Lobo-cinzento (Marcos del Mazo/Getty Images)
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A pandemia revelou o profundo impacto da presença humana na vida selvagem. Um estudo publicado na Science mostra que, durante o lockdown, dois terços das espécies selvagens monitoradas expandiram seus territórios ou ocuparam novos ambientes. Entenda como nossa ausência transformou o comportamento animal.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A simples presença humana é suficiente para alterar a forma como outros animais se comportam, segundo pesquisa publicada na última quinta-feira, 21, na revista Science. O estudo em conjunto de diversas universidades norte-americanas analisou um momento peculiar da história da humanidade: a pandemia, na qual os seres humanos permaneceram em casa e os animais passaram a ocupar novos espaços.
Os pesquisadores fazem parte da Iniciativa de Biomonitoramento da Covid-19, equipe internacional que estuda a resposta dos animais à desaceleração da atividade humana na pandemia. Foi feito um monitoramento de 37 espécies de aves e mamíferos selvagens no início da década de 2020.
A pesquisa combinou dados de rastreamento por GPS de 4500 animais e dados de localização de celulares no território dos Estados Unidos fornecidos por uma empresa privada. A principal conclusão a partir das análises dessas informações foi de que dois terços das espécies observadas são afetadas por humanos.
A nossa ausência, segundo o estudo, fez com que a extensão do espaço geográfico dos bichos aumentasse ou que a variedade de ambientes fosse maior. Mas essas mudanças ocorreram de maneiras diferentes de acordo com cada espécie.
Por exemplo, alces e veados-mula expandiram o uso de espaços quando o mundo ficou em lockdown. Porém isso ocorreu mais em locais rurais e raramente em centros urbanos. Até mesmo espécies diferentes de um mesmo animal, como o Corvo, se comportaram de forma díspares na pandemia.
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Os lobos-cinzentos foram também analisados. Esse tipo de animal é muito caçado e, durante a pandemia, houve uma clara extensão de seu território. A hipótese, a partir dos dados, é de que a espécie diminuiu as distâncias percorridas para evitar conflitos fatais com seres humanos.
As consequências dessas mudanças comportamentais ainda são desconhecidas e, agora, o projeto se dedicará à análise disso. Os pesquisadores ressaltam que a conservação da fauna e flora depende do entendimento do impacto da presença humana e que o estudo ainda está no começo.
