Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    17 de Abril, 2026

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»‘A terapeuta foi a primeira pessoa a quem me atrevi a dizer: sou mulher’ | Conta-Gotas
    Últimas

    ‘A terapeuta foi a primeira pessoa a quem me atrevi a dizer: sou mulher’ | Conta-Gotas

    meioesaudeBy meioesaude31 de Março, 2025Sem comentários4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    A pessoa com quem Juana tem mais dificuldades de se abrir sobre o seu processo de transição de gênero é aquela que ela mais ama: a própria mãe. Esse aparente paradoxo cristaliza a história de transformação – física e existencial – da protagonista de Inacabada, romance da chilena Ariel Florencia Richards, ela também alguém que trilhou essa estrada ainda cercada de solidão, incompreensões e preconceitos.

    A obra, publicada pelo selo Poente da Editora Martins Fontes, versa sobre como a vida e a arte operam metamorfoses, sem terem necessariamente um ponto de chegada. “Viver é rasgar-se e remendar-se”, já diria Guimarães Rosa. Um movimento infinito que, como também pontificou o escritor mineiro, exige da gente coragem.

    A coragem, não isenta de recuos, dores e rompantes de choro e medo, de “começar a se despedaçar e fazer algo novo de si mesma”, agora nas palavras da própria autora de Inacabada.

    Com a palavra, Ariel Florencia Richards.

    Inacabada

    Continua após a publicidade

    Na introdução do livro, você diz que as palavras têm uma enorme importância nos processos de transformação humana. Escrever o romance foi um capítulo decisivo em sua transição de gênero?

    Não. A verdade é que não acredito na escrita como um espaço terapêutico. Escrever o romance foi um capítulo decisivo em minha carreira literária, mas a transição de gênero, no meu caso, não passou pela prática da escrita. Passou por longas sessões de terapia com uma psicóloga e depois com uma psiquiatra, passou por diálogos difíceis com as pessoas que eu amo e por um amplo processo pessoal de negação seguida de aceitação. Porém, isso não teve nada a ver com a escrita em si. O que eu poderia afirmar é que as palavras foram chave nas incontáveis sessões com minha terapeuta, e ela se converteu na primeira pessoa a quem me atrevi a dizer: “Sou mulher”.

    A afetuosa, mas, ainda assim, tensa relação entre a protagonista do livro e sua mãe sugere que, muito além da sociedade, necessitamos ser compreendidos por quem nos ama e com quem convivemos. Sob essa perspectiva, o caminho da transição é inevitavelmente solitário?

    Acho que sim, há uma dimensão muito pessoal e solitária na transição de gênero que tem a ver com a decisão individual de assumir com você mesma que é o momento de mudar. Mas, como falamos também de um processo político, ele abrange um aspecto bastante social, que é o de se expor, conversar, explicar. Eu diria que essa dimensão pública da transição não é possível sem antes termos uma certeza interna a compartilhar.

    As reações a atletas trans no mundo dos esportes e até mesmo a filmes como Emília Pérez expõem a dificuldade de aceitação e o preconceito vigentes em nossa sociedade. Qual é o maior desafio de uma pessoa trans hoje?

    Gosto de pensar que cada transição de gênero é perfeita porque ocorre quando tem de acontecer. Nesse sentido, os desafios são sempre particulares e têm a ver com mil fatores, que variam caso a caso. Por exemplo, não é o mesmo fazer a transição aos 14 e aos 40 anos, ou passar por isso em uma capital ou em um povoado. Não é o mesmo fazer a transição hoje em dia em comparação com 20 anos atrás. Tampouco é o mesmo fazer a transição estando solteira ou com um parceiro – para não dizer quando existem filhos.

    Continua após a publicidade

    Não me atrevo a generalizar nem ao menos hierarquizar qual é o maior desafio de passar pela transição hoje, mas posso dizer que, no meu caso, tive que superar o medo à rejeição e conseguir confiar que as pessoas que eram importantes para mim e me amavam como Juan José continuariam me amando como Ariel Florencia.

    Compartilhe essa matéria via:



    FONTE: Meio e Saúde

    atrevi Contagotas dizer foi mulher pessoa primeira Quem sou Terapeuta
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Canetas antiobesidade: a primeira ação da Anvisa após anúncio de pacote contra irregularidades

    7 de Abril, 2026

    O câncer e a mulher: cuidar da saúde é um gesto de amor próprio | Letra de Médico

    3 de Abril, 2026

    Quem se saiu melhor no primeiro duelo entre as novas pílulas para emagrecer

    2 de Abril, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Diabetes

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    By meioesaude17 de Abril, 20260

    Ler Resumo A gordura no fígado (MASLD) emerge como uma pandemia global, intimamente ligada à…

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026

    Ozempic e Mounjaro: por que algumas pessoas perdem mais peso do que outras?

    16 de Abril, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    ‘As notícias não são boas’, diz ‘papa’ da gordura no fígado sobre doença que virou pandemia

    17 de Abril, 2026

    Caneta antiobesidade: ‘semaglutida brasileira’ inicia programa com preço reduzido

    17 de Abril, 2026

    Tecnologia para lesões nos olhos com tecido coletado no parto é incorporada no SUS

    16 de Abril, 2026

    Ozempic e Mounjaro: por que algumas pessoas perdem mais peso do que outras?

    16 de Abril, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.