Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Kassab sobre Flávio Bolsonaro: ‘Por que não defendeu as vacinas na pandemia?’

    13 de Agosto, 2026

    Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo | Letra de Médico

    13 de Agosto, 2026

    Fabricante do Mounjaro decreta guerra ao mercado paralelo de remédios para emagrecer

    13 de Agosto, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Câncer de Mama»Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo | Letra de Médico
    Câncer de Mama

    Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo | Letra de Médico

    meioesaudeBy meioesaude13 de Agosto, 2026Sem comentários5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Ler Resumo

    A jornada do câncer de mama não termina após a cirurgia. O artigo aborda o risco de recidiva, a importância da adesão a tratamentos adjuvantes e os desafios enfrentados pelas pacientes, como efeitos colaterais e burocracia. Destaca a necessidade de individualização, equipes multidisciplinares e participação social em políticas de saúde para garantir o acesso a inovações.

    Este resumo foi útil?

    👍
    👎

    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    Há cerca de 30 anos, nós começamos um forte trabalho para educar a população sobre a importância da mamografia, do autoconhecimento do corpo e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Muito se fez e, com razão, celebramos que tumores descobertos no início têm altíssimas chances de cura. No entanto, retirar o tumor não encerra necessariamente a jornada. Precisamos falar sobre o que acontece depois da cirurgia.

    Um levantamento recente da Ipsos, a pedido da Novartis Brasil, jogou luz sobre esse momento. A pesquisa mostrou que 87% das brasileiras reconhecem que existe o risco de o câncer de mama voltar. Confesso que esse alto índice não me surpreende: as mulheres sabem que a doença pode retornar porque, infelizmente, guardam na memória as histórias de amigas e familiares que sofreram com isso.

    Por outro lado, o mesmo estudo revela que apenas 39% conhecem a palavra “recidiva”, o termo médico que usamos para descrever o retorno da doença. Essa lacuna de letramento em saúde é perigosa.

    Quando a paciente não compreende o vocabulário do próprio tratamento, fica muito mais difícil engajá-la nos passos seguintes. Mesmo após a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, o risco de recidiva pode permanecer por décadas. Para evitá-lo, nós prescrevemos tratamentos complementares, que chamamos de adjuvantes.

    Costumo explicar isso para as minhas pacientes fazendo uma analogia com o Oscar: esses remédios são como os “atores coadjuvantes”. Eles podem não ser a atração principal como a cirurgia, mas participam ativamente e são vitais para o sucesso da história. O grande desafio, no entanto, é manter as mulheres nesse tratamento, que pode durar de cinco a dez anos.

    Continua após a publicidade

    Evidências mostram que apenas cerca de 50% das pacientes conseguem completar o tempo recomendado de terapia endócrina adjuvante. Por que isso acontece? As respostas estão no dia a dia. Primeiro, há o medo. Os efeitos adversos descritos nas bulas muitas vezes são assustadores. A paciente lê aquela letra miúda e já acha que não vai conseguir viver. Dependendo do perfil da paciente, eu costumo aconselhar: “Não leia a bula; eu serei a sua bula”.

    Além disso, os tratamentos podem induzir sintomas de menopausa precoce em mulheres jovens, ou se somar ao efeito de outros medicamentos em pacientes mais velhas, gerando cansaço e abandono da medicação. Soma-se a isso a burocracia de renovar receitas e buscar laudos, o dia a dia corrido que desvia a atenção do autocuidado, e ainda a falta de abertura com a equipe médica.

    Muitas vezes, a paciente sofre com os efeitos colaterais em silêncio e simplesmente interrompe o tratamento. Por isso, a presença de equipes multidisciplinares e de navegação de pacientes vale ouro. A paciente não é um prontuário; ela tem rotina e personalidade. E precisa de um gestor do seu cuidado.

    Continua após a publicidade

    No cenário brasileiro, a importância da individualização e da adesão grita ainda mais alto. Quando olhamos para o câncer de mama inicial do subtipo mais comum (Receptores Hormonais positivos e /HER2 negativo ou RH+/HER2- ), sabemos que o risco não é igual para todas.

    Cerca de uma em cada três pacientes com esse perfil é classificado como de alto risco de recidiva. Para elas, que muitas vezes apresentam tumores maiores, axila comprometida ou índices altos de proliferação celular, como um Ki-67 elevado, a probabilidade de a doença voltar no local ou a distância (em outro órgão fora da mama) pode passar dos 40%.

    Garantir que inovações cheguem a essas mulheres que mais precisam é fundamental para o sucesso do controle do câncer para todas as brasileiras e brasileiros (sim, homem também pode ter câncer de mama). E é exatamente neste ponto que a informação clínica se encontra com a cidadania.

    Continua após a publicidade

    Atualmente, está aberta a consulta pública nº 61/2026 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), do medicamento Ribociclibe. Ela avalia a inclusão de uma nova opção de tratamento adjuvante justamente para pacientes com câncer de mama inicial RH+/HER2- com alto risco de recidiva.

    A consulta pública é a oportunidade oficial para que pacientes, familiares e ONGs relatem suas vivências. Mas deixo aqui também um apelo aos meus colegas de profissão. Como médica e chefe de serviço, acompanho de perto o desenvolvimento de muitos alunos e residentes, e noto que, por vezes, o conhecimento profundo sobre toda a jornada oncológica acaba restrito àquele profissional que já se tornou muito especialista.

    Precisamos incentivar um olhar mais amplo e integrado dentro da nossa própria classe. A contribuição com políticas de saúde não é exclusividade do mastologista ou do oncologista. O ginecologista, o geriatra, o patologista, o clínico geral, todos têm perspectivas valiosas sobre a mesma paciente. Toda a comunidade médica precisa entender seu papel social e se envolver, também como sociedade civil, nas melhorias desse grande projeto brasileiro que é o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Continua após a publicidade

    Otimizar tratamentos e garantir o acesso adequado, de forma plural e participativa, é a única forma de assegurarmos que, no final das contas, o câncer de mama que mata fique de fato no passado.

    *Maira Caleffi é médica mastologista, chefe do serviço de mastologia do Hospital Moinhos de Vento e fundadora da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama)



    FONTE: Meio e Saúde

    além câncer câncer de mama cirurgia contínuo Cuidado exige ginecologia Letra Mamografia Médico quando Saúde saúde da mulher Saúde Pública SUS
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Obesidade está ligada a mais de 1 em cada 10 casos de câncer, diz estudo

    11 de Agosto, 2026

    A mudança de paradigma sobre a obesidade que ocorreu em apenas um ano | Letra de Médico

    7 de Agosto, 2026

    Canetas emagrecedoras e câncer: o que se sabe até o momento

    4 de Agosto, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Covid19

    Kassab sobre Flávio Bolsonaro: ‘Por que não defendeu as vacinas na pandemia?’

    By meioesaude13 de Agosto, 20260

    O presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente Gilberto Kassab criticou seu adversário, Flávio…

    Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo | Letra de Médico

    13 de Agosto, 2026

    Fabricante do Mounjaro decreta guerra ao mercado paralelo de remédios para emagrecer

    13 de Agosto, 2026

    Gordura abdominal pode prever doenças no coração melhor que IMC, afirma estudo

    12 de Agosto, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    Kassab sobre Flávio Bolsonaro: ‘Por que não defendeu as vacinas na pandemia?’

    13 de Agosto, 2026

    Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo | Letra de Médico

    13 de Agosto, 2026

    Fabricante do Mounjaro decreta guerra ao mercado paralelo de remédios para emagrecer

    13 de Agosto, 2026

    Gordura abdominal pode prever doenças no coração melhor que IMC, afirma estudo

    12 de Agosto, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.