CLANDESTINO – Repelente: Versão original do Repelex tem embalagem azul – (Anvisa/Reprodução)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do repelente clandestino Repelex Spray Citronela nesta segunda-feira, 2. O produto irregular era vendido em embalagem sem informações de fabricante e de origem, mas utilizando o mesmo nome de uma marca conhecida e autorizada pela agência para uso no Brasil.
O repelente verdadeiro tem embalagem azul e informações detalhadas sobre uso, faixa etária indicada, tempo de eficácia e composição. O produto a ser apreendido está em embalagem laranja e não contém dados obrigatórios que devem ser apresentados ao consumidor, de modo que não é possível saber o conteúdo nem se é seguro utilizá-lo.
“Repelentes para uso na pele devem ser registrados na Anvisa, já que estes produtos trazem um grau de risco maior para o consumidor. O uso de produto de origem desconhecida e irregulares pode colocar a saúde do consumidor em risco”, informou, em nota, a agência.
Medicamentos falsificados
A falsificação de produtos de saúde também atinge medicamentos e a preocupação com possíveis riscos à população fez com que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) se juntasse à Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) para lançar, na semana passada, a cartilha “Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores” com orientações para evitar a compra de remédios falsificados.
Versões clandestinas dos medicamentos podem comprometer tratamentos médicos. “Produtos ilegais imitam embalagens originais, mas não oferecem qualquer garantia de qualidade. Podem estar vencidos, adulterados ou conter substâncias tóxicas, e não produzem o efeito terapêutico esperado”, explicou, em nota, Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma. “Ao comprar um produto fora de farmácias autorizadas, o consumidor se expõe a riscos sérios à saúde e, muitas vezes, sem saber, está financiando organizações criminosas que atuam em diversas frentes ilegais.”
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Saiba como evitar produtos falsificados ou irregulares
Observe se há erros de ortografia nas embalagens, ausência de selos ou lacres
Fique atento a preços muito abaixo do mercado
Meio e Saúde se há códigos de lote ilegíveis
Não compre se as embalagens estiverem danificadas
Não adquira medicamentos pelas redes sociais ou sites sem CNPJ e licença da Anvisa
Evite a automedicação
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