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    Home»Últimas»Dr. Kalil debate ultraprocessados, que compõem 20% da dieta do brasileiro | Meio e Saúde Brasil
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    Dr. Kalil debate ultraprocessados, que compõem 20% da dieta do brasileiro | Meio e Saúde Brasil

    meioesaudeBy meioesaude28 de Fevereiro, 2025Sem comentários4 Mins Read
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    CNN Brasil
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    Quando falamos em qualidade de vida, a alimentação é um pilar fundamental. Por isso, é o tema do segundo episódio do programa Meio e Saúde Sinais Vitais, em que o Dr. Roberto Kalil vai discutir o que significa comer bem.

    Para falar sobre isso, ele recebe Patrícia Jaime, coordenadora científica do NUPENS (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde) da USP (Universidade de São Paulo) e Renata Levy, pesquisadora do Departament de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. 

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    “A alimentação adequada é aquela que passa pelas nossas cozinhas”, classifica Jaime. “Segundo a Organização Mundial da Saúde e a FAO/ONU, de uma forma muito técnica, a alimentação saudável teria quatro atributos. Ela é adequada a todas as pessoas em diferentes fases da vida – o que é adequado para um idoso é diferente do que é para uma criança. Ela tem que ser equilibrada em termos de quantidade de nutrientes que o corpo precisa. Precisa também ser moderada e, por fim, tem que ser diversificada”, prossegue a especialista. E para alcançar esses quatro pontos, é preciso comer a “comida de verdade”, ou seja, privilegiar alimentos in natura, minimamente processados, ou seja, cozinhar e evitar os alimentos ultraprocessados.

    As especialistas afirmam que a cultura alimentar do Brasil tende a reduzir o consumo de alimentos altamente industrializados. “Na realidade brasileira, por exemplo, a média de consumo hoje em dia é em torno de 20% do total da alimentação da nossa população. Quando você pega países como Reino Unido ou Estados Unidos, esse percentual chega a 60%”, diz Renata. “É uma coisa que a gente tem que ficar alerta, porque vem subindo. A gente tinha em 2003, um consumo de 10%. Mas o Brasil ainda está numa situação que você pode tentar brecar a evolução”. 

    Impactos da má alimentação na saúde

    Comer de forma desregrada pode trazer o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e, inclusive, problemas de saúde mental como ansiedade ou depressão. “Na última revisão sistemática, se identificou 32 doenças associadas ao consumo de ultraprocessados. Tem algumas que já está dado, que já é uma situação clássica, que é a obesidade. Acho que alimentos ultraprocessados podem, inclusive, ser considerados causa de obesidade e sobrepeso”, explica Renata. Ela reforça como a obesidade está relacionada às doenças mencionadas, por isso deve ser evitada.

    E a melhor forma ter uma alimentação saudável é olhar para o que há de mais tradicional na culinária brasileira, incluindo o “arroz com feijão”. “Essa alimentação saudável é uma alimentação simples, do dia a dia. O problema é quando a gente começa a substituir esse nosso padrão alimentar tradicional por alguns produtos alimentícios que foram apresentados como conveniência”, diz Patrícia.

    Ela admite que ter tempo para cozinhar é um grande empecilho, mas planejamento pode ajudar. “Ninguém vai cozinhar feijão todos os dias, mas eu posso cozinhar uma vez por semana”, exemplifica. E ela faz um apelo: “dedique à alimentação o tempo que ela merece”.

    Políticas públicas devem ajudar

    Além do esforço individual em se alimentar melhor, políticas públicas precisam dar suporte na busca pela alimentação saudável. Patrícia dá exemplos recentes: “apoiar essas iniciativas da definição de uma cesta básica de alimentos, com uma redução do preço dos alimentos básicos. Entender e apoiar que é necessário taxar as bebidas açucaradas. E por outro lado, dar a isenção fiscal com tarifa zero para alimentos básicos da cesta básica brasileira”, diz, referindo-se às mudanças trazidas pela reforma tributária.

    Renata enxerga avanços do país nessa área, mas considera que há pontos de melhoria. “gente ainda tem que avançar, por exemplo, em uma regulamentação de propagandas, porque as crianças não têm que ficar expostas à propaganda. Ou uma regulamentação de cantinas escolares. Não faz sentido você mandar teu filho para uma escola que deveria ser um ambiente protegido, e ele ficar exposto a uma venda enorme de alimentos ultraprocessados”, afirma.

    O “Meio e Saúde Sinais – Dr. Kalil Entrevista” vai ao ar no sábado, 01° de março, às 19h30, na Meio e Saúde Brasil.

    Veja alimentos que parecem ultraprocessados, mas não são



    FONTE: Meio e Saúde

    Brasil brasileiro compõem debate dieta Kalil Meio Saúde Ultraprocessados
    meioesaude
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