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    Covid19

    Temor a bordo: surto de hantavírus renova a preocupação do mundo com epidemias

    meioesaudeBy meioesaude15 de Maio, 2026Sem comentários7 Mins Read
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    Ler Resumo

    Um cruzeiro de luxo virou cenário de um surto de hantavírus, um microrganismo letal que mobilizou autoridades sanitárias globais. Com 11 casos confirmados e 3 mortes, a embarcação MV Hondius deflagrou uma operação de rastreamento internacional, levantando o alerta sobre a vigilância em viagens e o risco de zoonoses, mas sem ameaça de pandemia.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    No dia 1º de abril, cerca de 150 pessoas embarcaram no navio MV Hondius, em Ushuaia, no sul da Argentina, rumo ao Arquipélago de Cabo Verde, na África. Com tarifas que variam entre 15 000 e 29 000 euros por pessoa — sim, o pacote pode chegar a mais de 170 000 reais —, ele está longe daquela imagem clássica de um cruzeiro turístico, com cassinos, shows e piscinas gigantes. Projetado para expedições polares, o empreendimento aposta justamente no oposto: poucos viajantes, arquitetura escandinava minimalista, lounges panorâmicos e desembarques em áreas remotas. Mas bastaram alguns dias em alto-mar para que o roteiro mudasse de rumo.

    O que era para ser uma travessia exclusiva entre paisagens extremas passou, pouco a pouco, a mobilizar autoridades sanitárias, operações militares e equipes de vigilância em diferentes países. O motivo, invisível a olho nu, mas potencialmente catastrófico para o corpo humano, era um microrganismo conhecido pelos cientistas, mas pouquíssimo familiar no noticiário: o hantavírus.

    Os primeiros sinais do surto surgiram em 6 de abril, quando um passageiro holandês, de 70 anos, começou a apresentar sintomas. Cinco dias depois, ele morreu a bordo. Em seguida, a esposa faleceu. Entre 24 e 28 de abril, mais dois passageiros manifestaram sinais da infecção e uma mulher morreu em 2 de maio. Então, o que parecia um episódio isolado se transformou em uma crise acompanhada diariamente pela OMS. Até agora, são onze casos confirmados e três mortes ligadas ao cruzeiro. Mas a operação de rastreamento segue em curso em terra firme: afinal, os passageiros já desembarcaram.

    Após os primeiros casos suspeitos e a confirmação dos óbitos, o Hondius passou dias circulando sem autorização para atracar. Nesse intervalo, ao menos cinco nações começaram a organizar missões para repatriar passageiros, combinando evacuações e monitoramento sanitário. A saga incluiu cenas que remetem aos primeiros meses da pandemia de covid-19 — que também teve um cruzeiro, ancorado no Japão, submetido a uma quarentena. Pessoas deixaram o navio em pequenos grupos, usando trajes de proteção e sendo levadas em ônibus adaptados, com barreiras físicas separando motoristas e viajantes. Logo se evocou o temor de uma nova epidemia.

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    PATÓGENO - Hantavírus: apenas um tipo, o do cruzeiro, é transmitido entre humanos (KATERYNA KON/SPL/Getty Images)

    Mas é aí que as histórias divergem. O hantavírus não é um patógeno “novo” e tem diferenças marcantes em relação ao coronavírus Sars-CoV-2, que tanto nos assombrou. Daí a declaração de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-­geral da OMS: “Isso não é outra covid-19”. A família dos hantavírus começou a ser destrinchada no fim dos anos 1970, após análises mais aprofundadas de 3 000 casos de febre hemorrágica relatados na Guerra da Coreia (1950-1953). O agente causador foi encontrado em um pequenino roedor silvestre na região do Rio Hantan. Até o início dos anos 1990, acreditava-se que as hantaviroses estavam restritas ao território da Eurásia, mas outro ramo brotara nas Américas, com casos nos Estados Unidos e no Brasil. Embora o contágio continuasse sendo a partir do contato com roedores infectados ou partículas virais suspensas no ar espalhadas por seus dejetos, havia uma diferença nos sintomas. No Velho Mundo, a manifestação grave se apresentava com danos renais. “No continente americano, temos outra síndrome. O vírus não vai para o rim e tem como alvo o pulmão”, diz a infectologista Elba Lemos, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz e uma das principais referências nos estudos sobre hantavírus. Foi esse o ataque sofrido pelos passageiros do Hondius.

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    No Brasil, os primeiros casos acometeram três irmãos do município de Juquitiba, no interior paulista, no ano de 1993, e dois deles morreram, demonstrando a alta letalidade do quadro. Dada a transmissão ligada a roedores, os hantavírus afetam principalmente populações rurais, e o país já registrou sete casos confirmados neste ano, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, foram 35 registros.

    O que chama a atenção agora é a cepa que embarcou no navio MV Hondius. Quando saíram as análises preliminares confirmando que se tratava do vírus Andes, foi dado o alerta de que o surto não teria sido causado pelo contato com animais. De fato, tratava-se da única linhagem viral conhecida capaz de ser transmitida entre humanos — diferentemente das encontradas no Brasil, por exemplo. Assim, faltava uma peça crucial para montar o quebra-cabeça do surto. O trabalho de detetive chegou à conclusão de que o casal holandês vitimado pela doença levou o vírus ao navio. Ele teria adquirido o micróbio enquanto praticava atividades exploratórias em terra e, pela proximidade das cabines e espaços comuns no cruzeiro, houve a rara disseminação entre pessoas por vias respiratórias.


    OPERAÇÃO DE GUERRA - Desembarque: passageiros e tripulantes não tiveram nenhum contato com a população de Tenerife (Chris McGrath/Getty Images)

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    A partir do último dia 2, quando o episódio foi relatado à OMS, o mundo acompanhou, apreensivo, a força-tarefa para conduzir o cruzeiro até o ponto de desembarque. Em uma operação que envolveu autoridades de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Holanda, profissionais retiraram três passageiros com suspeita de infecção ainda com a embarcação no mar. Também foi necessário montar um mutirão internacional para localizar indivíduos que desembarcaram em ilhas ao longo do trajeto e que poderiam ter tido contato com o vírus. Um desses casos mobilizou uma missão militar que percorreu quase 10 000 quilômetros a partir do Reino Unido: médicos e paraquedistas foram enviados para alcançar um passageiro com sintomas que havia desembarcado em Tristão da Cunha, território britânico que abriga uma das comunidades mais isoladas do mundo, com cerca de 200 moradores. Não se trata de exagero cinematográfico. Vírus exigem cautela.

    Mesmo depois do desembarque oficial, repleto de protocolos de segurança, em Tenerife, na Espanha, a odisseia sanitária continua. Calcula-­se que vinte países tenham recebido pessoas que estiveram no navio, e é preciso se certificar de que não estão contaminadas. Por isso, o processo de volta para casa inclui a famosa quarentena e testes laboratoriais.


    COOPERAÇÃO - Reunião da OMS: convocação para mobilização internacional (Carlos Lujan/Europa Press/Getty Images)

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    O rastreamento minucioso dos contactantes tem o objetivo de sufocar qualquer probabilidade de disseminação, ainda que ela seja naturalmente remota. “Não há possibilidade de uma pandemia”, afirma Lemos, ecoando a própria OMS. Mas o episódio já deixa lições. Considerando o crescente ramo do turismo de natureza, é decisivo ter em mente que a proximidade com animais silvestres é um fator de risco para zoonoses que podem se transformar em infecções “humanas”. “Os navios e demais estruturas deveriam ter kits de diagnóstico para detectar o máximo de doenças no local”, diz Lemos. Isso se torna ainda mais crítico quando há um vírus a bordo, capaz de atracar em diversos pontos do mapa. Não é de hoje que esse fenômeno preocupa. Epidemias na Antiguidade, a peste negra, na Idade Média, e até a gripe espanhola, no início do século XX, viajaram e se espalharam por rotas marítimas. Mas agora temos meios de identificá-las e bloqueá-las antes de maiores estragos. E é crucial utilizá-­los com rigor se quisermos fazer do mundo um porto mais seguro.

    Publicado em VEJA de 15 de maio de 2026, edição nº 2995



    FONTE: Meio e Saúde

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