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Um estudo da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes revela que a combinação de dieta com poucos ultraprocessados e atividade física pode reduzir em até 70% o risco de diabetes tipo 2, superando até a predisposição genética. Mesmo com alto risco genético, a probabilidade da doença cai pela metade. Descubra como hábitos saudáveis podem mudar seu destino.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
MILÃO* – Quando se fala em diabetes 2, a predisposição genética é um ponto levado em conta, considerando a relação estabelecida em ao menos 40% dos casos, mas há fatores que impactam e, quando modificados, podem até superar a força dos genes. É o caso das dietas com baixo índice de ultraprocessados e a prática de atividades físicas, que são capazes de reduzir em até 70% o risco de episódios da doença, segundo um estudo apresentado na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (Easd), que ocorre em Milão, na Itália, entre esta segunda-feira, 28, e sexta-feira, 2.
A análise considerou informações de 56.964 adultos com idade média de 69 anos coletadas do UK Biobank, o maior banco de dados de saúde pública e genética do Reino Unido.
Para categorizar os alimentos presentes na dieta dos participantes, o estudo tomou como base a classificação conhecida como Nova, estabelecida pelo epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, criador do conceito de alimentos ultraprocessados.
Da caminhada ao passeio com o cachorro
Respostas de questionários com detalhes sobre as refeições foram cruzadas com a quantidade praticada de exercício moderado a vigoroso, cuja medição foi realizada com dispositivos de monitoramento de atividade.
Os exercícios considerados para a pesquisa foram de atividades tradicionais, como ciclismo e caminhada rápida, a tarefas que envolvem movimento, caso das tarefas domésticas, jardinagem e passeios com o cachorro, pois geram esforço físico contínuo e também aumentam as frequências cardíaca e respiratória.
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Aqueles que consumiam menos alimentos ultraprocessados, produtos ricos em sódio, açúcar adicionado e gorduras, e praticavam atividade física moderada a vigorosa, o tipo que aumenta a frequência cardíaca, apresentaram uma probabilidade 70% menor de desenvolver a doença.
Mesmo em pessoas com forte predisposição genética para ter diabetes, seja por um dos pais ou ambos terem a doença, a combinação teve efeito: o risco caiu pela metade.
“É importante descobrir isso porque, ao contrário da predisposição genética, a dieta e a atividade física são coisas que as pessoas podem mudar”, disse, em comunicado, a pesquisadora Wenxin Xu, da City University de Hong Kong.
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Exercício e alimentação
Ter uma alimentação rica em produtos in natura ou minimamente processados e praticar exercícios são hábitos que fazem parte da equação para evitar diferentes tipos de doenças, além disso, são medidas indicadas pelos médicos após o diagnóstico de alguma condição, dos problemas cardiovasculares ao diabetes.
Neste estudo, os pesquisadores confirmaram que o excesso de ultraprocessados nas refeições aumenta o risco de diabetes e o exercício seria um fator de proteção.
Os pesquisadores observaram que o risco de diabetes 2 aumentava de forma proporcional ao consumo de ultraprocessados. A relação encontrada foi de que a probabilidade de desenvolver a doença aumentava em 7% a cada 10% em peso da dieta baseada nesses alimentos.
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Na comparação entre pessoas que seguiam a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de praticar 150 minutos de exercícios moderados a vigorosos por semana e aqueles que se exercitavam menos, a diminuição do risco foi de 39%.
Em relação à predisposição genética, nas pessoas com alto risco para a doença, a prática adequada de exercícios levou a um risco 33% menor. O baixo consumo de ultraprocessados — estimado em 11% em peso ou menos do total da dieta — foi associado à redução de 35% na probabilidade.
Ao combinar os dois hábitos nessa população, houve redução na possibilidade de desenvolver a doença de 49% nas pessoas com alta predisposição, 70% entre os que tinham predisposição média e 59% nos voluntários com baixa predisposição. “Nosso estudo indica que nossos genes não determinam nosso destino”, diz a pesquisadora.
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Embora os resultados não comprovem uma relação de causa e efeito, eles apontam a importância da adoção dos hábitos mais recomendados por especialistas quando se trata de afastar o risco de doenças potencialmente graves, como o diabetes.
*A repórter viajou a convite da Novo Nordisk
