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    Home»Obesidade»Nem anorexia nem bulimia: esse é o transtorno alimentar mais comum no momento
    Obesidade

    Nem anorexia nem bulimia: esse é o transtorno alimentar mais comum no momento

    meioesaudeBy meioesaude5 de Junho, 2026Sem comentários4 Mins Read
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    Ler Resumo

    Milhões de mulheres sofrem com transtornos alimentares não diagnosticados. A compulsão alimentar, o mais prevalente, é frequentemente confundida com falta de força de vontade. Identificar os sinais e buscar tratamento multiprofissional precoce é vital para a recuperação e para evitar impactos graves na saúde física e mental.

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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    Vivemos uma realidade que ainda passa despercebida dentro e fora dos consultórios: milhões de mulheres convivem com transtornos alimentares sem diagnóstico e sem tratamento adequado.

    Embora homens também possam desenvolver essas condições, as mulheres são as mais afetadas. Estudos internacionais estimam que cerca de 8,6% delas apresentarão algum transtorno alimentar ao longo da vida, quase o dobro da prevalência observada nos homens. Apesar disso, uma parcela expressiva dos casos nunca é identificada pelos serviços de saúde.

    Quando se fala em transtornos alimentares, a maioria das pessoas pensa imediatamente em anorexia nervosa. A anorexia é caracterizada pela restrição alimentar intensa, medo excessivo de ganhar peso e distorção da imagem corporal.

    Outro transtorno bastante conhecido é a bulimia nervosa, marcada por episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios, como vômitos provocados, uso inadequado de laxantes ou prática excessiva de exercícios físicos.

    No entanto, o transtorno alimentar mais prevalente atualmente é o transtorno de compulsão alimentar.

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    Os sinais da compulsão

    A condição é caracterizada por episódios recorrentes nos quais a pessoa consome uma quantidade de alimentos maior do que a maioria consumiria na mesma situação, acompanhados da sensação de perda de controle.

    O indivíduo sente que não consegue parar de comer ou controlar a quantidade ingerida. Depois dos episódios, são frequentes sentimentos de culpa, vergonha e sofrimento emocional. E para o diagnóstico, é necessário que estes episódios ocorram pelo menos semanalmente por pelo menos três meses consecutivos.

    Um dos motivos pelos quais a compulsão alimentar continua subdiagnosticada é que seus sinais nem sempre são reconhecidos pelos próprios pacientes e nem rastreados pelos médicos. Muitos pacientes acreditam que o problema é apenas “falta de força de vontade” ou dificuldade para seguir dietas, quando na verdade estão diante de um transtorno mental bem definido.

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    Embora a maioria dos pacientes com transtorno de compulsão alimentar apresente sobrepeso ou obesidade, a condição também pode ocorrer em pessoas com peso considerado normal, motivo pelo qual o diagnóstico não deve ser baseado apenas na balança.

    O grande desafio é que muitos pacientes sequer sabem que têm um transtorno alimentar. Frequentemente procuram atendimento por obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, gordura no fígado, ansiedade ou depressão, sem perceber que a compulsão alimentar pode estar contribuindo diretamente para esses problemas.

    Por isso, o rastreamento deve fazer parte da rotina de qualquer médico, independentemente da especialidade. Clínicos gerais, ginecologistas, endocrinologistas, cardiologistas e médicos de família estão em posição privilegiada para identificar sinais precoces e encaminhar os pacientes para avaliação adequada.

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    Tem tratamento

    A falta de diagnóstico é uma preocupação mundial. Estudos mostram que grande parte das pessoas com transtornos alimentares jamais recebe diagnóstico formal ou tratamento específico. Muitas passam anos tentando controlar apenas as consequências da doença, enquanto a causa permanece oculta.

    No Brasil, dados populacionais da Região Metropolitana de São Paulo apontam prevalência ao longo da vida de aproximadamente 4,7% para a compulsão alimentar, reforçando sua posição como um dos transtornos mais frequentes – sobretudo entre mulheres. 

    A boa notícia é que existe tratamento. A abordagem ideal é multiprofissional e pode envolver psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, acompanhamento nutricional, suporte psiquiátrico e, em situações selecionadas, medicamentos.

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    Nos últimos anos, medicamentos utilizados para obesidade também passaram a ampliar as possibilidades terapêuticas em pacientes com compulsão alimentar associada ao excesso de peso.

    Quanto mais cedo o transtorno é identificado, maiores são as chances de recuperação e menor o impacto sobre a saúde física e mental.

    Reconhecer os sinais da compulsão alimentar e falar sobre eles continua sendo um dos caminhos mais importantes para reduzir o sofrimento e ampliar o acesso ao tratamento.



    FONTE: Meio e Saúde

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