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O Ministério da Saúde debate a inclusão de canetas emagrecedoras no SUS, como a semaglutida. A Novo Nordisk, fabricante, negocia com o governo, oferecendo 59% de desconto para um perfil específico de pacientes e projeta o futuro dos tratamentos para obesidade no Brasil, incluindo versões orais e diversificadas.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
MILÃO* – A oferta de tratamentos injetáveis contra a obesidade, caso dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, na rede pública de saúde no Brasil está em debate e foi submetida à análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a pedido do Ministério da Saúde. Ainda sem prazo, a medida é almejada por pacientes e vista com bons olhos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk que desenvolveu o princípio ativo do Ozempic e o Wegovy, a semaglutida, cuja queda da patente acelerou a chegada de novas versões ao mercado brasileiro.
Durante a reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão, o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, conversou com a imprensa brasileira e destacou a importância do acesso às medicações para conter o avanço da obesidade.
Doustdar explicou que a empresa tem mantido diálogo e negociações com o Brasil para demonstrar que a incorporação não significa apenas custos, mas um investimento em saúde.
“Reconhecemos que, sem o acesso adequado, esses medicamentos vão simplesmente ficar parados nas prateleiras dos nossos laboratórios. E nós precisamos garantir o acesso a eles.”
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A Novo Nordisk já submeteu o medicamento à comissão e teve o pedido negado. Ao dar parecer desfavorável à incorporação no ano passado, a Conitec considerou o impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões.
Em junho, um pedido foi apresentado e a empresa apresentou desconto de 59% no medicamento para o governo. Foram delimitados os pacientes aptos a fazer o tratamento: pessoas com mais de 45 anos que vivem com obesidade, não têm diagnóstico de diabetes e já sofreram infarto.
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Segundo Emil Larsen, vice-presidente executivo de operações internacionais da companhia que também estava presente na entrevista, foi oferecida uma “proposta muito atraente” nas negociações e a meta é chegar a um acordo. Ele fez um paralelo com a insulina, tratamento para diabetes fornecido ao SUS.
“Ao longo dos anos, participamos ativamente de grandes compras públicas, como o programa Farmácia Popular, fornecendo insulina. Enxergamos um futuro em que os análogos de GLP-1 sejam tratados da mesma forma que a insulina foi ao longo do tempo. Historicamente, fomos os maiores fornecedores de insulina e adoraríamos replicar esse modelo com a semaglutida”, declarou.
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Novos medicamentos contra obesidade
Além dos medicamentos já lançados, o Brasil deve estar inserido como um importante mercado para as substâncias em desenvolvimento e que devem ser cada vez mais focadas em especificidades da obesidade.
“Costumamos resumir em um único dado: ‘No Brasil, existem milhões de pessoas sofrendo de obesidade’. Usamos uma palavra só, mas não se trata de uma única doença ou de uma condição única. Existem múltiplos tipos. O que vai acontecer é que médicos e pacientes chegarão à conclusão de que precisamos de tratamentos diferentes”, projeta Doustdar.
O Brasil já está, por exemplo, na lista de países que devem receber a versão em comprimido da semaglutida, o Wegovy Pill, e o pedido de aprovação foi enviado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro deste ano.
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A medicação está disponível nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha. O México deve ser o próximo país a iniciar o uso.
“Acreditamos muito no potencial do formato oral para o futuro. Não sabemos exatamente quando, mas se metade dos pacientes prefere essa via e as opções orais se tornarem tão eficazes quanto as injetáveis, o mercado crescerá naturalmente”, afirma Larsen.
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*A repórter viajou a convite da Novo Nordisk
