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O SUS incorporou uma tecnologia inovadora: a membrana amniótica. Utilizando tecido coletado no parto, ela regenera lesões oculares e feridas de diabéticos, incluindo o pé diabético. Já usada em queimaduras, acelera a cicatrização e reduz complicações, prometendo beneficiar mais de 860 mil pacientes anualmente com recuperação mais ágil e melhor qualidade de vida.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma tecnologia que utiliza um tecido coletado durante o parto para regeneração de lesões oculares e em feridas de pacientes que vivem com diabetes foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo anúncio feito nesta quinta-feira, 16, pelo Ministério da Saúde.
O uso da membrana amniótica já faz parte da rotina da medicina regenerativa, de acordo com a pasta, por sua atividade anti-inflamatória e cicatrizante, o que diminui o risco de complicações durante o tratamento das condições. No ano passado, a tecnologia foi incorporada no SUS para o tratamento de queimaduras com grandes extensões.
Essa tecnologia acelera a cicatrização dos ferimentos e diminui o risco de infecções. O processo de coleta do tecido ocorre com consentimento das doadoras.
A decisão para inclusão do método considerado inovador foi feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que deu parecer favorável nesta quarta-feira, 15. As portarias que dão aval para a incorporação definiram que “a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares”.
O ministério estima que mais de 860 mil pacientes devem ser beneficiados por ano. “Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções” afirmou, em nota, Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. “Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, completou.
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Benefícios do tratamento com a membrana
A membrana amniótica pode ser utilizada em pessoas que vivem com diabetes e sofrem com pé diabético, condição relacionada à descompensação da doença que pode causar amputações. Esses pacientes podem ter feridas de difícil cicatrização que demandam curativos. Com a tecnologia incorporada, o processo de cicatrização pode ser até duas vezes mais rápido.
No caso das alterações oculares, como lesões nas pálpebras, glândulas lacrimais e região dos cílios, a membrana reduz o risco de novos ferimentos, ajuda no processo de cicatrização, diminui dores e melhora a recuperação da superfície ocular, melhorando a qualidade da visão.
O ministério informou que é uma “opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”.
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Membrana amniótica e regeneração
O uso da membrana amniótica é uma técnica considerada versátil que tem sido adotada no processo de cicatrização de feridas e na oftalmologia.
Um artigo publicado na revista científica Springer Nature explica que o tecido é obtido a partir da camada mais interna da placenta, que envolve o feto, e que ela é formada por “propriedades biológicas únicas” de modo que se tornou “um biomaterial valioso na medicina”
