Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    4 de Maio, 2026

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»Menos dor no SUS: estimulação medular para pacientes com dores crônicas | Letra de Médico
    Últimas

    Menos dor no SUS: estimulação medular para pacientes com dores crônicas | Letra de Médico

    meioesaudeBy meioesaude7 de Janeiro, 2026Sem comentários5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Ler Resumo

    O SUS dará um passo gigante contra a dor crônica. A partir de abril de 2026, a estimulação medular, um tratamento eficaz para casos refratários, será oferecida. Entenda como essa tecnologia, já usada na rede privada, promete revolucionar a vida de milhões, devolvendo autonomia e reduzindo a dependência de medicamentos.

    Este resumo foi útil?

    👍
    👎

    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

    A incorporação da estimulação medular ao Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da dor crônica refratária no Brasil é um marco tardio, porém necessário. Milhões de pessoas convivem diariamente com dores persistentes que comprometem o trabalho, a autonomia e a vida social, e, ao reconhecer essa tecnologia, o nosso sistema de saúde reafirma seu compromisso com a universalidade e com a oferta de tratamentos baseados em evidências científicas.

    A estimulação medular é um tratamento consolidado. Pacientes que já esgotaram as alternativas terapêuticas, mas ainda assim convivem com dor intensa e permanecem funcionalmente limitados podem receber indicação para o procedimento. Do ponto de vista clínico, os resultados são consistentes: estudos internacionais demonstram taxas de resposta superiores a 50%, com redução significativa da dor, menor dependência de medicamentos e melhora expressiva da qualidade de vida. Na rede particular, o procedimento já é realizado há alguns anos, e, a partir de abril de 2026, os pacientes da rede pública também vão dispor de uma terapia adicional para o alívio da dor.

    Além de corrigir a assimetria no cuidado e demonstrar eficácia clínica, a incorporação do tratamento se sustenta pelo impacto na saúde pública e socioeconômico. Pessoas com dor crônica refratária comprovadamente têm perda da qualidade de vida, afastam-se do trabalho, recorrem a múltiplas internações, utilizam serviços de emergência de forma recorrente, têm dificuldade em manter relações interpessoais e estão sujeitos a impactos à saúde mental. Ao devolver funcionalidade aos pacientes, a estimulação medular contribui para a retomada da autonomia e da capacidade produtiva, diminui a sobrecarga sobre serviços de saúde e benefícios previdenciários e favorece a reinserção social.

    Os reflexos positivos no médio e longo prazo têm potencial para compensar o custo econômico elevado da terapia. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) estima um impacto orçamentário incremental de R$ 490 milhões em cinco anos em seu relatório preliminar de avaliação — valor capaz de custear o dispositivo e capacidade instalada necessária para a oferta no sistema público, comparável ao investimento realizado em outras tecnologias de alta complexidade e potencialmente compensado pela redução de custos indiretos associados à dor crônica refratária —.

    O custo associado impõe ainda mais responsabilidade clínica, técnica e ética dos profissionais de saúde na alocação adequada dos recursos públicos: a estimulação medular é uma terapia segura e eficaz, mas exige rigor nos critérios clínicos para a seleção de candidatos e no acompanhamento dos pacientes.

    Continua após a publicidade

    Após uma fase de testes para identificar pacientes com maior probabilidade de resposta terapêutica, os eletrodos são implantados em proximidade da medula espinhal e conectados a um gerador de pulsos, com programação individualizada do dispositivo. Uma parcela significativa dos pacientes retoma atividades antes inviáveis, uma vez que o tratamento bloqueia os sinais de dor antes que cheguem ao cérebro.

    Contudo, esse paciente ainda requer monitoramento contínuo ao longo da vida e integração a cuidados multidisciplinares para que os ganhos clínicos e a qualidade de vida não se esvaiam. Além disso, como toda tecnologia invasiva, sempre haverá limitações e riscos que devem ser ponderados, como necessidade de revisões cirúrgicas, complicações infecciosas ou técnicas e resposta insatisfatória.

    A alvissareira decisão do Ministério da Saúde precisa agora ser acompanhada da atualização dos protocolos clínicos e da habilitação dos serviços especializados. Ao alterar os fluxos assistenciais, alguns desafios adicionais se impõem: a jornada assistencial depende do desenho da rede, o que tende a concentrar a capilaridade dos serviços, com risco maior de inequidade territorial.

    Continua após a publicidade

    Além disso, a implementação está sujeita a capacitação de neurocirurgiões e anestesistas da dor e a rotinas de programação do dispositivo. São complexidades que, se superadas, podem tornar a estimulação medular tão impactante para este grupo de pacientes quanto os antirretrovirais são para as pessoas soropositivas.

    A disponibilização do procedimento não ocorre de forma imediata, mas é importante que os cidadãos acompanhem a implementação de quaisquer políticas públicas e exijam acesso qualificado ao cuidado no SUS.

    Tratar a dor de forma adequada reforça a ideia de que saúde pública de qualidade não se mede apenas pela sobrevida, mas também pela capacidade de viver mais e melhor, com menos dor, mais autonomia e maior participação na sociedade. A incorporação dessa tecnologia representa mais um passo consistente na consolidação dessa perspectiva no âmbito das políticas públicas de saúde.

    Continua após a publicidade

    *Marcelo Valadares é médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, onde implementou a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS – Deep Brain Stimulation), além de estabelecer linhas de pesquisa e criar o Ambulatório de Atenção à Dor, afiliado à Neurologia

    Compartilhe essa matéria via:

     



    FONTE: Meio e Saúde

    crônicas dor dores Estimulação Letra Médico medular menos pacientes para SUS
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026

    Um exame simples, que pouca gente faz e ajuda a evitar graves problemas | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Obesidade

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    By meioesaude4 de Maio, 20260

    Ler Resumo A Anvisa aprovou a versão mais potente do Wegovy (7,2 mg) no Brasil.…

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026

    Um exame simples, que pouca gente faz e ajuda a evitar graves problemas | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    Anvisa aprova caneta de Wegovy de dose tripla e maior potência, com capacidade de reduzir mais de 20% do peso

    4 de Maio, 2026

    Caneta da família Ozempic passa em prova de conceito para tratar dependência por álcool

    4 de Maio, 2026

    A cura por um nervo: a promessa para várias doenças que dispensa remédios | Conta-Gotas

    1 de Maio, 2026

    Um exame simples, que pouca gente faz e ajuda a evitar graves problemas | Letra de Médico

    1 de Maio, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.