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Musculação vai muito além da estética: ela atua como um órgão endócrino, liberando miocinas que regulam metabolismo e protegem contra doenças cardiovasculares, diabetes e Alzheimer. O segredo para colher esses benefícios, segundo a ciência, não é a intensidade, mas sim a constância dos treinos. Entenda a importância da ‘poupança de músculos’ para sua longevidade e autonomia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Segunda-feira está chegando e, se você já está com preguiça do treino de musculação, vale a pena repensar. O dia oficial de começar a academia pode ser o ponto de partida de uma jornada de cuidado com a saúde que envolve afastar doenças cardiovasculares e o diabetes, além de proteger as funções cognitivas, importante para evitar condições neurodegenerativas, como o Alzheimer. Sim, trabalhar os músculos leva a esse conjunto de benefícios, mas os estudos mais atualizados sobre o tema apontam um componente essencial para ter esses resultados.
Vem do Colégio Americano de Medicina Esportiva a diretriz mais robusta e atualizada sobre as estratégias que devem ser adotadas para colher as benesses do trabalho muscular. Antes de qualquer coisa, é preciso entender por que a “ciência do músculo” anda sendo alvo de pesquisas científicas.
Antes compreendido como um tipo de invólucro dos ossos e responsável por proteger, principalmente, contra lesões, os músculos têm ganhado o status de órgão endócrino nas últimas décadas.
Isso porque, quando as fibras se contraem e relaxam, elas soltam substâncias — especialmente as miocinas — que se comunicam com diferentes partes do organismo e regulam o metabolismo. Elas também interferem em processos inflamatórios.
“A musculatura não serve só para ‘movimento’: ela participa do metabolismo, influencia como lidamos com glicose e energia, ajuda a sustentar equilíbrio e protege a autonomia”, explica Gilberto Ururahy, especialista em medicina preventiva e membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação.
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Fator essencial
Ao revisar 137 estudos com mais de 30 000 participantes para atualizar seu posicionamento depois de quase 20 anos, o Colégio Americano de Medicina Esportiva indicou que não é necessário se tornar um “rato de academia” nem ter corpo de fisiculturista.
O fator fundamental para que os treinos musculares se tornem aliados da saúde é a constância. É preciso ter uma rotina de treinos sem interrupções, como ocorre com os chamados “patrocinadores de academia”, que pagam, mas não vão.
Ou seja, não adianta passar três meses fazendo atividades físicas e parar depois. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o exercício da musculatura seja realizado, ao menos, duas vezes por semana.
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“Melhor duas sessões semanais possíveis por anos do que uma temporada intensa e curta. Quando a pessoa entende que músculo é parte da proteção do futuro, o treino deixa de ser estética e vira cuidado”, diz Ururahy, que também é diretor-médico da Med-Rio Check-up.
Em casa, no parque, na academia. Com halteres, elásticos ou o peso do próprio corpo. Não importa o método escolhido, o importante é criar a “poupança de músculos” com regularidade para garantir autonomia, longevidade e qualidade de vida.
