Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Além do visual: alimentos “multissensoriais” são aposta da indústria para 2026

    15 de Janeiro, 2026

    Brasil soma mais de 66 mil processos por erros cirúrgicos em um ano

    15 de Janeiro, 2026

    ‘Togo’ e a verdade incômoda sobre nossa relação com os animais | Crônicas de Peso

    15 de Janeiro, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»Nova vacina contra zika vírus é bem-sucedida em testes
    Últimas

    Nova vacina contra zika vírus é bem-sucedida em testes

    meioesaudeBy meioesaude10 de Julho, 2025Sem comentários4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Uma nova vacina contra o vírus zika desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FM-USP) demonstrou ser segura e eficaz em testes com camundongos. Além de induzir a resposta imune contra o patógeno, o imunizante também protegeu os animais de danos cerebrais e testiculares associados à infecção viral. Os achados foram publicados na revista científica NPJ Vaccines e são um passo importante no avanço das estratégias de prevenção do zika. A pesquisa recebeu financiamento da FAPESP.

    “São dez anos da epidemia de zika no Brasil e a doença continua sendo uma ameaça à saúde pública, especialmente para gestantes e seus bebês. No estudo conseguimos desenhar uma formulação capaz de neutralizar o patógeno e proteger os roedores tanto da inflamação no cérebro – uma das consequências mais preocupantes da infecção – quanto do dano testicular, algo que não foi observado em estudos epidemiológicos, mas é uma característica marcante da doença quando estudada em laboratório”, explica Gustavo Cabral de Miranda, pesquisador apoiado pela FAPESP responsável pelo projeto.

    Miranda explica que a estratégia utilizada na formulação se baseia em uma tecnologia conhecida como “partículas semelhantes ao vírus” (VLPs, na sigla em inglês de virus-like particles). “Diferente de estratégias mais tradicionais, que utilizam inoculação de vírus atenuado ou inativado, nessa formulação não usamos o material genético do patógeno, o que torna seu desenvolvimento muito mais seguro, econômico e sem a necessidade de substâncias que potencializam a resposta imune [adjuvantes]”, detalha o pesquisador.

    Ele explica que a tecnologia costuma ser dividida, basicamente, em dois componentes: a partícula carreadora (VLP), cuja função é fazer o sistema imune reconhecer a presença de um vírus, e o antígeno viral, responsável por estimular o sistema imune a produzir anticorpos específicos – neste caso contra os zika vírus – que impeçam a entrada do patógeno nas células.

    No caso da vacina desenvolvida pelos pesquisadores do IMT, foi utilizada como VLP uma plataforma já bem estudada pelos cientistas, denominada QβVLP. Ela imita a estrutura viral, permitindo que o sistema imune “reconheça” uma ameaça. Já o antígeno escolhido foi o EDIII, uma parte da proteína do envelope do vírus zika cuja função é se conectar a um receptor nas células humanas (leia mais em: agencia.fapesp.br/53819) .

    Continua após a publicidade

    “Inoculamos as VLPs, produzidas no laboratório da USP por meio de bactérias [Escherichia coli], conjugadas quimicamente ao antígeno. Essa estrutura combinada imita um vírus real, com o EDIII preso na parte externa da plataforma”, descreve Nelson Côrtes, primeiro autor do estudo. “Quando a formulação é injetada no organismo, essa combinação ativa uma forte resposta do sistema imune, incluindo anticorpos e células do tipo Th1, um subtipo de linfócitos T que desempenha funções cruciais na resposta imunológica.”

    Os testes realizados em camundongos geneticamente modificados e mais suscetíveis ao vírus mostraram que a vacina induziu a produção de anticorpos que neutralizaram o vírus e também não permitiu a exacerbação da infecção e, por consequência, o surgimento de sintomas.

    Os pesquisadores também investigaram os efeitos da infecção pelo vírus zika em diversos órgãos de camundongos – como cérebro, rins, fígado, ovários e testículos. “A vacina demonstrou capacidade de proteger camundongos machos contra danos testiculares”, diz Côrtes. “Isso é importante diante dos riscos conhecidos da transmissão sexual do vírus zika e de seu potencial para causar lesões nos testículos, o que pode afetar negativamente a espermatogênese e a saúde reprodutiva como um todo”, ressalta o pesquisador.

    Continua após a publicidade

    Mira calibrada

    O vírus zika tem uma particularidade que torna o desenvolvimento de vacinas ainda mais desafiador: é muito parecido com os quatro sorotipos do vírus da dengue e cocircula no mesmo ambiente de transmissão. A semelhança faz com que os anticorpos possam “confundir” um patógeno com outro. É o que os cientistas chamam de reação cruzada, algo que em um primeiro momento pode até parecer bom – afinal o sistema imune reconhece um vírus semelhante.

    No entanto, caso os anticorpos não sejam potentes o suficiente para evitar uma segunda infecção por outro sorotipo de dengue, por exemplo, ocorre um efeito bumerangue. Os anticorpos se ligam ao vírus e fazem a célula do hospedeiro englobar o patógeno com mais facilidade. Desse modo, o próprio organismo ajuda o agente patogênico a infectar as células.

    “O imunizante não provoca reação cruzada, o que é muito positivo. Estudos anteriores do grupo já haviam analisado essa questão e o uso do antígeno EDIII permite que o sistema imune produza anticorpos mais específicos para o vírus zika, evitando o problema”, diz Miranda.

    O artigo A VLPs based vaccine protects against zika virus infection and prevents cerebral and testicular damage pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41541-025-01163-4.



    FONTE: Meio e Saúde

    bemsucedida contra Nova testes Vacina vírus zika
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Além do visual: alimentos “multissensoriais” são aposta da indústria para 2026

    15 de Janeiro, 2026

    Brasil soma mais de 66 mil processos por erros cirúrgicos em um ano

    15 de Janeiro, 2026

    ‘Togo’ e a verdade incômoda sobre nossa relação com os animais | Crônicas de Peso

    15 de Janeiro, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Últimas

    Além do visual: alimentos “multissensoriais” são aposta da indústria para 2026

    By meioesaude15 de Janeiro, 20260

    Indústria deve apostar em alimentos inovadores que brincam com texturas (Fascinadora/Getty Images) Continua após publicidade Ler…

    Brasil soma mais de 66 mil processos por erros cirúrgicos em um ano

    15 de Janeiro, 2026

    ‘Togo’ e a verdade incômoda sobre nossa relação com os animais | Crônicas de Peso

    15 de Janeiro, 2026

    Caso Henri Castelli: 8 cuidados que uma pessoa com epilepsia deve ter | VEJA Gente

    15 de Janeiro, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    Além do visual: alimentos “multissensoriais” são aposta da indústria para 2026

    15 de Janeiro, 2026

    Brasil soma mais de 66 mil processos por erros cirúrgicos em um ano

    15 de Janeiro, 2026

    ‘Togo’ e a verdade incômoda sobre nossa relação com os animais | Crônicas de Peso

    15 de Janeiro, 2026

    Caso Henri Castelli: 8 cuidados que uma pessoa com epilepsia deve ter | VEJA Gente

    15 de Janeiro, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.