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    Micropartículas de plástico são encontradas em tecidos que conectam mãe e bebê durante a gestação

    meioesaudeBy meioesaude25 de Julho, 2025Sem comentários6 Mins Read
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    Pequenas partículas de plástico, invisíveis a olho nu, foram encontradas em todas as placentas e cordões umbilicais analisados em um estudo inédito feito no Brasil. A pesquisa, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), é a primeira no país, e em toda a América Latina, a mostrar que esse tipo de material pode atingir o ambiente que, em teoria, é o mais ‘protegido’: o corpo do bebê ainda na barriga.

    A equipe analisou tecidos de 10 mulheres que participaram voluntariamente do estudo e tiveram seus bebês entre junho e outubro de 2023 no Hospital Universitário Professor Antunes, da UFAL. Ao todo, foram detectadas 229 partículas de microplásticos (MPs) nas amostras: 110 na placenta e 119 no cordão umbilical.  

    Em média, isso equivale a cerca de 13 partículas de plástico a cada 50 gramas de placenta – e quase o dobro disso nos cordões umbilicais, com cerca de 27 partículas para cada 50 gramas. Para fins de comparação, um fio de cabelo humano tem cerca de 70 micrômetros de espessura. A maioria era transparente e de formato irregular, o que sugere exposição prolongada.

    O que são microplásticos?

    Microplásticos são fragmentos muito pequenos de plástico – alguns já são produzidos assim para uso industrial, enquanto outros surgem da degradação de materiais maiores, como sacolas ou garrafas. Esse processo pode ocorrer com o tempo, por ação do sol, do atrito e até mesmo durante a reciclagem. Embora esse processo ajude a retirar resíduos do ambiente, ele também pode gerar essas partículas microscópicas, como mostrou uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo em 2024.

    Hoje, os microplásticos estão praticamente em toda parte: no ar que respiramos, na água que bebemos, em roupas, cosméticos, alimentos processados e até em produtos de higiene pessoal. Estudos anteriores já haviam identificado essas partículas no sangue, na urina, no leite materno e em tecidos como pulmões, fígado e cérebro. Agora, esse novo estudo mostra que a exposição pode começar ainda na vida intrauterina.

    O tipo mais frequente encontrado pelos pesquisadores foi o polietileno (PE), usado em sacolas plásticas, embalagens de alimentos e garrafas, como as de água e detergente. 

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    Além dele, também foram detectados esses tipos abaixo, porém em menor proporção:

    Poliamida (PA), conhecida como nylon, presente em roupas esportivas, escovas de dente, filtros e linhas de pesca;
    Poliuretano (PU), usado em espumas de colchões, esponjas de limpeza, solados de tênis, tintas e adesivos;
    Polietileno vinil acetato (PEVA), um material flexível usado em cortinas de banheiro, capas protetoras e forros de guarda-chuva;
    Polipropileno (PP), que aparece em potes de margarina e iogurte, fraldas descartáveis, tampas de garrafas e máscaras cirúrgicas.

    “Esses tipos de plástico já foram identificados como fontes comuns de contaminação em rios, lagos e oceanos”, escreveram os autores.

    Os pesquisadores também encontraram substâncias químicas ligadas à fabricação dos plásticos, como metil formcel e ácido polimetacrílico, em cerca de 37% das partículas analisadas. Tais compostos podem ter efeito tóxico ou interferir no funcionamento de hormônios no corpo humano.

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    Por que Maceió?

    A escolha da capital alagoana não foi por acaso. A cidade possui um extenso litoral e enfrenta desafios relacionados à gestão de resíduos, com 75% do lixo das praias composto por plástico. Isso não significa, porém, que outras regiões do país estejam livres desse tipo de contaminação.

    A escolha de Maceió para o estudo não foi por acaso. A cidade tem um extenso litoral e enfrenta sérios desafios na gestão de resíduos — 75% do lixo encontrado nas praias é plástico. Isso não quer dizer, no entanto, que outras regiões do país estejam livres desse tipo de contaminação.

    A poluição marinha é apontada pelos pesquisadores como uma possível fonte da exposição, já que o consumo de frutos do mar é comum na região e esses alimentos podem conter partículas plásticas. Outros fatores também pesam: além da alta presença de plásticos na orla — principalmente sacolas e embalagens de ultraprocessados —, a falta de acesso à água tratada leva muitas pessoas a consumirem água envasada. O transporte e armazenamento dessas garrafas sob sol forte, pode acelerar a liberação de microplásticos.

    Vale ressaltar que as participantes tinham, em média, 26,7 anos e eram, em sua maioria, pessoas de baixa renda. “Esses achados reforçam a importância de investigar os níveis de exposição a microplásticos em comunidades vulneráveis”, diz o artigo.

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    Há risco para o bebê?

    O estudo não avaliou diretamente os impactos à saúde, mas traz preocupações. Ao analisar placenta e cordão umbilical, identificando alterações nos dois tecidos, o trabalho sugere que essas partículas podem atravessar barreiras e alcançar o bebê ainda em formação. Pesquisas anteriores com células e modelos animais sugerem que microplásticos podem causar inflamação, alterações hormonais e transportar substâncias tóxicas. No caso de fetos, que estão em desenvolvimento acelerado, esses efeitos podem ser ainda mais relevantes.

    Apesar da falta de pesquisas conclusivas, há uma preocupação: além dos perigos potenciais do próprio plástico, esses elementos servem como uma espécie de ‘esponja’: podem absorver poluentes atmosféricos e carregá-los para o corpo, aumentando os riscos de intoxicação. E aqui, um agravante: plásticos biodegradáveis, que se decompõem mais rápido e são cada vez mais comuns, têm o potencial de gerar ainda mais microplásticos, além de aderirem com maior facilidade a tecidos biológicos, como os pulmões, fígado ou mesmo a placenta.

    O que pode ser feito?

    Os próprios autores reconhecem que faltam estudos que comprovem o impacto dos microplásticos para os pequenos, mas fazem um alerta. “Embora as implicações clínicas ainda não estejam completamente compreendidas, nossos achados reforçam a necessidade urgente de investigação sobre os efeitos do acúmulo de microplásticos na saúde materno-fetal”.

    Além disso, eles defendem a criação de políticas públicas para reduzir o uso de plásticos descartáveis, melhorar o gerenciamento do lixo e ampliar o acesso à água potável e alimentos menos contaminados, especialmente em áreas mais vulneráveis.

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    Diversas pesquisas vêm sendo desenvolvidas por aqui para tentar conter o avanço dos microplásticos, Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por exemplo, um estudo liderado pelo engenheiro Paulo Augusto Marques Chagas recorreu à nanotecnologia para criar um filtro capaz de reter essas partículas no ar dos veículos. Já na Universidade de São Paulo (USP) e no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), pesquisadores desenvolveram equipamentos voltados à remoção desses fragmentos da água.

    Mas é possível resolver o problema na raiz? Para os especialistas, a resposta é clara: é preciso reduzir o uso de plásticos. Embora esse material esteja profundamente integrado à vida moderna, há um consenso de que ao menos os itens descartáveis, como sacolas de supermercado, embalagens de frutas e garrafas plásticas, devem ser eliminados do nosso cotidiano.



    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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