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    Home»Obesidade»‘O Pequeno Príncipe’ e as novas regras para cirurgia bariátrica no Brasil | Crônicas de Peso
    Obesidade

    ‘O Pequeno Príncipe’ e as novas regras para cirurgia bariátrica no Brasil | Crônicas de Peso

    meioesaudeBy meioesaude21 de Maio, 2025Sem comentários4 Mins Read
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    Esse protagonista de tantos filmes, romances e histórias chamado Lua talvez nos inspire a pensar sobre a decisão de operar. Há quase 30 anos, comecei a minha jornada na cirurgia bariátrica. Não fui para a Lua, mas conheci, operei e dei aula em diversos países do mundo.

    Como no livro O Pequeno Príncipe, do menininho que vive na Lua, falando sobre homens: “O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam de raízes”. O início não foi nada fácil para os pioneiros da bariátrica. Estávamos aprendendo, não tínhamos equipamentos adequados, os hospitais pouco preparados. Viajava sozinho para países como a Índia, para ensinar cirurgia, onde por lá, pouco sabiam. “Entre os homens a gente também se sente só”.

    Acompanhei praticamente desde o início a evolução das técnicas, inovações, desastres, discussões, preconceitos e, finalmente, a aceitação. “É preciso que suporte as larvas se quiser conhecer as borboletas”.

    Tudo começou em 1991, quando um consenso de médicos nos Estados Unidos recomendou que pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 40 poderiam ser submetidos à cirurgia bariátrica, independentemente de terem doenças associadas. Este índice é um parâmetro inicial de avaliação, no qual pegamos o peso e dividimos pela altura ao quadrado.

    Na discussão desse consenso, alguns questionaram sobre pacientes abaixo de 40, porém com comorbidades, como diabetes e hipertensão, por exemplo. Foi aceito, então, que os com IMC acima de 35 com comorbidades também poderiam ser candidatos. Novamente a Lua entra em jogo. Quando o homem chegou por lá, o comandante da expedição Louis Amstrong falou: “É um pequeno passo para um homem, um grande salto para humanidade”. Assim foi a importância desse dia para quem vive com obesidade. Foi como pisar na Lua…

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    Esse encontro revolucionou o tratar do que era conhecido como obesidade mórbida e, pela primeira vez, foi dada uma opção para milhões de pessoas acometidas pela doença. A indústria percebeu esse movimento, se atualizou e se modernizou. Os hospitais se adequaram e muitas inovações foram propostas. Os números saíram de milhares para milhões de operados.

    O Brasil avançou nas conquistas, sendo o primeiro país a autorizar esse procedimento na rede pública, em 2001, e esse mérito é do Dr. Garrido, pioneiro por aqui. Há muitos anos somos o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas e participamos ativamente das discussões e dos caminhos que ela irá nos levar.

    Em 2006, aconteceu um encontro “secreto” em Strasbourg, França, e eu estava lá. Éramos somente seis médicos discutindo os primórdios da cirurgia para pacientes com diabetes, pois havia evidências de que os modelos cirúrgicos, utilizados em cirurgia bariátrica, regrediam ou melhoravam sensivelmente a doença, mas ainda não tínhamos certeza se teriam os mesmos efeitos no paciente “magro” com a doença.

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    “As sementes são invisíveis. Elas dormem nas entranhas da terra até que uma cisme de despertar. Então, ela se espreguiça e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho”.

    Passados todos esses anos e baseado em evidências científicas e na evolução e segurança das técnicas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou nesta terça-feira, 20, a ampliação da indicação para pacientes com IMC acima de 30 que tenham comorbidades, principalmente metabólicas, como diabetes e doença gordurosa do fígado.

    Também passa a ser permitido que adolescentes acima de 14 anos com obesidade grave (IMC acima de 40) e com complicações clínicas façam o procedimento, desde que tenham passado por avaliação multidisciplinar e consentimento dos responsáveis. Antes, a idade mínima era 16 anos.

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    Essa decisão acontece ao mesmo tempo que uma revolução no tratamento com medicamentos, caso do Wegovy e do Mounjaro, toma grande proporção nas discussões médicas, mas ambos os movimentos beneficiarão os que sofrem com essa doença.

    Novos universos estão sendo descobertos, mas, como tudo que é novidade, surpresas e oportunistas podem aparecer e o romantismo do resultado pode não ser o que sonhamos.

    Hoje, com a facilidade das redes sociais e toda essa galáxia de inteligência artificial, muitos extraterrestes tentam abduzir os pacientes para terras que prometem ser o paraíso. Esse é o momento que eu mais recomendaria que tenham o cuidado de procurar quem realmente está capacitado para tratar o paciente. Do contrário: “Eu corro o risco de ficar como pessoas grandes, que só se interessam por números”.

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    Vivemos um momento perigoso, onde dinheiro vale mais do que pessoas. Influenciadores e médicos sem formação adequada entrarão nessa nova Lua, vindo, porém, do lado escuro dela. “Deveria tê-la julgado pelos seus atos, não pelas palavras”.

    Então, tomem cuidado pois “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

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    FONTE: Meio e Saúde

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