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    Home»Diabetes»Canetas antiobesidade podem diminuir risco de amputação em pessoas com má circulação nas pernas
    Diabetes

    Canetas antiobesidade podem diminuir risco de amputação em pessoas com má circulação nas pernas

    meioesaudeBy meioesaude2 de Julho, 2026Sem comentários4 Mins Read
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    Tradicionalmente associadas à perda de peso e ao controle de glicemia, as canetas antiobesidade também podem diminuir o risco de morte, as hospitalizações e as amputações em pessoas que têm diabetes e doença arterial periférica (DAP). É o que sugere um estudo publicado na revista científica Journal of the American Heart Association, na quarta-feira, 1.

    A pesquisa analisou prontuários médicos de 2.133 pacientes que, além de diabetes tipo 2, também tinham DAP, uma doença que compromete a circulação do sangue nas pernas e afeta mais de 236 milhões de pessoas no mundo — especialmente quem vive com diabetes tipo 2. O estudo avaliou a classe dos agonistas do receptor de GLP-1 como um todo.

    Segundo os pesquisadores, as opções de tratamento para a doença arterial periférica permanecem limitadas. O principal medicamento indicado nesses casos, o cilostazol, pode melhorar a capacidade de caminhada, mas seu uso é restrito por efeitos colaterais e contraindicações, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca.

    Nesse contexto, os pesquisadores avaliaram se as canetas antiobesidade poderiam trazer benefícios cardiovasculares adicionais a um grupo de alto risco historicamente pouco representado em estudos.

    Canetas emagrecedoras e o futuro da luta contra obesidade

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    O que eles descobriram 

    Os pacientes foram acompanhados entre 2010 e 2025. O que os cientistas descobriram foi que o impacto positivo dos agonistas de GLP-1, classe de medicamentos que inclui algumas das principais canetas antiobesidade, superou o da metformina, o medicamento mais prescrito para pessoas com diabetes tipo 2.

    Em comparação com os pacientes que receberam metformina, os usuários de agonistas do receptor de GLP-1 apresentaram:

    Mortalidade por qualquer causa de 10,31%, contra 14,49%;
    Hospitalizações em 69,3% dos casos, contra 74,7%;
    Necessidade de revascularização de 4,69%, contra 7,27%;
    Amputações maiores em 2,30% dos pacientes, contra 4,36%;
    Amputações menores em 4,03%, contra 6,42%.

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    A taxa de ataques cardíacos, AVC e eventos renais graves, porém, foi semelhante entre os dois grupos. Além disso, a ligação entre as canetas antiobesidade e os benefícios foi mais forte entre os participantes com DAP em estágio grave, incluindo pessoas com risco de amputação, e aqueles com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, o que é considerado obesidade.

    Resultados mostram associação, não relação de causa e efeito

    Segundo os pesquisadores, os resultados devem ser interpretados com cautela. Como o estudo analisou prontuários médicos já existentes, ele mostra apenas uma associação entre o uso dos agonistas do receptor de GLP-1 e a redução das complicações, mas não pode provar que os medicamentos foram a causa direta desses benefícios.

    Os autores também apontam outras limitações. As informações dependem da precisão dos registros médicos e não há como saber se os pacientes realmente tomaram os remédios prescritos. Também não foi possível acompanhar detalhes como a dose utilizada ou mudanças no tratamento ao longo do tempo.

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    Além disso, todos os agonistas do receptor de GLP-1 foram avaliados como uma única classe, sem comparar o desempenho de cada medicamento, e algumas análises envolveram poucos pacientes.

    Por que medicamentos da classe classe dos agonistas do receptor de GLP-1 poderiam trazer esses benefícios?

    A pesquisa aponta que os efeitos benéficos dos agonistas do receptor de GLP-1 em pacientes com DAP envolvem uma combinação de mecanismos metabólitos, anti-inflamatórios e de proteção aos vasos.

    Os medicamentos foram associados, por exemplo, à melhora na função do endotélio, a fina camada de células que reveste o interior de todos os vasos sanguíneos. Eles também foram ligados à redução do estresse oxidativo — um tipo de desgaste que ocorre nas células do corpo, causado por radicais livres, que são moléculas instáveis — e da inflamação vascular.

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    Como a DAP causa justamente problemas no endotélio e excesso de inflamação nas paredes dos vasos sanguíneos, os pesquisadores acreditam que esses mecanismos podem atrasar o avanço da formação de placas de gordura nas artérias das pernas, o que reduziria o risco de comprometimento vascular e amputações.

    Apesar dos resultados promissores, os autores afirmam que novas pesquisas são necessárias para confirmar os achados e avaliar se os benefícios das canetas antiobesidade também se estendem a pacientes com doença arterial periférica sem diabetes.



    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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