Ler Resumo
A disfunção erétil afeta 30% dos homens e não é “coisa da idade”. A vergonha e a resistência ao tratamento prolongam o sofrimento, mas diversas terapias atuais e futuras, incluindo regenerativas, oferecem soluções. Buscar um especialista é crucial, pois a DE pode sinalizar outros problemas de saúde.
Este resumo foi útil?
👍
👎
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Vergonha e resistência à terapia comportamental prolongam o sofrimento de homens com disfunção erétil. O problema, que será cada vez mais comum com a longevidade e, consequentemente, com a extensão do período ativo da vida sexual, não pode ser encarado como algo natural, como o envelhecimento ou uma “coisa da idade”.
A impotência sexual pode ser tratada com três linhas terapêuticas, além do tratamento cirúrgico com implante peniano. A manutenção dos cuidados gerais com a saúde física e emocional permanece como a melhor estratégia para evitar o quadro.
A disfunção erétil afeta 30% dos homens brasileiros e a tendência é de aumento com o envelhecimento populacional. O quadro está relacionado, entre os pacientes acima dos 60 anos, a um histórico de cirurgia pélvica devido ao câncer de próstata, doenças vasculares avançadas, diabetes de longa data e lesões neurológicas.
Entre os mais jovens, com menos de 40 anos, associa-se a alterações hormonais e questões emocionais, como estresse e ansiedade. O problema é caracterizado pela dificuldade de manter o pênis ereto para uma relação sexual satisfatória.
Continua após a publicidade
A dificuldade para manter a ereção pode gerar constrangimento, baixa autoestima, ansiedade, distanciamento entre o casal e, em alguns casos, quadros depressivos. Porém, o quadro pode ser tratado com medicamentos orais, os famosos “comprimidos para ereção”, caso do Viagra, injeções intracavernosas, que devem ser aplicadas no pênis minutos antes da relação sexual, e com a bomba de vácuo.
Quando as abordagens anteriores falham, o tratamento definitivo é o implante de prótese peniana, com taxas de satisfação geralmente acima de 90%, tanto do paciente quanto da pessoa com quem ele se relaciona.
Continua após a publicidade
Os tratamentos atuais da disfunção erétil manejam os sintomas do quadro. Em um futuro próximo, as intervenções serão para tratar as causas da impotência sexual.
As apostas são o uso de células-tronco e plasma rico em plaquetas (PRP) para recuperar tecidos vasculares e nervosos danificados. É importante lembrar que a ereção está ligada à transmissão de estímulos nervosos do cérebro às terminações nervosas do pênis.
Continua após a publicidade
Também estão sendo usadas as terapias por ondas de choque de baixa intensidade, que buscam estimular a formação de novos vasos sanguíneos no órgão.
Do ponto de vista técnico, ainda é preciso trabalhar em outras opções eficazes e duradouras para os casos mais graves de dano vascular ou neurológico, que dificultam ou impedem a ereção do pênis, sem recorrer à cirurgia protética. O implante peniano, atualmente, é o único tratamento que promove a resolução da doença.
Continua após a publicidade
A disfunção erétil é um problema atual e do futuro. Por isso, adotar hábitos saudáveis permanece como a orientação crucial, independentemente do período da vida. Entre as dicas, estão: manter o peso saudável, praticar atividades físicas regularmente, não fumar, controlar o diabetes, a pressão arterial e o colesterol, e moderar o consumo de álcool.
É importante reforçar que a disfunção erétil não é “coisa da idade”, não deve ser aceita em silêncio nem é apenas uma questão sexual.
Continua após a publicidade
A impotência sexual, muitas vezes, pode ser o primeiro sinal de um problema cardiovascular silencioso, por exemplo. Buscar precocemente um urologista ou um andrologista — que é o médico responsável pela saúde sexual e reprodutiva do homem — pode melhorar a vida sexual, a autoestima e o relacionamento, além de ajudar a identificar riscos à saúde geral antes que se tornem mais graves.
*Rafael Ambar é urologista e andrologista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo
