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CagriSema, nova aposta da Novo Nordisk (Ozempic/Wegovy), promete revolucionar o tratamento do diabetes tipo 2. Uma injeção semanal, que combina semaglutida e cagrilintida, apresentou resultados notáveis na redução da glicemia e peso em diversos perfis de pacientes. Entenda os estudos que validam essa inovadora solução.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
CagriSema: assim é conhecida uma combinação de duas substâncias que poderá enriquecer o tratamento do diabetes tipo 2. Desenvolvida pela Novo Nordisk, a criadora de Ozempic e Wegovy, a medicação dupla injetável apresentou resultados positivos tanto para quem ainda tenta controlar a doença apenas com alimentação equilibrada e atividade física quanto para pacientes que já usam medicamentos ou precisam aplicar insulina diariamente.
Os dados foram apresentados nas sessões científicas de 2026 da Associação Americana de Diabetes e integram três estudos clínicos em fase final antes da possível aprovação para o remédio chegar ao mercado.
A CagriSema é aplicada por meio de uma injeção subcutânea uma vez por semana. Ela reúne duas substâncias: a semaglutida, que atua nos receptores de GLP-1, e a cagrilintida, um análogo de longa duração da amilina.
O GLP-1 é o famoso hormônio que atua no controle da saciedade e da glicemia. A amilina, por sua vez, é um hormônio produzido pelo pâncreas e liberado junto com a insulina depois das refeições. Ela também participa de mecanismos ligados à saciedade, ao controle da glicose no sangue e ao peso corporal. A proposta é combinar vias diferentes e complementares para ajudar no manejo do diabetes tipo 2.
Os estudos com a CagriSema
O primeiro estudo, chamado REIMAGINE 1, avaliou 189 adultos que ainda não utilizavam medicamentos para diabetes, mas não conseguiam atingir um bom controle da glicemia apenas com dieta e exercícios. Após 40 semanas, a dose mais alta da CagriSema reduziu a hemoglobina glicada em 1,8 ponto percentual e o peso corporal em 13,8%. A hemoglobina glicada é um exame que ajuda a mostrar a média da glicose no sangue nos últimos meses.
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O estudo REIMAGINE 2 analisou uma situação bastante comum nos consultórios: pessoas que já tomavam metformina, com ou sem outro medicamento da classe dos inibidores de SGLT2 – dois comprimidos usuais no tratamento do diabetes tipo 2. Ao todo, 2.713 participantes foram acompanhados por 68 semanas. Na dose mais alta, a CagriSema reduziu a hemoglobina glicada em 1,91 ponto percentual e o peso em 14,2% – a combinação também apresentou resultados superiores aos da semaglutida usada isoladamente.
Já o REIMAGINE 3 incluiu 274 pessoas em uma fase mais avançada do tratamento, que já aplicavam insulina basal diariamente, com ou sem metformina. Depois de 40 semanas, a dose mais alta da CagriSema reduziu a hemoglobina glicada em 2,33 pontos percentuais e o peso em 12%. No grupo placebo, houve aumento médio de 1,1% no peso.
Em outras palavras, os resultados apareceram em diferentes perfis: desde quem estava começando a cuidar do diabetes tipo 2 até quem já precisava de insulina.
Nos três estudos, os efeitos adversos mais frequentes foram gastrointestinais. Esse tipo de reação já é observado em medicamentos que atuam em vias hormonais relacionadas à saciedade e à digestão. Por isso, caso seja aprovado, o tratamento deverá ser utilizado com acompanhamento médico.
