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Owozy, a nova caneta de semaglutida sintética da Sandoz e Biolab para diabetes tipo 2, chega ao Brasil com um diferencial crucial: resistência ao calor, permitindo até 42 dias fora da geladeira. Aprovada pela Anvisa, esta alternativa ao Ozempic promete ampliar o acesso ao tratamento e agita o mercado de medicamentos GLP-1, com lançamento previsto para o fim de 2026.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma parceria anunciada nesta semana entre os laboratórios Sandoz e Biolab irá disponibilizar em breve no Brasil o Owozy, nova caneta de semaglutida sintética destinada ao tratamento do diabetes tipo 2.
O medicamento chega em meio a uma verdadeira corrida regulatória e comercial: no fim de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou de uma só vez cinco versões sintéticas da molécula, todas fabricadas por rotas químicas diferentes da usada pela Novo Nordisk para produzir o Ozempic.
Uma das apostas do Owozy – não confunda com Ozivy, caneta da EMS – para se destacar nessa fila é resistir ao calor: depois de retirada da geladeira, a caneta pode ficar até 42 dias fora de refrigeração, em temperaturas de até 30ºC, sem perder eficácia. Na prática, isso significa mais liberdade para o paciente carregar o medicamento no dia a dia sem depender de bolsas térmicas ou refrigeração constante.
O acordo recém-divulgado divide responsabilidades entre as duas empresas. Cabe à Biolab Farmacêutica, marca do grupo Biolab & Co., a estratégia de promoção médica e a comercialização do produto no país. Já a Sandoz, subsidiária brasileira da farmacêutica suíça especializada em genéricos e biossimilares, ficará responsável pelo fornecimento da caneta às farmácias.
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Por trás da fórmula está a Adalvo, companhia farmacêutica sediada em Malta que desenvolveu a plataforma tecnológica usada na fabricação da semaglutida sintética. A Ávita Care atuou como representante regulatória local durante o processo de aprovação junto à Anvisa.
“A chegada de Owozy ao mercado brasileiro representa uma oportunidade importante de ampliar o acesso a uma opção terapêutica de qualidade para o tratamento do diabetes tipo 2”, afirma Isabella Wanderley, presidente da Sandoz Brasil, em comunicado. Fabio Amorosino, presidente da Biolab & Co., destacou que a parceria “consolida nossa sólida trajetória de suporte à classe médica em diversas especialidades”.
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Fornada de novas canetas
O Owozy não chega sozinho. Na mesma leva de aprovações de julho, a Anvisa liberou outras canetas com semaglutida sintética: como Semaby da Hypera/Mantecorp.
Um detalhe costuma escapar ao público leigo: nenhuma dessas canetas — incluindo o Owozy — é um genérico do Ozempic. A legislação brasileira não permite o registro de genéricos para medicamentos biológicos, categoria à qual pertence o princípio ativo da Novo Nordisk.
Por isso, os novos produtos foram classificados pela Anvisa como medicamentos novos, alternativas sintéticas ao produto biológico de referência, e não como genéricos ou similares.
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Na prática, significa que o farmacêutico não pode substituir automaticamente uma prescrição de Ozempic por Owozy no balcão: a troca depende de nova prescrição médica, já que produtos com essa classificação não entram nas listas de intercambialidade da Anvisa, reservadas a genéricos e similares equivalentes.
Aplicação e chegada do Owozy ao mercado
O Owozy chegará ao Brasil em sistema de caneta pré-preenchida, multidose e descartável, em duas apresentações: uma com 1,5 mL de solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, acompanhada de uma caneta e seis agulhas, e outra com 3,0 mL, acompanhada de uma caneta e quatro agulhas. A aplicação é semanal, sempre conforme orientação médica. Sob refrigeração, a caneta pode ser conservada por até 24 meses. É a resistência fora da geladeira é de 42 dias a até 30ºC.
A Sandoz ainda não divulgou a tabela de preços do Owozy, mas a presidente da subsidiária brasileira já sinalizou que a caneta deve chegar com valor mais competitivo do que o medicamento de referência. A estratégia comercial deve priorizar as grandes redes de farmácia, com possibilidade futura de venda também pelos canais digitais dessas mesmas redes.
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O mercado nacional de medicamentos da classe GLP-1 — grupo de análogos que imitam hormônios envolvidos na regulação do apetite e da glicose — é hoje avaliado em cerca de 1,8 bilhão de dólares, e cresce à medida que novos concorrentes sintéticos entram na disputa antes dominada pela Novo Nordisk.
Segundo o comunicado das empresas, o Owozy deve chegar às farmácias brasileiras no último trimestre de 2026, com investimento em força de vendas voltada à classe médica. A aprovação do registro pela Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de julho de 2026.
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A entrada do Owozy amplia a oferta de canetas de semaglutida no Brasil justamente quando a doença que ela trata segue avançando silenciosamente: parte significativa dos brasileiros com diabetes tipo 2 ainda não sabe que tem a condição.
