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Um estudo recente mostra que dormir apenas 1h30 a menos por noite, durante seis semanas, pode resultar em um ganho de quase meio quilo e aumento da cintura. A pesquisa reforça a importância do sono adequado para o controle de peso e saúde cardiometabólica.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Já é um consenso que dormir mal está associado ao ganho de peso e à obesidade, mas pesquisadores resolveram investigar quanto uma pessoa poderia engordar com a restrição de sono de uma hora e meia por noite em um período de apenas seis semanas, ou seja, cerca de um mês e meio. O resultado foi aumento de quase meio quilo, maior circunferência da cintura e volume corporal, além de incremento no tempo sedentário, indicando a importância de uma boa noite de sono.
O estudo, publicado no periódico Annals of Internal Medicine nesta terça-feira, 7, avaliou 95 pessoas com mais de 20 anos, com risco cardiometabólico elevado e que costumavam dormir sete horas ou mais por noite, o tempo que costuma ser recomendado por médicos e entidades que estudam o sono.
O objetivo era compreender os efeitos de uma privação crônica de sono, mesmo que leve, no ganho de peso a partir dos dados de dois ensaios clínicos que foram cruzados. O tempo de restrição estabelecido seguiu um padrão seguido por 30% dos adultos.
Primeiro, os participantes dormiram de forma habitual por seis semanas. Nas seis semanas seguintes, houve o atraso na hora de dormir de noventa minutos.
Para verificar os impactos, os pesquisadores da Centro Médico Irving da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, avaliaram as informações de exames de ressonância magnética para verificar a adiposidade e fizeram a avaliação do peso corporal, circunferência da cintura e comportamentos dos voluntários.
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“Nosso estudo mostra que dormir o suficiente pode ajudar a reduzir o risco de ganho de peso e doenças relacionadas à obesidade, como doenças cardíacas e diabetes”, afirmou, em comunicado, Marie-Pierre St-Onge, professora de medicina nutricional no Departamento de Medicina e no Instituto de Nutrição Humana da Universidade Columbia, que liderou o estudo.
Ganho de peso
Na comparação com o período em que os participantes dormiram normalmente, houve um aumento de 450 gramas no peso corporal e de 0,52 centímetros na circunferência da cintura. Em relação ao tempo de sedentarismo, o crescimento foi de pouco mais de 17 minutos, mas chegou a 30 minutos em mulheres na pós-menopausa e homens.
“Embora o ganho de peso de meio quilo observado com uma redução moderada do sono não seja significativo, é importante lembrar que isso ocorre em apenas seis semanas”, disse Faris Zuraikat, professor assistente de medicina nutricional no mesmo departamento.
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Uma das limitações do estudo apontadas pelos pesquisadores foi o fato de que a duração da intervenção pode ser considerada curta “para identificar alterações na composição corporal”.
Mesmo assim, indica um caminho para orientar pacientes com condições cardíacas e metabólicas, caso da obesidade e diabetes. “Programas de controle de peso e prevenção de doenças cardiometabólicas devem considerar a incorporação de estratégias de sono para promover a assistência ao sono”, sugeriram.
Quanto tempo dormir por noite
A privação de sono leva a um conjunto de problemas de saúde, como ansiedade, depressão, obesidade, doenças cardiovasculares e elevação do risco de acidentes em função da queda da concentração.
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Em 2022, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) incluiu o sono na lista Life’s Essential 8, que contempla os oito elementos essenciais para a saúde cardiovascular.
Segundo a entidade, o ideal é que adultos durmam entre sete e nove horas por noite.
