Mudança acompanha a evolução do vírus causador da covid-19 (Getty Images/Reprodução)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma atualização das regras para as vacinas contra covid-19 usadas no Brasil. A medida define quais variantes do coronavírus devem servir de base para as próximas versões dos imunizantes disponíveis no país.
Na prática, a decisão, publicada em instrução normativa no Diário Oficial da União, acompanha a evolução do vírus e busca manter as vacinas atualizadas contra as cepas que circulam atualmente.
O que muda?
As vacinas contra a covid-19 comercializadas no país deverão ser monovalentes, ou seja, voltadas para uma única variante do vírus. Elas também devem conter:
a cepa LP.8.1 do vírus SARS-CoV-2, o vírus causador da doença; ou
antígenos derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, ou outras abordagens que tenham eficácia comprovada contra as variantes em circulação.
As vacinas atuais deixam de valer?
Não. A Anvisa estabeleceu um período de transição. As vacinas fabricadas antes dessa atualização ou que já tenham sido distribuídas poderão continuar sendo usadas por até nove meses após a aprovação das novas versões.
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Isso significa que quem receber uma dose do estoque atual continuará protegido.
Por que a composição é atualizada?
O SARS-CoV-2, que causa a covid-19, sofre mutações constantemente. Com o surgimento de novas variantes, as vacinas precisam ser adaptadas para manter uma boa resposta do sistema imunológico.
O processo é semelhante ao que acontece todos os anos com as vacinas contra a gripe, por exemplo: a composição também é revisada conforme os vírus que estão circulando.
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O que os fabricantes precisam fazer?
As empresas responsáveis por vacinas que não atendam às novas regras terão que apresentar à Anvisa um pedido específico de atualização, com as seguintes informações:
dados de produção e qualidade da nova formulação;
dados de estudos não clínicos da vacina com composição atualizada para avaliar a capacidade de estimular a resposta imunológica em modelos animais;
dados de segurança e eficácia, quando necessários, de acordo com os requisitos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a atualização.
A agência também poderá considerar o histórico acumulado de cada vacina, incluindo dados de uso em esquemas iniciais de vacinação e em doses de reforço.
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A vacinação muda para a população?
Por enquanto, não. A resolução trata da atualização da composição das vacinas, e não do calendário de vacinação. As recomendações sobre quem deve receber as doses e quando elas serão aplicadas continuam sendo definidas pelo Ministério da Saúde.
