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A OMS alerta que casos de câncer podem quase dobrar até 2050, chegando a 35 milhões, se nenhuma medida urgente for tomada. O relatório destaca a urgência de combater desigualdades no acesso ao tratamento e diagnóstico, apontando que a sobrevida não deveria depender da renda ou local de nascimento do paciente.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira, 8, um novo relatório sobre as estimativas de avanço do câncer e mostrou que a doença pode quase dobrar até 2050. A entidade fez ainda um alerta para que os países reforcem ações, principalmente promovendo a diminuição das diferenças de acesso ao diagnóstico e tratamento de acordo com as condições financeiras.
O relatório global indicou que, atualmente, são registrados 20,6 milhões de novos casos da doença e que eles podem saltar para 35 milhões em 2050, um aumento de aproximadamente 70%. O câncer ocupa a segunda posição no ranking de principais causas de morte do mundo, somando dez milhões de óbitos, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
O número estimado considera um cenário sem a adoção de medidas urgentes para frear a doença.
“O câncer é uma doença profundamente pessoal que afeta quase todos nós. Mas a sobrevivência de uma pessoa ao câncer nunca deveria depender de onde ela nasceu ou de sua renda”, disse, em comunicado à imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Essa observação diz respeito aos achados do relatório, elaborado em parceria com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), braço da OMS. Segundo o levantamento, a sobrevida em cinco anos de mulheres com câncer de mama em países de alta renda é de 87%. Nos de baixa renda, o índice despenca para 42%.
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“As desigualdades documentadas neste relatório não são inevitáveis. São consequência de escolhas e podem ser revertidas por meio de ações mais fortes e unificadas”, afirmou Ghebreyesus.
Câncer que mais mata
O relatório apontou que o câncer de pulmão é o que mais mata no mundo. Entre os homens, os tumores mais frequentes são: pulmão, próstata e colorretal. Para as mulheres, são mama, pulmão e colorretal.
Uma observação da OMS foi que quatro em cada dez casos de câncer estão ligados a fatores de risco que poderiam ser evitados com medidas simples. Como exemplos, citou infecções por papilomavírus humano (HPV) e hepatite B, preveníveis por vacinas que protegem contra o câncer de colo do útero e de fígado, respectivamente.
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Também apontou o consumo de álcool, tabagismo, obesidade e sedentarismo, hábitos que abrem portas para tumores.
“O perfil do câncer está evoluindo, cada vez mais impulsionado pelo aumento das taxas de obesidade, inatividade física, dietas pouco saudáveis e poluição do ar. A prevenção do câncer deve continuar sendo uma prioridade política”, afirmou Elisabete Weiderpass, diretora da IARC.
