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    Home»Câncer de Mama»Anvisa amplia uso de medicamento para pacientes com câncer de mama de maior risco
    Câncer de Mama

    Anvisa amplia uso de medicamento para pacientes com câncer de mama de maior risco

    meioesaudeBy meioesaude7 de Julho, 2026Sem comentários3 Mins Read
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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o remédio Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), que já era utilizado no Brasil para o tratamento de alguns tipos de câncer de mama.

    A partir de agora, o medicamento também pode ser administrado em pacientes com câncer de mama HER2-positivo, que apresentam sinais da doença mesmo após quimioterapia ou cirurgia.

    O que é o câncer de mama HER2-positivo

    O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no mundo e também a principal causa de morte por câncer entre mulheres. No Brasil, são estimados mais de 70 mil novos casos por ano.

    Entre 10% e 19% dos casos apresentam subexpressão do HER2, o que significa que apresentam níveis elevados da proteína HER2. Um nível elevado dessa proteína na superfície das células mamárias faz com que o tumor cresça e se multiplique rapidamente, o que levou esse subtipo a ser associado a maior agressividade e pior prognóstico.

    O desenvolvimento de terapias capazes de atacar especificamente essa proteína, porém, mudou o tratamento dessas pacientes. Ainda assim, mesmo com o uso das terapias mais modernas antes da cirurgia para retirada do tumor, uma parcela significativa de pacientes não apresenta resposta completa e permanece com células cancerígenas no tecido removido — é a chamada doença invasiva residual, que aumenta o risco de o câncer voltar.

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    Segundo a Anvisa, até 25% dos pacientes com doença residual podem apresentar recidiva em até 10 anos. É justamente para esse grupo que a agência aprovou a nova indicação do medicamento.

    Como age o medicamento

    Enhertu é um medicamento administrado via intravenosa que funciona como um “alvo inteligente” contra o câncer. Ele faz parte da classe dos “conjugados anticorpo-droga“.

    O que o remédio faz é combinar um anticorpo monoclonal capaz de se reconhecer e se ligar ao receptor HER2 — uma proteína presente em grande quantidade na superfície de algumas células tumorais — com uma quimioterapia forte responsável por destruir essas células. O anticorpo, ao se ligar ao HER2, leva o medicamento diretamente até o tumor, liberando a substância tóxica na região.

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    Segundo a Anvisa, a nova indicação se baseou em um estudo que demonstrou melhora clinicamente relevante e estatisticamente significativa na sobrevida das pacientes, sem progressão do câncer.

    Os resultados mostraram que o medicamento reduziu em 53% o risco de recorrência invasiva ou morte em comparação com o tratamento padrão. O benefício foi observado de forma consistente em diferentes perfis de pacientes e se traduziu em uma melhora significativa da sobrevida livre de doença, indicador que mede o tempo em que a paciente permanece sem sinais de recorrência do câncer.

    Detergentes, Ozempic e mais: por dentro das operações da Anvisa



    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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