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    Home»Obesidade»Medicamentos à base de semaglutida podem oferecer riscos à saúde ocular | Claudio Lottenberg
    Obesidade

    Medicamentos à base de semaglutida podem oferecer riscos à saúde ocular | Claudio Lottenberg

    meioesaudeBy meioesaude1 de Outubro, 2025Sem comentários5 Mins Read
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    Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade em todo o mundo, número que pode ultrapassar 1,5 bilhão até 2030. A projeção é preocupante, principalmente quando se consideram as comorbidades relacionadas ao quadro, como diabetes tipo 2, cardiopatias e risco aumentado de acidente vascular cerebral, entre outras. Nesse cenário, o surgimento dos agonistas do GLP-1, medicamentos para redução dos níveis de açúcar do sangue e para controle do peso que imitam a ação de hormônios naturais do corpo, constituem uma verdadeira revolução. Capazes de produzir resultados rápidos e surpreendentes, as “canetas” à base de semaglutida se tornaram uma verdadeira febre, mas o entusiasmo com os efeitos imediatos não deve substituir o rigoroso acompanhamento médico, pois o uso continuado desses fármacos pode trazer sérios riscos – inclusive, como sugerem recentes investigações científicas, à saúde ocular.

    Com o incentivo das redes sociais, esses medicamentos passaram a ser usados, indevidamente, com finalidade estética. Na expectativa de perder alguns quilos sem fazer esforço, muita gente vinha praticando a automedicação, o que levou à correta determinação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da venda desses produtos somente com retenção de receita médica. É importante lembrar que a obesidade é uma doença multifatorial, cujo diagnóstico deve ser individualizado, e que medicamentos, sejam quais forem, têm de ser tomados com cautela e sob orientação médica.

    No caso específico dos medicamentos à base de semaglutida, já tinham sido observados alguns efeitos adversos, como a hipoglicemia (sobretudo havendo combinação com outros fármacos) e, em alguns casos, a pancreatite, além dos mais comuns, que são as reações gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e sensação de estômago cheio). Em pacientes com retinopatia diabética, o quadro oftalmológico pode ser agravado. A maioria desses efeitos, porém, tende a diminuir conforme o organismo se adapta à medicação.

    Merece atenção especial, porém, uma recente descoberta de pesquisadores canadenses, da Universidade de Toronto, que, ao analisarem dados médicos de mais de 1 milhão de residentes de Ontário com diagnóstico de diabetes tipo 2, perceberam que aqueles que haviam tomado semaglutida (97,5% deles) ou lixisenatida (2,5% deles) por pelo menos seis meses tinham o dobro do risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade neovascular (degeneração macular úmida), em comparação com pacientes em condições semelhantes que não tomavam os medicamentos. Os que tomaram agonistas do receptor de GLP-1 por mais de 30 meses apresentaram mais de três vezes o risco. Esse tipo de degeneração macular é particularmente grave porque se dá com mais rapidez e intensidade, podendo levar a uma diminuição súbita da visão central.

    Os autores do estudo canadense, publicado no JAMA Ophthalmology, recomendam particular cautela na prescrição de agonistas do receptor de GLP-1 para pacientes diabéticos idosos ou com histórico de acidente vascular cerebral, uma vez que esses dois grupos apresentaram um risco ainda maior de desenvolver a degeneração macular.

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    Ainda é preciso investigar se o problema afeta apenas pacientes com diabetes ou se aqueles que tomam esses medicamentos para controle de peso ou outras indicações correm o mesmo risco. Estatisticamente, os resultados do estudo sugerem que um em cada mil usuários de agonistas do receptor de GLP-1 pode desenvolver uma nova degeneração macular relacionada à idade, o que representa um número significativo de pacientes potencialmente afetados.

    Outro distúrbio ocular associado à semaglutida é a neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIANA), que pode causar perda visual súbita e irreversível. O risco aumentado de desenvolver esse quadro, que, embora seja considerado muito raro, é também muito grave, levou a Agência Europeia de Medicamentos a recomendar sua inclusão na bula de todo medicamento que contenha semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus). A suspeita de associação entre o fármaco e a NOIANA surgiu após relatos de casos em que pacientes apresentaram perda visual súbita após o início do tratamento.

    A Anvisa seguiu a mesma recomendação, orientando a inclusão desse possível e grave efeito adverso na bula dos medicamentos no Brasil. Segundo a agência, tinham sido registradas, até o início de junho, 52 notificações de suspeitas de distúrbios oculares relacionados à semaglutida no sistema VigiMed, com casos de visão turva, comprometimento visual, acuidade visual reduzida, neurite óptica isquêmica e até cegueira.

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    Embora a relação causal ainda esteja em investigação, o alerta da agência reforça a necessidade de acompanhamento oftalmológico em pacientes que fazem uso prolongado desses medicamentos, especialmente aqueles com histórico de doenças vasculares ou predisposição ocular, como alterações anatômicas no disco óptico, histórico familiar de doenças oculares ou condições sistêmicas que afetam a circulação na retina e no nervo óptico. É crucial que os pacientes e os profissionais de saúde estejam cientes do risco e que o atendimento médico seja buscado imediatamente em caso de sintomas como perda súbita de visão, visão embaçada ou piora rápida da visão.

    Os benefícios dessa classe de medicamentos são inegáveis e representam, sem dúvida, um importante avanço científico no enfrentamento da obesidade, que é um dos grandes desafios atuais da medicina. É preciso lembrar, porém, que nenhum medicamento faz milagres e que o cultivo de um estilo de vida saudável – menos sedentário, menos estressante – e a manutenção de bons hábitos alimentares são grandes aliados nessa batalha.

    Aqueles que precisarem da medicação deverão usá-la com segurança, sob supervisão médica, sempre relatando quaisquer efeitos adversos o mais rápido possível. Sabemos que muitos desses efeitos só aparecem quando o medicamento é usado em larga escala, daí a importância dos relatos de pacientes, que certamente servem de base para o aperfeiçoamento das fórmulas e o aumento de sua segurança.



    FONTE: Meio e Saúde

    base Claudio Lottenberg medicamentos ocular oferecer podem riscos Saúde semaglutida
    meioesaude
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