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    Meio e Saúde
    Home»Obesidade»Seis em cada dez adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde
    Obesidade

    Seis em cada dez adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde

    meioesaudeBy meioesaude28 de Janeiro, 2026Sem comentários4 Mins Read
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    Ler Resumo

    A obesidade no Brasil mais que dobrou entre 2006 e 2023, atingindo 24,3% da população. O excesso de peso já afeta 6 em cada 10 adultos. Dados do Ministério da Saúde revelam um crescimento contínuo, especialmente na meia-idade, e falhas no plano de contenção, apesar da queda no consumo de refrigerantes.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    O índice de obesidade mais que dobrou entre 2006 e 2024 no Brasil. A taxa, que era de 11,8% em 2006 chegou a 24,3% em 2023, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 28. Ao longo de quase duas décadas, o levantamento mostra uma curva contínua de aumento da condição, sem períodos de estabilização ou queda.

    Além da obesidade, o excesso de peso também avançou e já atinge mais de 60% da população adulta. Em 2006, esse percentual era de 42,6%. Em 2023, chegou a 61,4%. Ou seja, hoje, seis em cada dez adultos brasileiros vivem acima do peso considerado saudável.

    No levantamento, excesso de peso é uma categoria mais ampla, que inclui tanto pessoas com sobrepeso quanto aquelas com obesidade. A obesidade representa a forma mais grave do quadro, associada a maior risco de doenças crônicas e complicações de saúde, como diabetes e hipertensão.

    Perfil

    O crescimento da obesidade ao longo da série histórica foi observado tanto entre homens quanto entre mulheres. Entre eles, a prevalência passou de 11,4%, em 2006, para 23,8% em 2023. Entre elas, o percentual saiu de 12,1% para 24,8% no mesmo período.

    O excesso de peso seguiu trajetória semelhante nos dois grupos. Entre os homens, a prevalência subiu de 47,5% para 63,4% entre 2006 e 2023. Entre as mulheres, passou de 38,5% para 59,6% no mesmo intervalo.

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    A análise por faixa etária indica que o avanço da obesidade atinge todas as idades adultas, mas se concentra sobretudo na meia-idade. O maior crescimento foi observado entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que a prevalência mais que dobrou, passando de 12,8% em 2006 para 27,0% em 2023.

    Entre adultos jovens, a obesidade aparece com menor frequência, embora em trajetória de alta. Em 2023, cerca de 9,6% das pessoas de 18 a 24 anos e 17,2% daquelas entre 25 e 34 anos viviam com obesidade. Já entre idosos, aproximadamente 22% das pessoas com 65 anos ou mais apresentavam a condição no último ano analisado.

    Assim como ocorre com a obesidade, o excesso de peso também atinge seus maiores percentuais na meia-idade.

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    Alimentação: avanços limitados

    No campo da alimentação, o relatório mostra avanços pontuais, mas insuficientes para reverter a tendência de ganho de peso. O consumo regular de frutas e hortaliças aumentou ao longo dos anos, mas permanece baixo. Em 2023, menos de um quarto dos adultos relatava consumir esses alimentos em cinco ou mais dias da semana.

    Quando considerado o critério mais rigoroso — cinco ou mais porções diárias — os percentuais são ainda menores. O padrão alimentar observado segue distante das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira.

    Por outro lado, o consumo regular de refrigerantes apresentou queda ao longo da série histórica, um dos poucos indicadores com evolução favorável. Em 2007, 30,9% dos adultos relataram consumir a bebida em cinco ou mais dias da semana. Em 2023, esse percentual caiu para 14,9%, uma redução de cerca de 16 pontos percentuais. 

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    O Vigitel também avaliou o consumo de alimentos ultraprocessados de maneira geral (além dos refrigerantes, esse grupo inclui salgadinhos, bolachas, macarrão instantâneo, entre outros). Para isso, as pessoas entrevistadas eram questionadas sobre o consumo de cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista. Em 2018, esse indicador era de 18,4%. Em 2023, subiu para 20,1%.

    Conforme mostra o relatório, o consumo desse tipo de alimento se mantém elevado justamente nos grupos etários em que o excesso de peso cresce mais. 

    Falha no plano de enfrentamento

    Os resultados contrastam com os objetivos definidos pelo próprio governo federal. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis estabelece como meta deter o crescimento da obesidade até 2030, mantendo a prevalência abaixo de 20%. Pelos dados mais recentes do Vigitel, a taxa já supera esse patamar, indicando que o país se encontra fora da trajetória projetada pelo plano.

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    FONTE: Meio e Saúde

    acima adultos aponta Brasileiros cada dez estão Ministério peso Saúde seis
    meioesaude
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