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    Home»Últimas»O descompasso da especialização de novos médicos no país | Claudio Lottenberg
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    O descompasso da especialização de novos médicos no país | Claudio Lottenberg

    meioesaudeBy meioesaude1 de Julho, 2024Sem comentários4 Mins Read
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    Formar um médico não é fácil. Não vai aqui autoelogio algum, apenas uma consideração objetiva. Uma graduação, em média, leva seis anos para ser concluída. A residência, por sua vez, pode levar de dois a seis anos, a depender da especialidade. Entre oito e 12 anos, este pode ser o período de espera para que aquele calouro, pleno de entusiasmo e prestes a realizar um sonho (o próprio e o de toda uma família), passe a integrar uma comunidade milenar, em uma prática que remonta a Hipócrates (e mesmo bem antes).

    Não raro se ouve dizer que um médico é mais que um graduado em medicina. Que no médico há um certo quantum de vocação. Um direcionamento espiritual (e nada há de contraditório entre medicina e espiritualidade; há inclusive um juramento envolvido, como dito acima). Para ser justo, essa visão não é exclusividade da carreira em medicina. Basta perguntar a qualquer outra pessoa que realizou o sonho de se formar em uma universidade. O senso de realização é algo a que descrição alguma faz jus.

    Mas o médico vai lidar com nada menos que a saúde das pessoas. Com a vida e a qualidade desta de uma maneira tão direta e íntima que talvez em nenhuma outra área haja uma experiência similar. Não há como reforçar o suficiente a importância de se bem preparar um médico. Isso envolve ensino de excelência, prática supervisionada por pessoas de longa experiência acumulada, muitas (muitas!) horas de estudo e dedicação.

    Por isso é que causa um certo choque encontrar dados como o da Demografia Médica no Brasil 2023 (produzida pela Associação Médica Brasileira e pela Faculdade de Medicina da USP) que diz que a defasagem entre graduados em medicina e a oferta de vagas em residência médica de acesso direto em 2018 era de 3.866 cadeiras e, em 2021, aumentou para 11.770.

    A Demografia Médica 2024, do CFM (Conselho Federal de Medicina), mostrou que o Brasil tem pouco menos de 576 mil médicos atualmente. No início da década de 1990, eram pouco mais de 131 mil. O total mais que quadruplicou. A população brasileira, no entanto, passou de cerca de 144 milhões para cerca de 205 milhões – um avanço de aproximadamente 42%. Alguma coisa aconteceu para que houvesse esse imenso descompasso.

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    O fenômeno que talvez se sobressaia no nosso contexto seja o da criação acelerada de cursos de medicina no país. Dispor de médicos em profusão pareceria algo bastante positivo, não? Como diria a Rosalinda de Como Quiserem, de Shakespeare, não há como querer demais uma coisa boa. Mas o levantamento do CFM mostra que a cidade de Vitória (capital do Espírito Santo) tem cerca de 18,7 médicos por grupo de mil habitantes – densidade que talvez só alguns países desenvolvidos apresentem. O erro nesse quadro está em que em algumas cidades do Amazonas há 0,2 médico por mil habitantes (baixíssimo como em muitos países pobres).

    Na raia paralela, temos a influência das redes sociais sobre a atividade de alguns médicos. Não há nada de errado em médicos fazerem uso de um meio que, de qualquer ângulo que se olhe hoje, parece ter vindo para ficar. A questão é que alguns “não-médicos” acabam disseminando fake news, desinformação, vendendo tratamentos, procedimentos e curas – e, valendo-se da disposição de tantas pessoas em aceitar o que eles vendem, acabam enganadas.

    A argumentação que veio até aqui foi uma variação sobre o tema da formação médica. Em resumo, no Brasil há falta de vagas para a residência médica – principalmente diante da avalanche de formados que saem das salas de aula a cada ano. Não são poucos os que saem de escolas que talvez nem o nome mereçam – criadas de olho apenas em um nicho de mercado, e não no fato de que médicos lidam com a saúde e a vida. Isso atrai pessoas que bem podem estar de olho apenas em remunerações altas – e muitos descobrem apenas tarde demais que as coisas não são bem assim.

    E a conclusão necessária dessa argumentação é: dispor de mais profissionais de medicina nada tem de errado na raiz. Mas um médico não se forma com uns poucos vídeos, resumos e uma ou outra tutoria. Escolas de medicina demandam professores experientes, alunos comprometidos, equipamentos modernos, conteúdos científicos atualizados, a lista não caberia aqui. Talvez haja um limite superior: o CFM mostrou que o Brasil tem, em média, 2,81 médicos por mil habitante – mais que EUA, Japão e China. Mas se o aumento for meramente numérico, sem avanço na qualidade da formação – isso talvez seja pior do que se os médicos estivessem em falta.



    FONTE: Meio e Saúde

    Claudio descompasso especialização Lottenberg médicos Novos País
    meioesaude
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