Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    17 de Abril, 2026

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»Rio de Janeiro: verme causador de meningite é encontrado em moluscos de 26 cidades
    Últimas

    Rio de Janeiro: verme causador de meningite é encontrado em moluscos de 26 cidades

    meioesaudeBy meioesaude6 de Janeiro, 2025Sem comentários4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Moluscos terrestres infectados com o verme Angiostrongylus cantonensis, que pode causar meningite, foram encontrados em 26 municípios do Rio de Janeiro, por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. De acordo com eles, os resultados demonstram que há risco de transmissão da doença.

    O trabalho inédito foi realizado pelo Laboratório de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, que é referência do Ministério da Saúde para estudos sobre moluscos. Foram coletados 2600 animais, entre os anos de 2015 e 2019, em 46 municípios da Região Metropolitana e Centro Fluminense: 230 deles tinham o parasita, ou 9%. “Os resultados indicam risco epidemiológico de transmissão de meningite eosinofílica, considerando a alta densidade de algumas espécies de moluscos e a ampla distribuição do verme causador do agravo”, explica a chefe do laboratório Silvana Thiengo. “Conhecer a distribuição dos hospedeiros infectados é uma informação útil para a vigilância e pode contribuir para detectar, de forma mais rápida, os casos da doença nos serviços de saúde locais.”

    Os moluscos terrestres foram coletados manualmente em locais como terrenos baldios, parques e praças em todos os distritos dos municípios pesquisados. Das 14 espécies identificadas, seis apresentaram infecção pelo verme da meningite eosinofílica. A espécie Achatina fulica, popularmente conhecida como caramujo gigante africano, foi a mais frequente e com maior número de espécimes infectados.

    Essa é a espécie mais associada aos casos de meningite, de acordo com a pesquisadora. “Como ele se reproduz muito, contribui para dispersar o parasito no ambiente e aumenta o risco de infecção humana em áreas urbanas, densamente povoadas”, observa Silvana.

    Os pesquisadores conseguiram comprovar também uma infecção inédita, ao coletar pela primeira vez caracóis da espécie L. unilamellata com o verme. “Todas essas espécies de moluscos estão amplamente distribuídas e são comuns em áreas urbanas no Brasil, podendo ocorrer em abundância em pátios de residências, hortas, jardins e terrenos baldios, onde também são encontrados roedores urbanos que atuam como hospedeiros definitivos do verme”, complementa a chefe adjunta do Laboratório de Malacologia, Suzete Rodrigues Gomes.

    Continua após a publicidade

    O que é a meningite eosinofílica?

    O A. cantonensis tem os moluscos como hospedeiros intermediários, se instalando de maneira definitiva em roedores. A infecção humana ocorre por acidente, quando as pessoas comem os animais infectados ou o muco liberado por eles, com larvas.

    Uma vez dentro do nosso organismo, o parasita pode causar inflamação nas meninges – as membranas que envolvem o sistema nervoso central, incluindo o cérebro e a medula espinhal. O sintoma mais comum da doença é a dor de cabeça, mas ela também pode provocar rigidez da nuca, febre, distúrbios visuais, enjoo, vômito e sensação de formigamento ou dormência. Na maioria dos casos, o paciente se cura espontaneamente, mas o quadro pode se agravar e até levar à morte.

    Em abril de 2024, uma pessoa morreu por meningite eosinofílica na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e caramujos infectados foram encontrados onde ela vivia. Historicamente, cerca de 40 casos da doença já foram confirmados no Brasil, mas há mais de cem casos suspeitos relatados nos estados do Amapá, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Rio de Janeiro.

    Continua após a publicidade

    Como se prevenir?

    A prevenção depende principalmente de medidas de higiene e do controle da proliferação dos hospedeiros. Nunca se deve ingerir moluscos de origem desconhecida, principalmente crus ou malcozidos, e é preciso usar luvas sempre que for preciso manusear caramujos, caracóis ou lesmas, durante o cuidado de hortas e jardins, por exemplo.

    Além disso, como esses animais vivem entre vegetais, é preciso higienizar verduras antes do consumo, deixando de molho por 30 minutos em uma mistura de uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água, enxaguando, em seguida, com água corrente. Também é recomendado o extermínio do caramujo gigante africano, com água fervente, salmoura ou cloro. Depois, as conchas devem ser quebradas e enterradas ou jogadas no lixo.

    Os pesquisadores também pedem que as prefeituras intensifiquem a coleta e análise dos moluscos, além de reforçar a limpeza urbana, para evitar a proliferação dos animais, e a educação em saúde, para que a população saiba como agir e não se exponha à infecção.



    FONTE: Meio e Saúde

    causador cidades encontrado janeiro meningite moluscos Rio verme
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Ultraprocessados: quando a “comida prática” vira caso de saúde pública | Letra de Médico

    16 de Janeiro, 2026

    Medicamento brasileiro renova esperança de devolver movimentos em lesões na medula espinhal

    16 de Janeiro, 2026

    Delícia breve | Coluna da Lucilia

    16 de Janeiro, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Diabetes

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    By meioesaude17 de Abril, 20260

    Ler Resumo A gordura no fígado (MASLD) emerge como uma pandemia global, intimamente ligada à…

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026

    Ozempic e Mounjaro: por que algumas pessoas perdem mais peso do que outras?

    16 de Abril, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    17 de Abril, 2026

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026

    Ozempic e Mounjaro: por que algumas pessoas perdem mais peso do que outras?

    16 de Abril, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.