Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o Brasil lidera o sedentarismo na América Latina, e que 84% dos jovens de 11 a 17 anos são sedentários
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto é a maior causa de mortes no país. Estima-se que ocorram 400 mil casos anuais e que a cada sete casos, há uma morte. A entidade diz que as doenças cardiovasculares são mais frequentes em pessoas acima dos 50 anos, no entanto, houve um aumento de 59% nos casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos, entre 2010 e 2019. Já o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) informa que o número de hospitalizações devido ao problema aumentou 150% nos últimos 15 anos.
Conforme o cardiologista Frankel Brandão, o infarto é a morte das células do músculo cardíaco (miocárdio) devido à interrupção total ou parcial no fluxo de sangue contendo oxigênio e nutrientes para uma região do coração. O médico explica que as causas do infarto em pessoas jovens estão ligadas às alterações genéticas ou mesmo congênitas. Além disso, sedentarismo, má alimentação, uso de esteroides anabolizantes, sobrepeso, obesidade e tabagismo. “Ter um estilo de vida não saudável faz com que a pessoa tenha um risco aumentado de adquirir doenças mesmo enquanto jovens, como alterações no colesterol, hipertensão arterial, ou seja, doenças que contribuem para o surgimento do infarto”, aponta.
Sintomas
Em pessoas mais jovens, de acordo com o médico, o principal sintoma é a dor torácica, no centro do peito, em aperto ou queimação, de forte intensidade, mas que pode irradiar para o braço esquerdo, costas e estar associada a suor intenso e náuseas. Ele conta que essa é a apresentação da dor torácica típica. “Apesar de também ser comum em pessoas mais velhas, é importante esclarecer que nos idosos não é incomum a presença de sintomas atípicos, como a queimação epigástrica (na região do estômago) e a dispneia (falta de ar), manifestações que também podem estar presentes nos mais jovens”, ressalta.
Prevenção
Frankel pontua que para reduzir a taxa de infarto é fundamental a realização de consultas periódicas com o cardiologista e não apenas quando algum sintoma aparece, mas, sim, de forma preventiva, principalmente após os 30 anos.

Ele lembra que na consulta o médico vai investigar o histórico pessoal e familiar, tratar fatores de risco, realizar exames que irão proteger o indivíduo dessa doença. O cardiologista reforça que é primordial manter um estilo de vida saudável, com a prática regular de atividade física, boa alimentação, gerenciamento do estresse e controle do peso.
