Exames ginecológicos no pós-menopausa das mulheres são fundamentais para monitorar a saúde e prevenir possíveis complicações. A seguir, a ginecologista Juliana Risso comenta a importância de cada um.
Mamografia: é um exame de imagem que ajuda a detectar precocemente o câncer de mama. Recomenda-se que as mulheres façam anualmente, a partir dos 40 anos, após a menopausa.
Ultrassonografia pélvica transvaginal: serve para verificar a saúde dos órgãos reprodutivos, incluindo o útero com avaliação do endométrio e os ovários.
Densitometria óssea: o exame ajuda na avaliação da saúde dos ossos e o possível risco de fraturas.
Papanicolau: é importante para detectar precocemente alterações nas células cervicais para prevenir o câncer do colo do útero (pelo Ministério da Saúde até 65 anos). “Para prevenção do câncer do colo do útero, que tem a sua principal causa na infecção pelo vírus HPV e pode ser silencioso. Quando dá sinais o câncer está avançado”, alerta a médica.
Exames de sangue: alguns, como o perfil lipídico, ajudam a verificar o risco cardiovascular, que pode aumentar após a menopausa, além da avaliação hormonal e global da mulher. “Na minha prática diária com medicina integrativa, eu solicito avaliação de marcadores tumorais, nutrientes com vitaminas, sais minerais, além do acompanhamento geral da saúde da mulher como função renal, hepática”, explica.
A ginecologista ressalta que as recomendações podem variar conforme a saúde individual de cada mulher e também das orientações específicas do profissional da medicina. “Exames complementares como ultrassonografia de mama, tireoide, abdômen total, por exemplo, fazem parte do meu acompanhamento nas pacientes acima dos 40 anos, no check up anual. A intenção é tratá-las na totalidade, de forma integrativa, pois o ginecologista é o clínico da mulher”, afirma.

Juliana aponta que a detecção, o tratamento precoce de condições ginecológicas e de saúde em geral, contribuem para a melhoria da qualidade de vida da mulher no período pós-menopausa. “Realizar exames regularmente promove o autocuidado e o empoderamento feminino. Conhecimento sobre o estado de saúde permite que a mulher tome decisões informadas sobre seu bem-estar”, conclui.
