A agência reguladora de medicamentos do Reino Unido concedeu aval, nesta segunda-feira, 10, ao novo comprimido da farmacêutica Eli Lilly para o tratamento do excesso de peso e do diabetes tipo 2. A decisão marca a expansão internacional do medicamento, que será comercializado como Foundayo.
O Reino Unido é o segundo mercado no mundo a liberar a medicação baseada em GLP-1 desenvolvida pela mesma fabricante do Mounjaro. Com isso, também intensifica a disputa com a concorrência, hoje representada especialmente pelo Wegovy oral, da Novo Nordisk.
Diferentemente da semaglutida (de Ozempic, Rybelsus e Wegovy), o orforglipron é uma molécula pequena, que passa mais facilmente pelo trajeto do sistema digestivo. Isso significa que pode ser tomado a qualquer horário do dia, a despeito de se alimentar ou não, e sem a necessidade de jejum.
Antes do aval britânico, a agência americana FDA havia aprovado o remédio em 1º de abril de 2026, tornando-o o primeiro agonista de GLP-1 oral não peptídico liberado para tratamento da obesidade.
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A aprovação se baseou no estudo de fase 3 ATTAIN-1, que envolveu mais de 3.100 adultos sem diabetes tipo 2 e mostrou perda média de 12,4% do peso corporal na dose mais alta (17,2 mg) ao longo de 72 semanas.
Mas o Reino Unido deu um passo além. Seu órgão regulador autorizou a venda do Foundayo tanto para controle de peso quanto para diabetes tipo 2, sempre mediante prescrição médica. Nos Estados Unidos, a liberação se limita ao peso por ora.
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A expectativa é que o Foundayo comece a ser vendido no Reino Unido nas próximas semanas, mas apenas na rede privada. O acesso pelo sistema público de saúde britânico ainda depende de uma análise de custo-efetividade conduzida pelo National Institute for Health and Care Excellence, o órgão que decide quais tratamentos o sistema público financia.
Essa avaliação está em curso e o parecer final está previsto para ser publicado em 18 de novembro de 2026 — só a partir daí ficará claro se, e para quais pacientes, o comprimido será oferecido gratuitamente pelo sistema de saúde do país.
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No Brasil, a medicação ainda aguarda parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
