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O presidente Lula anunciou que pacientes com obesidade terão acesso a canetas antiobesidade, mais conhecidas como canetas emagrecedoras, pelo SUS. O tratamento será gratuito e disponível mediante prescrição médica, seguindo critérios de saúde rigorosos. O anúncio foi feito durante visita à Eurofarma.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 17, que pacientes que vivem com obesidade vão receber o tratamento com canetas antiobesidade, mais conhecidas como canetas emagrecedoras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta será mediante prescrição médica e indicação seguirá critérios de saúde estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O anúncio foi feito durante visita ao novo complexo industrial da farmacêutica brasileira Eurofarma, localizado em Montes Claros (MG).
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, declarou Lula.
A Eurofarma é fabricante do Poviztra, semaglutida biológica produzida em parceria com a Novo Nordisk, para o tratamento de obesidade.
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Lançada em outubro do ano passado, o medicamento injetável está à venda e custa R$ 400 e R$ 1 100 — os valores variam de acordo com a dose e com o programa de fidelidade da empresa —.
Como vai funcionar
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a oferta do medicamento no SUS terá como foco os pacientes que mais terão benefícios com o tratamento: pessoas com obesidade grave, doenças associadas, caso de problemas cardiovasculares, ou indicação para cirurgia bariátrica.
“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso”, declarou.
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Apesar desse cenário, Padilha disse o uso do medicamento no SUS será feito de forma prudente. “Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável.”
Projeto-piloto com caneta emagrecedora
Em junho, o Ministério da Saúde anunciou o projeto-piloto de um estudo para avaliar custo-efetividade e impactos para a saúde do uso de semaglutida em pacientes da rede pública de saúde.
Batizado como Real-Bari, o estudo tem previsão de durar dois anos e vai acompanhar 250 pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), localizado em Porto Alegre (RS).
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Os participantes do estudo já são pacientes do hospital e foram selecionados após a verificação de critérios que vão além da obesidade grave: os voluntários precisavam ter alguma comorbidade, como problemas cardíacos, indicação para cirurgia bariátrica, diagnóstico estabelecido há mais de um ano e histórico de falha no tratamento convencional – alimentação balanceada e prática de atividade física – por, ao menos, dois meses.
Esse perfil, de acordo com a pasta, representa 91% dos pacientes que apresentam a forma grave da doença, a obesidade grau 3. Neste caso, o índice de massa corporal (IMC) está superior a 40 ou acima de 35 com doenças relacionadas.
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Durante a visita à Eurofarma, Padilha divulgou os primeiros resultados da iniciativa.
“O primeiro paciente que recebeu essa medicação pelo SUS estava na fila da cirurgia bariátrica. Ele já perdeu seis quilos e reduziu a circunferência. E o que é mais legal: ele conta que já mudou os hábitos de vida. Começou a ajudar a mãe em casa, a sair de casa e a fazer atividade física.”
