são dados importantes para treinar o algoritmo”, explica Victor Gadelha, diretor médico de ensino, pesquisa e inovação da Dasa.

    Gadelha exemplifica que, em um paciente com obesidade, é possível verificar a quantidade de gordura entre os órgãos, a gordura visceral, e comparar com a base de dados que o algoritmo aprendeu. Com o cruzamento de informações, é possível indicar se os níveis estão normais ou demandam atenção.

    “Essa condição é um dos maiores desencadeadores de risco cardiovascular. Com esse dado, posso colocar o paciente em uma linha de cuidado. Assim, a tecnologia vem para a gente repensar informações que podem indicar risco para doenças como AVC e pressão alta.”

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    Exame cinco em um

    A mesma lógica é usada para a detecção das demais doenças, de modo que a inteligência artificial consegue fazer a leitura de possíveis alterações sem que o radiologista faça demarcações. Isso ocorre por meio da segmentação e de cálculos automáticos da densidade e volume dos tecidos.

    A tecnologia foi desenvolvida em um período de seis meses e está sendo treinada há um ano e meio. Por enquanto, está disponível em São Paulo, sem cobranças adicionais, e deve ser oferecida nas demais unidades da rede no país em dois anos.

    Não só a gordura visceral, identificada pelo exame, é um fator de risco para complicações. A esteatose hepática, também chamada de fígado gorduroso, já é preocupante por estar ligada a quadros de sobrepeso, sedentarismo e má alimentação. O agravante é que a infiltração de gordura nas células do fígado pode levar a casos de cirrose hepática e até câncer. Segundo o Ministério da Saúde, 30% da população apresenta o problema e metade dos pacientes pode evoluir para formas graves da doença.

    A osteoporose, que acomete principalmente mulheres a partir dos 50 anos, pode causar fraturas. Já a sarcopenia, ligada ao envelhecimento, leva à perda acelerada de massa muscular, comprometendo a locomoção e atividades corriqueiras, como subir escadas.

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    Os cálculos renais, conhecidos como pedras nos rins, costumam ser assintomáticos. O problema ocorre quando a pedra se desloca pelo canal que conduz a urina do órgão para a bexiga. Os relatos sobre a crise costumam ser de uma forte dor que se espalha das costas, passa pelo abdômen e se dirige para a região da virilha. O desconforto ocorre em picos com pausas momentâneas. Os pacientes podem apresentar ainda sangue na urina, vômito e náuseas.

    “O tratamento pode ser clínico, com medicamentos para o controle da dor e para auxiliar na eliminação espontânea do cálculo. Quando o cálculo não é expelido espontaneamente, podem ser necessários outros procedimentos, como bombardeamento das pedras por ondas de choque e cirurgia para retirar o cálculo dos rins ou do ureter após sua fragmentação”, explica o Ministério da Saúde.



    FONTE: Meio e Saúde

    abdominal cinco detectar doenças Exame novo para por tomografia usa
    meioesaude
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