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A Anvisa publicou uma série de medidas. Nestlé recolhe fórmulas infantis por risco de toxina. Medicamentos falsificados (Mounjaro, Voranigo), panetones com fungos, produtos com cogumelos não autorizados e suplementos sem registro também foram proibidos. Confira os detalhes e lotes afetados para sua segurança!
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira, 7, uma série de medidas que atingem desde fórmulas infantis amplamente consumidas até medicamentos falsificados e suplementos vendidos sem autorização sanitária. As decisões constam no Diário Oficial da União.
O caso de maior proporção envolve a Nestlé Brasil, que comunicou à Anvisa um recolhimento voluntário de diversos lotes de fórmulas infantis após a identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância pode causar efeitos adversos como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e do raciocínio, além de redução da capacidade de reação.
Em comunicado, a Nestlé informou que a contaminação está relacionada a ingredientes fornecidos por um fornecedor global terceirizado de óleos, que costumavam ser utilizados na fabricação das fórmulas.
A Anvisa determinou a proibição de comercialização, distribuição e uso, além do recolhimento dos seguintes produtos e lotes:
Nestógeno 0–6 meses (800 g)
Lotes: 5341046041, 5342046041, 5343046041, 5344046041
NAN Supreme Pro 0–6 meses
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400 g: lotes 5321046041, 5321046043
800 g: lotes 5319046041, 5320046041, 5321046041
NAN Supreme Pro 6–12 meses (800 g)
Lotes: 5324046041, 5325046041, 5326046041
NANLAC Supreme Pro 1–3 anos (800 g)
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Lotes: 5301046041, 5302046041, 5338046041, 5339046041, 5340046041
1,6 kg: lotes 53360460V4, 53370460V1, 53380460V1, 53390460V1, 53390460V2, 53430460V2
800 g: lotes 5327046041, 5327046043, 5328046041, 5336046041, 5337046041, 5338046041
NAN Science Pro Sensitive (800 g)
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Lote: 5323046041
Lotes: 51060017Y1, 51540017Y1, 52720017Y2
Mounjaro falsificado
As resoluções também incluem a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (tirzepatida), identificado como D838878, comercializado como se fosse uma “caneta” original.
A medida foi adotada após comunicado da Eli Lilly do Brasil, detentora do registro do medicamento, informando que não reconhece o lote como autêntico, o que caracteriza falsificação. Diante disso, a Anvisa determinou a proibição de comercialização, distribuição e uso do produto.
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Panetones com fungos
A Anvisa também determinou a proibição da comercialização, distribuição e consumo, além do recolhimento, de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda.
A medida atinge os seguintes produtos, todos do lote 251027, com validade até 27/02/2026:
Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (140 g)
Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” (700 g)
Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (700 g)
Panetone com Frutas Trufado Tradicional (700 g).
Segundo a empresa, o recolhimento voluntário foi motivado pelo aparecimento de fungos na superfície dos produtos.
Alimentos com cogumelos proibidos
A Anvisa também proibiu a comercialização, fabricação, distribuição, divulgação e consumo de produtos alimentícios da empresa Coguvita II Alimentos Ltda, além de determinar o recolhimento de todos os lotes.
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Entre os itens proibidos estão:
Pasta de Cacau e Avelã com Cogumelos (Smush Smushnuts)
Pasta de Amendoim com Cogumelos (Smush Smushnuts)
Barra de Frutas, Amendoim, Clara de Ovo e Cogumelos (Smushn Go)
Granola Smush Smushnola Granola Coco
Mix de Castanhas, Sementes e Cogumelos Smush Smushnola Granola Keto
Cápsula de Café Smush Mushroom Espresso
Cápsula de Café Smush Energy Mushroom Espresso
De acordo com a agência, os produtos foram fabricados com os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes não autorizados para uso em alimentos, por não terem tido sua segurança avaliada. A Anvisa também apontou irregularidades na divulgação, com alegações de benefícios à saúde mental, memória, foco e imunidade sem comprovação científica.
Outros produtos proibidos
A agência também determinou medidas sanitárias contra uma lista de produtos considerados irregulares, com diferentes tipos de infração:
Produtos à base de cogumelos, incluindo cordyceps, chaga e cauda de peru, além de extratos como juba de leão e reishi, comercializados como medicamentos pela empresa Rogério Di Girolamo ME. Segundo a Anvisa, os itens eram vendidos no site da empresa sem qualquer registro, notificação ou cadastro sanitário, e fabricados por empresa considerada desconhecida.
Linhas “Lipo Plus”, como Lipo Plus Black Prime, Lipo Plus Green, Lipo Plus Impact e Mix Gummies Lipo Plus, atribuídas à empresa J A Portuga Produtos Naturais Ltda. Os produtos eram anunciados na internet com apelo para emagrecimento, sem registro na Anvisa e fabricados por empresa sem identificação sanitária regular.
Todos os produtos da marca Angry Supplements, proibidos pela Anvisa por serem fabricados e comercializados sem registro e por uma empresa que não possui autorização de funcionamento para fabricação de medicamentos. A medida vale para todos os lotes produzidos a partir de junho de 2020.
Esteroides anabolizantes como estanozolol e prasterona, importados pela empresa Formus Magistral Comércio de Insumos Farmacêuticos Ltda. A agência identificou que a importação ocorreu pelo chamado “canal verde”, procedimento aduaneiro destinado a mercadorias de baixo risco, que permite a liberação sem inspeção sanitária mais rigorosa — um fluxo considerado incompatível com substâncias sujeitas a controle especial, como os esteroides anabolizantes.
Medicamentos manipulados vendidos prontos para entrega, sem prescrição individualizada, pela Drogaria Farma Vida de Janaúba Ltda. A prática contraria as regras que definem a preparação magistral, segundo as quais esse tipo de produto só pode ser preparado a partir de uma receita médica específica para cada paciente.
Um lote do medicamento Voranigo, identificado como FM13L62, considerado falsificado após a empresa detentora do registro, Laboratórios Servier do Brasil, informar à Anvisa que não reconhece o produto como original. A agência determinou apreensão e proibição total de circulação do lote.
Recolhimento voluntário do pantoprazol sódico 40 mg, fabricado pela Medquímica Indústria Farmacêutica, após a identificação de erro de embalagem: o medicamento foi acondicionado em cartonagem de outro produto, a hidroclorotiazida 25 mg. A falha motivou a suspensão da comercialização, distribuição e uso do lote afetado.
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