O consumo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a um risco aumentado de desenvolver mais de 30 doenças diferentes, conforme alerta uma pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP). Este dado preocupante foi revelado durante uma entrevista ao programa Meio e Saúde Sinais Vitais.
Renata Levy, pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, enfatizou a clara relação entre o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a crescente prevalência de sobrepeso e obesidade em todo o mundo. “Alimentos ultraprocessados podem, inclusive, ser considerados causa de obesidade e sobrepeso”, afirmou Levy.
Entenda relação entre energéticos e problemas cardíacos Dr. Kalil debate ultraprocessados, que compõem 20% da dieta do brasileiro Dieta mediterrânea reduz risco de câncer, revela estudo Impacto na saúde física e mental
A obesidade, por si só, é um fator de risco significativo para diversas doenças crônicas. Segundo a pesquisadora, o consumo de ultraprocessados não apenas contribui para a obesidade, mas também aumenta o risco de desenvolver outras condições de saúde graves.
Entre as doenças associadas ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, Levy menciona hipertensão, infarto e acidentes vasculares cerebrais. Além disso, a pesquisadora destaca uma associação preocupante com problemas de saúde mental.
“Há uma associação muito forte e consistente nos estudos de corte que vêm sendo publicados, em que se encontra uma relação entre o consumo desses alimentos ultraprocessados e desfechos de saúde mental, como depressão, ansiedade e perda cognitiva”, explicou Levy.
Os textos gerados por inteligência artificial na Meio e Saúde Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da Meio e Saúde. Clique aqui para saber mais.
FONTE: Meio e Saúde
