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Atenção: a ‘ninfoplastia sem cortes’, com jato de plasma, pode causar dor intensa, queimaduras e resultados frustrantes. Profissionais não médicos oferecem o método arriscado. A cirurgia tradicional é segura e eficaz, garantindo a saúde e bem-estar feminino. Conheça os riscos antes de decidir.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O Brasil tem assumido um papel de liderança na procura por procedimentos estéticos para a região íntima, como a cirurgia de ninfoplastia. Com isso, surgem alternativas que parecem modernas, mas carregam riscos graves, como a “ninfoplastia sem cortes“.
Esse método, feito com jato de plasma e outras tecnologias, provoca retração dos pequenos lábios por meio de queimaduras, resultando em dor intensa, recuperação complicada e frustração com os resultados.
Atendo pacientes que chegam ao consultório com os tecidos literalmente em “carne viva”. Muitas mulheres carregam inseguranças por causa da aparência da região íntima e, diante de promessas de soluções rápidas, acabam se expondo a alternativas pouco seguras. A ideia de uma intervenção “simples” pode atrair em um primeiro momento, mas acaba sendo muito mais complexa, com consequências sérias.
O aumento da procura por procedimentos íntimos, principalmente a cirurgia de ninfoplastia, fez com que profissionais não-médicos, como esteticistas, biomédicos, enfermeiros e fisioterapeutas, passassem a oferecer esses tipos de procedimentos sem cortes.
Além do risco imediato, a recuperação desse procedimento costuma ser dolorosa e demorada. Durante o processo de regeneração da pele queimada, a paciente enfrenta dor intensa, dificuldade para realizar atividades cotidianas e um desconforto que pode se estender por semanas.
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É importante enfatizar, ainda, que os resultados prometidos pelos profissionais que realizam a ninfoplastia sem cortes geralmente não correspondem às expectativas. Esse tipo de técnica gera apenas uma retração discreta, muito aquém do que a mulher espera e do que é possível obter com a cirurgia tradicional. Por isso, não é raro receber no consultório mulheres que já passaram pelo método sem cortes e, insatisfeitas, precisaram buscar depois a cirurgia convencional.
As consequências da ninfoplastia sem cortes podem ter um forte impacto na autoestima e no bem-estar da paciente, com aparecimento de bolhas, queimaduras e escurecimento da região.
Um dos motivos pelos quais muitas mulheres recorrem à ninfoplastia sem cortes é a falta de informação sobre o procedimento e também sobre a cirurgia convencional. Por envolver cortes, a cirurgia convencional acaba sendo desvalorizada, enquanto procedimentos sem cortes são apresentados como capazes de oferecer o mesmo resultado estético, o que não corresponde à realidade.
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O procedimento tradicional é realizado com anestesia local, em consultório, com retirada precisa do excesso de pele e sutura delicada, sem prejuízo da sensibilidade ou da função sexual. E, além dos pequenos lábios, a cirurgia ainda permite tratar de forma eficaz a proeminência do capuz clitoriano, uma queixa frequente e que, quando ignorada, compromete o resultado final.
Quando bem indicada e executada com a técnica adequada, é possível corrigir essa região com segurança, previsibilidade e recuperação rápida. A conscientização sobre os riscos desses procedimentos sem cortes é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar das mulheres.
*Igor Padovesi é médico ginecologista e criador do Instituto de Cirurgia Íntima
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