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    Home»Últimas»Dor na coluna é comum, mas deve ser investigada, alertam especialistas | Meio e Saúde Brasil
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    Dor na coluna é comum, mas deve ser investigada, alertam especialistas | Meio e Saúde Brasil

    meioesaudeBy meioesaude4 de Maio, 2024Sem comentários3 Mins Read
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    CNN Brasil
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    Em algum momento da vida, provavelmente, você já sentiu dor na lombar, no quadril ou em alguma articulação. Apesar de ser um sintoma comum, é preciso estar atento a ele e buscar ajuda médica quando a dor é persistente ou impacta a qualidade de vida. Afinal, a demora para buscar tratamento pode piorar um quadro que seria mais leve se diagnosticado e tratado precocemente.

    Quem faz o alerta é o dr. Roberto Kalil e os médicos Giancarlo Polesello, ortopedista especialista em quadril, e Francisco Sampaio, neurocirurgião, especialista em coluna. Os dois são os convidados do “Meio e Saúde Sinais Vitais – dr. Kalil Entrevista” deste sábado (4), para falar sobre mobilidade.

    Mas, afinal, o que é mobilidade, neste conceito? “É a capacidade do ser humano se locomover de forma funcional e indolor. Subir escadas, sentar-se, levantar, correr, e de forma indolor ao longo de toda sua vida”, explica Polesello.

    Quando sentimos alguma dor ao nos movimentar, é comum dizermos que demos um “mau jeito” no músculo. No entanto, os especialistas explicam que a dor é um sintoma importante de ser investigado. “A gente costuma dizer aos pacientes que não existe mau jeito”, afirma Sampaio. “Contratura muscular e dor é sempre reacional a algum problema. É o organismo te avisando que alguma coisa está errada e impondo um certo limite para evitar que danos maiores aconteçam”, completa.

    O neurocirurgião também explica que, mesmo aqueles que não sentem dor nas costas ou nas articulações há algum tempo, devem ter um acompanhamento médico. “Quem teve uma dor há dez anos, está adaptado ao problema, mas ele tem a doença”, diz.

    Dor no quadril é comum e deve ser tratada

    Cerca de 80% da população mundial teve, tem ou vai ter dor nas costas. No entanto, esse não é o único impedimento para a mobilidade do corpo. O quadril também tem uma grande importância, por vezes, subestimada.

    “É pelo quadril que passam todas as cargas, tanto de forma longitudinal, quanto de forma transversal. É onde todas as cargas e forças passam por grupos musculares fortíssimos. Esses grupos estão sujeitos a lesões, inclusive, porque eles fazem força durante a vida inteira para manter o indivíduo em pé. Então o quadril é o centro biomecânico do corpo”, afirma Polesello.

    Durante o programa, os especialistas também listam os principais fatores de risco para problemas na mobilidade, como sedentarismo, má postura e sobrepeso. “O corpo humano não foi feito para ficar sentado 12 horas por dia”, diz Sampaio.

    Segundo ele, há dados que mostram que quando o indivíduo está deitado, a pressão sobre os discos intervertebrais da coluna é de 25, em pé é de 100. Mas quando estamos sentados, a pressão pode variar de 180 a 250. “E o que acontece com qualquer sistema mecânico que recebe mais carga do que o que foi projetado para receber? Ele vai envelhecer antes do que deveria”, completa.

    Os especialistas ressaltam, ainda, que a preocupação não se limita apenas aos adultos. “As crianças, hoje, não desenvolvem mais seu esqueleto, as suas articulações e a sua musculatura. Elas estão o dia inteiro sentadas no sofá, numa cadeira, assistindo televisão, utilizando smartphone, computador, videogame… Aquelas brincadeiras saudáveis do passado, que conferiam um bom desenvolvimento osteomuscular e articular ao nosso organismo não existem mais”, explica o neurocirurgião.

    Por isso, os especialistas defendem que movimentar-se desde cedo é fundamental. Além disso, ao primeiro sinal de dor, procurar um médico.

    O “Meio e Saúde Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” vai ao ar no sábado, 04 de maio, às 19h30, na Meio e Saúde Brasil.

    Dor nas costas: veja as principais causas e como reduzir os riscos

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    FONTE: Meio e Saúde

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