Tosse seca constante, dor ou aperto no peito, chiado, cansaço para respirar são sintomas de uma crise asmática
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 150 milhões de pessoas sofrem com a asma no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram 20 milhões de brasileiros asmáticos, entre crianças e adultos. Anualmente, ocorrem 350 mil internações devido a casos mais extremos, sendo a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS).
A pneumopediatra Juliana Lima explica que a asma é uma inflamação reversível dos brônquios que pode ser provocada por vários fatores: aeroalérgenos (poeira, ácaros e pelos de animais), frio, doenças como refluxo gastroesofágico, medicamentos, estresse, exercícios físicos. Nas crianças, principalmente menores de cinco anos, o que desencadeia as crises são as infecções virais.
Segundo a médica, a questão emocional pode influenciar as crises, pois a asma é uma doença inflamatória. “Quando nos estressamos, liberamos cortisol. Esse hormônio é pró- inflamatório. Em uma doença tipicamente inflamatória poderá descompensá-la”, esclarece.
Tratamento
De acordo com a pneumopediatra, o tratamento é à base de corticoides e broncodilatadores. Eles são feitos de forma inalatória, como as bombinhas, que agem mais diretamente no pulmão e com menos efeito colateral, se usadas em longo prazo.
O Ministério da Saúde diz que a maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: a chamada controladora ou de manutenção, para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma e a de alívio ou de resgate, para aliviar os sintomas quando houver piora da asma.
A entidade afirma que as medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios, diminuindo o risco de crises de asma e evitam a perda da capacidade respiratória futuramente. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

Controle
Juliana lembra que a asma não tem cura, no entanto, pode estar sob controle com o acompanhamento regular de um pneumologista. “Temos muitas medicações disponíveis, com menores efeitos colaterais, o que gera maior sobrevida. Os asmáticos podem ter uma qualidade de vida normal, com crises controladas e sem internações”, aponta.
