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    As novas tecnologias para suavizar (com bom senso) as marcas do tempo no rosto

    meioesaudeBy meioesaude19 de Dezembro, 2025Sem comentários8 Mins Read
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    O que um documento indiano datado de 600 a.C., que registra a primeira plástica de nariz da história, e o procedimento para estimular colágeno postado e viralizado pela polêmica influencer Virginia Fonseca teriam em comum? A obsessão milenar por reparar ou evitar aquilo que pode rasurar nosso cartão-postal. De fato, com o avanço da medicina e da estética, o rosto — nas mais diversas faixas etárias e etnias — se tornou o epicentro de um movimento que busca atenuar o envelhecimento e preservar a beleza, inclusive para exibi-la nas redes sociais. A efervescência nas clínicas brasileiras vai da dermatologia à cirurgia plástica. Do creme ao bisturi. E, se antes valia tudo pela harmonia facial (com direito a resultados chocantes depois), agora as investidas mais naturais entram em cena. Uma mudança no olhar — literalmente.

    A começar pela procura da blefaroplastia, operação para pálpebras e bolsas sob os olhos que alcançou o primeiro lugar no ranking global de cirurgias estéticas elaborado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), deixando para trás a lipoaspiração e o implante de silicone nos seios. Em 2024, foram 2,1 milhões desses procedimentos, indicados para corrigir bolsas de gordura ou pele flácida ao redor da vista, mundo afora. “A evolução da técnica a tornou mais suave e delicada, podendo ser feita isoladamente ou junto a outras intervenções na face”, diz o cirurgião plástico Fabio Nahas, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Aliás, sinal de novos tempos, embora o método seja buscado por homens e mulheres, são eles que lideram a procura.

    A blefaroplastia também ultrapassou outra cirurgia que estava em alta nos últimos anos, a rinoplastia, que lapida o nariz — foram cerca de 1 milhão de atendimentos do gênero. “O olhar chama muito a atenção. E a blefaroplastia não é só estética”, diz o dermatologista Márcio Serra, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em muitos casos, o excesso de pele na pálpebra superior compromete o campo visual, o que faz com que a cirurgia seja indicada também por oftalmologistas especializados em oculoplástica. “Na pálpebra inferior, o objetivo costuma ser puramente estético. Mas há situações em que nenhum aparelho ou preenchimento substitui a cirurgia”, afirma Serra. O resultado é louvado por pacientes e especialistas — inclusive na frente do espelho. “A operação tira o ar cansado, ilumina o rosto e devolve o frescor.”

    De fato, o Brasil cuida da aparência como poucos países no mundo. Em 2024, foram 2,3 milhões de cirurgias estéticas registradas, número que nos coloca na primeira posição do planeta, à frente inclusive dos Estados Unidos. O avanço técnico e o acesso mais fácil respondem pela popularização, mas não explicam tudo. “Há uma influência de padrões estéticos difundidos pelas redes sociais”, observa o médico da SBD.

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    Ao mesmo tempo que o número de procedimentos cresce, muda também o objetivo de quem procura o consultório. A palavra da vez é naturalidade. Uma reação direta a anos de excessos, que agora começam a ser revistos publicamente, com celebridades assumindo a chamada “desarmonização facial”, como Gra­cyan­ne Barbosa e Scheila Carvalho. “A maior parte dos meus pacientes quer fazer algo que ninguém note”, relata Serra. Até porque a padronização de rostos, com mandíbulas marcadas, volumes excessivos e simetria artificial, cobra um preço alto. “Muitos rostos são naturalmente assimétricos. Quando você tenta corrigir tudo, cria algo que simplesmente não existe”, completa o especialista.

    Os números confirmam a transição. Enquanto o Botox segue em alta entre os procedimentos não cirúrgicos, com 7,8 milhões de aplicações ao ano, e os preenchimentos com ácido hialurônico somam 6,3 milhões, cresce também o enxerto de gordura facial, que teve uma alta de quase 20%, com 900 000 registros. A técnica usa a própria gordura do paciente para remodelar a face, com resultados mais suaves e integrados ao rosto — o que pode ser potencializado pelas injeções de toxina botulínica e outros compostos que abastecem as clínicas.


    K-BEAUTY – Pele coreana: métodos como ultrassom buscam conferir contorno e firmeza à face (EyeEm/Getty Images)

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    Outra tendência que vem ganhando espaço é a estética k-beauty, termo que engloba produtos e tecnologias originados na Coreia do Sul. Dados do Google Trends mostram que, em 2025, ao menos 62 países tiveram um incremento no interesse pelo termo. No Brasil, as buscas atingiram o maior patamar histórico em junho, sete anos depois de o conceito começar a circular por aqui. Na comparação com o mesmo período de 2024, o volume quase dobrou, com alta de 70% entre 1º de janeiro e 21 de agosto. O fascínio não é por acaso. A chamada “pele coreana” se tornou sinônimo de aparência homogênea e viçosa, ainda que esse resultado esteja associado a fatores difíceis de reproduzir no Brasil, como genética, hábitos culturais e menor exposição solar. Por aqui, além de ficarmos mais sob o sol, o próprio DNA contribui para uma pele, em geral, mais oleosa. “Os coreanos também são muito consistentes na rotina de cuidados. Realmente seguem os passos e fazem o que é mais importante, a fotoproteção intensiva”, diz a dermatologista Isabelle Wu, uma das fundadoras da plataforma de ensino médico Laser Doc Academy.

    Entre as tecnologias mais associadas à onda coreana estão o ultrassom microfocado, a radiofrequência monopolar, a microfrequência agulhada e o laser de picossegundos. Em combinação, esses métodos de nomes estranhos visam personalizar e otimizar o tratamento. “Um dos melhores aparelhos de ultrassom microfocado que existem hoje é, de fato, coreano”, afirma Serra. Os resultados, quando os protocolos são seguidos, são animadores. “O LinearZ, por exemplo, é um ultrassom de alta intensidade que promove o estímulo da produção de colágeno, melhora da firmeza e dos contornos do rosto com resultados visíveis desde a primeira sessão”, conta a dermatologista Ligia Novais, membro da SBD e fundadora da Sablier Clinique, em São Paulo. Os efeitos de remodelação facial, com a melhora do aspecto da pele, costumam aparecer em trinta a 45 dias. Há um preço, claro: cerca de 5 000 reais por sessão, ainda que a ação seja duradoura.

    Nesse mercado impregnado de novidades, porém, é preciso tomar cuidado com os modismos e as promessas supostamente fantásticas. “Nem tudo vem acompanhado de embasamento científico”, alerta Serra. É o caso do que popularmente foi chamado de peeling coreano e de um composto derivado do esperma do salmão — ambos famosos em plataformas como o TikTok.“Temos visto esses produtos sendo injetados e provocando reações alérgicas difíceis de tratar”, revela o dermatologista.

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    CAMPEÃO - Botox: alta procura pelas aplicações resultou até em falsificações (PixelsEffect/Getty Images)

    O problema não está apenas nas tecnologias ou nos produtos, mas também na lógica do excesso. De um lado, há profissionais que deixam a individualização do paciente de escanteio, assim como um diálogo horizontal sobre expectativa versus realidade. “É um luxo poder trabalhar com todas essas tecnologias, mas é preciso controlar a ânsia por resultados. É como um bisturi: pode fazer uma boa cirurgia ou um estrago”, afirma Wu. Além disso, as redes sociais criam e alimentam expectativas irreais, com o endeusamento e a repetição de padrões vistos entre celebridades. “É como se existisse uma ditadura e ninguém pudesse ter ruga”, compara Serra. “Mas um rosto que se move, que sorri, com algumas linhas naturais, muitas vezes é mais bonito e saudável do que um rosto paralisado.”

    O excesso de intervenções, aliás, pode comprometer até o resultado de uma plástica depois. “Existe hoje uma série de produtos injetáveis, inabsorvíveis e absorvíveis, que acabam dificultando a cirurgia”, comenta Nahas, que é ex-presidente da Isaps. “Temos que fazer exames de ultrassom para verificar o que foi feito antes e, às vezes, chegamos a ver resquícios de produtos utilizados durante a operação.”

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    O cenário se agrava quando esses procedimentos migram para ambientes sem estrutura médica e qualificada. Apesar de o mercado da beleza movimentar bilhões, mais da metade dos brasileiros nunca consultou um dermatologista. Levantamento da SBD em parceria com o Datafolha mostra que 17% da população sequer associa a especialidade à medicina, confundindo o papel do médico com o de outras áreas, como esteticistas. Isso ajuda a explicar a proliferação de técnicas invasivas realizadas por pessoas sem formação adequada, em locais sem condições. “O que me preocupa é ver procedimentos invasivos sendo feitos em salões de cabeleireiro ou clínicas estéticas sem estrutura para o caso de emergência”, diz Serra. “No consultório médico, você precisa ter desfibrilador cardíaco, remédios, protocolos. Não é mero detalhe.”

    A procedência dos produtos também entra no radar. Assim como os suplementos alimentares, os cosméticos estão entre os principais alvos de apreensão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), muitas vezes por serem falsificados ou fabricados sem registro. A toxina botulínica, inclusive, figura entre os itens mais apreendidos pelo órgão, com episódios de produção sem atender aos requisitos mínimos de higiene. Não à toa, a Anvisa já emitiu comunicados sobre o risco de botulismo iatrogênico, condição grave que pode causar paralisia muscular e até levar à morte quando o produto é aplicado fora das doses, dos intervalos ou dos padrões de qualidade recomendados.

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    Hoje, os retoques no rosto não precisam ocorrer às escondidas nem ser encarados como uma forma de maquiar a realidade. A tecnologia evoluiu da injeção à cirurgia. Mas deixar os anseios estéticos se sobrepujarem ao bom senso e ao cuidado médico é um atalho inescapável para arruinar seu cartão-postal e a paisagem que ele acompanha.

    Publicado em VEJA de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975



    FONTE: Meio e Saúde

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    meioesaude
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