O efeito sanfona pode alterar vários hormônios relacionados ao metabolismo e apetite
O médico Ivan Togni (CRM-SP 181274) explica que o efeito sanfona é quando a pessoa perde peso e depois volta a engordar. Segundo o especialista, o problema é que o indivíduo, normalmente, ganha até mais do que tinha perdido. “Quanto mais tivermos efeito sanfona é mais difícil de perder. Quero que vocês imaginem um elástico. Vamos esticando até que ele não volte mais. Isso é o que, em longo prazo, acontece com o nosso corpo e peso”, aponta.
Conforme Togni, estudos mostram piora na distribuição da gordura corporal, com mais gordura prejudicial e menos gordura protetora. Isso pode causar aumento do estado inflamatório do organismo e maior risco de ter diabetes. Ele reforça que existem evidências de maior risco de mortalidade precoce em pacientes que ganham e perdem peso repentinamente. Além disso, ainda há piora no metabolismo e dificuldade cada vez maior de perder peso.
Para evitar o efeito sanfona, o especialista diz que a base precisa ser feita bem, com exercício físico, alimentação, água, higiene do sono e controle do estresse. “Quando temos esses pilares alinhados, conseguimos manter o peso perdido. Aqui vamos dar um peso maior para a atividade física, onde sem ela a manutenção do peso fica mais difícil”, destaca. O médico acrescenta que é fundamental manter o estilo de vida saudável, exames em dia e suplementação para auxiliar e manter o resultado.

Efeito sanfona e o trabalho hormonal
De acordo com o especialista, o efeito sanfona pode afetar o trabalho hormonal, aumentando a inflamação do corpo e prejudicando os níveis hormonais adequados (piora da testosterona, serotonina, dopamina). Togni pontua que o problema atinge mais o sexo feminino, pois os hormônios, a massa magra e a perda de músculos no processo de emagrecimento, faz o metabolismo ficar baixo e o corpo aumentar o hormônio da fome. “Mulheres têm mais dificuldade em perder por essa razão. É importante o acompanhamento e planejamento para que isso não ocorra”, alerta.
