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    A era dos superidosos: a revolução silenciosa de uma geração que viverá cada vez mais e melhor

    meioesaudeBy meioesaude9 de Janeiro, 2026Sem comentários10 Mins Read
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    Ler Resumo

    Uma revolução silenciosa redefine a velhice. Os “superidosos” — ativos e saudáveis após os 80 — são a prova de que avanços na ciência, medicina e comportamento estão transformando nossa expectativa de vida. Descubra os segredos para envelhecer com qualidade e plenitude, e como a humanidade avança em direção a uma longevidade inédita.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    Há uma revolução silenciosa em andamento — e seus frutos serão colhidos nas próximas décadas, em um dos mais interessantes movimentos demográficos de mãos dadas com os avanços da ciência, da medicina e do comportamento humano. Sem rodeios: os jovens de hoje serão veteranos saudáveis e ativos, um grupo a que se convencionou chamar de “superidosos”, a turma que já venceu a barreira dos 80 anos, em plena atividade. Se há espanto, agora, com a postura vivaz do grupo de pessoas que já passou dessa idade, ou a tangencie, é provável que no futuro o assombro seja ainda maior, diante de uma multidão expedita como nunca. Haverá, por óbvio, vastas camadas que jamais chegarão a bom ponto, premidas pelas dificuldades econômicas — mas celebrar o caminho da velhice que estará firme e forte ao amanhã é um modo de a humanidade entender qual seria o ideal utópico, para todos.

    A estatística pavimenta o fenômeno. Em 1940, no Brasil, a expectativa de vida era de 45 anos. Agora passa dos 76, e é provável que siga aumentando (veja no quadro). No mais recente Censo, com dados de 2022, as pessoas com mais de 60 anos representam 15,6% da população. É aumento de 56% em relação ao levantamento anterior, realizado em 2010. É fenômeno global. Nos Estados Unidos, os idosos com mais de 90 anos são o grupo populacional que mais cresce. Prevê-se ainda que o número de pessoas com 80 anos ou mais triplique entre 2020 e 2050, atingindo 426 milhões de cidadãos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 — logo ali, portanto — uma em cada seis pessoas terá 60 anos ou mais, em contingente que sairá de 1 bilhão de indivíduos para 1,4 bilhão.

    A extraordinária curva é resultado de avanços no acesso a saneamento básico, medicamentos e equipamentos hospitalares cada vez mais precisos — além do fenomenal impulso dado pelas vacinas. O aumento da expectativa de vida foi classificado, recentemente, por pesquisadores da Universidade de Oxford e do agregador de estatística Our World in Data, como um “marco de progresso”. E então, “pela primeira vez na história da humanidade, alcançamos melhorias sustentadas na saúde de populações inteiras”, escreveram. Com os ponteiros dos relógios postos adiante, e parece não haver recuo — mesmo com tragédias como a pandemia de covid-19 —, uma pergunta nunca quis calar: mas como envelhecer com qualidade de vida? Uma sucessão de estudos, portanto, busca entender os motivos pelos quais dá para ir mais longe e bem. É área de conhecimento que não para de crescer.


    PARCERIA DE VIDA – Mitiko e Carlos Nawa, 85 e 84 anos – Juntos há 61 anos, o casal diz que a relação é fundamental para manter a saúde. Mitiko vai à academia todos os dias e faz ioga e pilates. Carlos praticou golfe e também não dispensa o esporte. Ambos ainda mantêm a mente ativa com aulas de informática, inglês e sessões de mahjong (jogo de mesa) com um grupo de amigos. (Claudio Gatti/.)

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    Uma revisão de estudos científicos publicada no periódico Journal of Aging Research apontou que a prática de atividades físicas está associada ao aumento de até 6,9 anos na expectativa de vida, principalmente em função da redução de fatores de risco para mortalidade, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, doenças cardiovasculares e câncer. Exercitar-se — além de dieta que priorize frutas, legumes, carnes magras e boas gorduras, e adeus aos chamados ultraprocessados — é inegociável. “Se a pessoa é sedentária, a tendência é de que ela perca habilidades, o que impactará na autonomia”, diz o médico do exercício e do esporte Claudio Gil Araújo, diretor de pesquisa e educação da Clínica de Medicina do Exercício, do Rio de Janeiro. “A perda de potência muscular, equilíbrio e flexibilidade é atalho para quedas.” Soa óbvio, mas há até muito recentemente era equação desdenhada. Mire-se, como exemplo louvável, o cotidiano do administrador de empresas carioca Paulo Rubens Mendes, de 79 anos, dono de mais de quarenta medalhas em competições de natação e canoa havaiana. “Comecei tarde”, lamenta com modéstia, ao lembrar que só foi se dar conta dos benefícios do esporte depois dos 40 anos.

    E a genética, por vezes o bode expiatório, por vezes a tábua de salvação? Sim, ela tem um papel, mas não tão determinante no início da velhice. “A partir dos 90 anos e, principalmente, a partir dos 100, a genética é decisiva”, diz Mayana Zatz, professora titular da USP e uma referência nacional nos estudos sobre superidosos. “Até lá, o ambiente e os hábitos têm 80% de relevância.” O grupo de Mayana, ancorado em dados do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, tem coletado informações de 200 idosos com mais de 90 anos — dezoito deles com mais de 110 anos — para identificação de genes que protegem contra o envelhecimento. Os pesquisadores estão avaliando a capacidade cognitiva, muscular e imunológica dos voluntários. Na terça-feira 6, um artigo publicado no periódico Genomic Psychiatry iluminou um interessante resultado inicial do trabalho, entre os centenários: uma explicação para a longevidade no Brasil pode ser a miscigenação, fruto de movimentos migratórios ao longo dos séculos.


    COM A MENTE QUIETA – Abrão Hleap, 87 anos – Correu a meia-maratona de Berlim aos 80 anos e, quatro anos antes, fez a mesma travessia em Paris. Agora, pratica pilates e caminhada por querer estar sempre em movimento. “A gente não pode ficar o dia todo no computador e no celular, ainda mais na minha idade”, diz. Além da dieta sem carne nem álcool, tem um segredo no comportamento: “Procuro sempre ser tranquilo”. (Claudio Gatti/.)

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    Uma referência da combinação de genética e outros fatores é o Japão. O país asiático tem a maior expectativa de vida do mundo para mulheres: 87 anos, segundo dados de 2024. Em setembro do ano passado, o governo japonês anunciou que exatos 99 763 habitantes tinham mais de 100 anos, 88% do gênero feminino. É recorde que o Japão mantém há 55 anos consecutivos. A hereditariedade, aliada a baixas taxas de obesidade, estilos de vida menos sedentários e, consequentemente, menos mortes por doenças cardíacas e formas comuns de câncer, em particular tumores de mama e de próstata, torna o país um palco invejado e investigado.

    Domar o tempo é incansável anseio da civilização, em eterna busca de algum tipo de “fonte da juventude”, que não existe e não existirá, naturalmente, como quimera. Mas há substâncias promissoras brotando dos laboratórios. A mais celebrada, hoje, é o imunossupressor rapamicina. Prescrito para evitar rejeição de órgãos transplantados, o medicamento tem demonstrado capacidade de atuar em um regulador do envelhecimento, retardando o processo. Ele bloqueia uma enzima que acelera a divisão celular. Até as onipresentes canetas contra obesidade e diabetes, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, têm sido acompanhadas de perto, e com uma explicação simples: se contornam com inédita eficácia condições que elevam a mortalidade, representariam ferramenta de controle.

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    Convém, contudo, sempre ressaltar que nem tudo é corpo — o cuidado com a alma é também vital. O nome do jogo é socialização. Profissionais da americana Universidade Northwestern acompanham desde o ano 2000 um grupo de pessoas com 80 anos ou mais que apresentam capacidade de memória de alguém com vinte ou trinta anos a menos. O objetivo é descobrir como evitaram o declínio cognitivo típico relacionado à idade, assim como distúrbios de memória mais graves. Os superidosos acompanhados mês a mês não compartilham dieta mágica (ainda que a alimentação seja fundamental, reafirme-se), tampouco são atletas tardios.


    O BAlÉ COMO TERAPIA – Silvia Masumoto, 81 anos – A paulistana aprendeu cedo a importância da disciplina na construção de movimentos precisos. Começou a dançar ainda quando era criança, mas hoje o balé ocupa principalmente um lugar terapêutico em sua vida. Mantém dieta balanceada e uma rotina rigorosa de duas horas e meia de musculação seis vezes por semana. “A idade não me limitou”, diz. (Claudio Gatti/.)

    O que os distingue, então? A importância que dão aos relacionamentos sociais. Em termos de personalidade, tendem a ser extrovertidos. Socializar, enfim, pode ajudar a proteger contra a queda de volume cerebral, efeito esperado da idade e do isolamento. A solidão, comum com o passar dos anos, tende a aumentar os níveis do hormônio relacionado ao estresse, o cortisol — e tê-lo fora de controle por muito tempo é atalho para a inflamação crônica, sinônimo de aumento do risco de demência. Solidão e isolamento, aliás, aumentam o risco de morte prematura em 26% e 29%, respectivamente, de acordo com dados divulgados em uma cartilha de saúde do governo dos Estados Unidos. A preocupação com o tema é tamanha que países como o Reino Unido e o Japão nomearam ministros especiais para combater a crise pública atrelada a quem vive só.

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    Os cientistas também já sabem que em alguns casos a demência, responsável por prejudicar de forma significativa a qualidade de vida e o envelhecimento saudável, pode ser evitada. Um estudo elaborado por pesquisadores da Comissão Lancet e publicado na revista científica em 2024 aponta que até 40% dos casos de demência podem ser influenciados por catorze fatores de risco preveníveis ou mitigáveis, como baixo nível educacional, tabagismo, depressão e até a saúde ocular. Se esses fatores forem abordados desde a infância até a velhice, podem reduzir significativamente o risco de Alzheimer e outras condições.


    DE MALAS PRONTAS – Thereza Hiroko Ikeda, 89 anos – Formada em ciências contábeis, trabalhou como auditora da Receita Federal, mas largou o emprego para empreender antes dos 50 anos. Só parou depois dos 70, quando passou a se dedicar mais à saúde, priorizando idas à academia e sessões de massagem. Começou ainda a viajar pelo mundo com um grupo de amigas. “Estou prestes a fazer 90 anos, mas me sinto com disposição de 70”, diz. (Claudio Gatti/.)

    O horizonte parece desenhado, mas há imensos obstáculos, apesar dos saltos magníficos. A alimentação melhorou, o relevo da ginástica é irrecorrível, a medicina parece já tocar no futuro, uma nova era está aí, mas há um nó que esbarra no preconceito e nas dificuldades reais. “Quem cuida dos idosos, no Brasil, e em todo o mundo, é a família, e quase sempre isso significa abandonar empregos, em troca da dedicação”, diz David Amorim, pesquisador associado no Marcus Institute for Aging Research da Harvard Medical School. Os superidosos, animados e felizes, pedem que a sociedade os reconheça como são, com suas fortalezas, mas também com suas fragilidades. Como anotou o poeta inglês John Donne (1572-1631), “nenhum homem é uma ilha”.

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    Colaborou Valéria França

    Publicado em VEJA de 9 de janeiro de 2026, edição nº 2977



    FONTE: Meio e Saúde

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