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    Home»Últimas»Ansiedade pode ser gatilho para Parkinson, diz especialista | Meio e Saúde Brasil
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    Ansiedade pode ser gatilho para Parkinson, diz especialista | Meio e Saúde Brasil

    meioesaudeBy meioesaude20 de Setembro, 2024Sem comentários4 Mins Read
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    CNN Brasil
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    A incidência da doença de Parkinson vem crescendo exponencialmente no mundo. Atualmente, cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos tem a doença, mas previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que esse número pode dobrar até 2040. Por isso, conhecer os fatores de risco e os principais sinais de alerta é fundamental para prevenir e detectar precocemente a doença.

    O tema é pauta do “Meio e Saúde Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” de sábado (21). No programa, o Dr. Roberto Kalil recebe Fabio Godinho, professor de neurologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e Rubens Cury, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Doenças neurodegenerativas: o que são, sinais de alerta e como diagnosticar Parkinson pode ter três tipos diferentes, mostra estudo Como o envelhecimento impacta o cérebro e a cognição? Entenda

    Segundo Godinho, a ansiedade pode ser um dos fatores de risco para o desenvolvimento de Parkinson. “A presença de ansiedade em pessoas acima de 50 anos aumenta de três a quatro vezes o risco de esse paciente desenvolver doença de Parkinson. A ansiedade é um sintoma da doença de Parkinson, mas também pode ser um fator de risco, um gatilho, para a doença”, afirma.

    Além disso, os sintomas da doença podem ser múltiplos e vão além das alterações motoras, como tremor e rigidez muscular. “A gente costuma relacionar muito a doença de Parkinson com sintomas motores, ou seja, o tremor, a lentidão e a rigidez muscular. Agora, existem muitos outros sintomas não motores e esses até antecedem o aparecimento dos sintomas motores”, explica Godinho.

    Segundo o especialista, alteração do sono, no hábito intestinal, no olfato e de humor estão entre alguns dos sintomas não motores do Parkinson, além da dor. “A dor difusa no corpo também é um sintoma muito frequente”, afirma.

    Dificuldades em realizar tarefas simples, como escrever, fazer a barba, escovar os dentes ou vestir uma roupa, também são sinais de alerta, segundo os especialistas. “Por mais que a gente fale do tremor, ele é o mais famoso na doença de Parkinson, mas é presente em 70% das pessoas, 30% das pessoas com Parkinson não têm tremor. Realmente, o centro dos sintomas é essa lentidão nos movimentos”, explica Cury.

    O que é a doença de Parkinson?

    O Parkinson é uma doença neurológica causada pela degeneração das células que produzem a dopamina, neurotransmissor responsável por levar informações do cérebro para outras regiões do corpo. A redução dessa substância química afeta os movimentos, podendo levar aos sintomas característicos da doença, como lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

    Atualmente, o tratamento é feito com o uso de medicamentos, com o objetivo é o controle dos sintomas, uma vez que não há cura. Segundo Godinho, em alguns casos, a cirurgia pode ser indicada.

    “Nós indicamos a cirurgia quando o paciente, apesar de estar recebendo remédio e de ter uma resposta ao remédio, não tem mais um controle bom dos sintomas com a medicação”, explica. “Outra situação em que a gente indica cirurgia é quando o paciente começa a desenvolver movimentos involuntários decorrentes do uso crônico do remédio, que nós chamamos de discinesias. Esses movimentos dificultam muito a performance motora do paciente durante o dia a dia, e leva inclusive à perda de peso, porque ele se move o tempo todo”, completa.

    Nos últimos anos, houve avanços no tratamento do Parkinson. “Basicamente tem três grandes pilares no tratamento. Um é atividade física aeróbica, que já mostrou reduzir a evolução da doença de Parkinson. O outro pilar é controlar muito os fatores clínicos desse paciente. Então, colesterol, glicemia, pressão arterial. E a reposição da dopamina. Então, você tem três fatores que andam juntos”, explica Cury.

    “Fazendo isso desde o início, o paciente fica, de fato, bem por muitos anos, e uma parcela daqueles pacientes que não ficam bem, têm a opção cirúrgica. Em algumas situações ela vai ter que se adaptar um pouco. Acho que a palavra aqui é adaptabilidade”, finaliza.

    O “Meio e Saúde Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” vai ao ar no sábado, 21 de setembro, às 19h30, na Meio e Saúde Brasil.



    FONTE: Meio e Saúde

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