A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um bilhão de pessoas lidam com a enxaqueca, especialmente mulheres entre 18 e 50 anos. De acordo com o estudo Global Burden of Disease Study, a enxaqueca foi classificada como a terceira causa de incapacidade no mundo.
O problema é caracterizado com uma dor de cabeça pulsátil ou latejante que afeta habitualmente um lado da cabeça. Os sintomas são acompanhados por náuseas, vômitos e sensibilidade a sons e luz. Os gatilhos que desencadeiam as crises incluem estresse, fome, alguns alimentos como embutidos, vinho tinto e café, privação de sono, sendo variáveis em cada paciente.
A causa é uma hiperexcitabilidade neuronal, um excesso de atividade elétrica no cérebro, que quando acomete o nervo trigêmeo, um nervo craniano, provoca alterações inflamatórias vasculares no cérebro que levam à dor.
Cannabis Medicinal no tratamento da enxaqueca
Segundo José Wilson Andrade, vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, um estudo feito pelo Doutor Ethan Russo, uma das maiores autoridades no mundo quando se fala de sistema endocanabinoide, correlacionou a enxaqueca com um funcionamento anormal deste sistema e definiu a Deficiência Clínica Endocanabinóide. “Observam-se níveis de anandamida, um endocanabinoide, mais baixo nos pacientes com enxaqueca que na população sem o problema”, comenta.

Os resultados no tratamento com fitocanabinoides são muito eficazes, principalmente com o uso do THC, o tetrahidrocanabinol, que pode suplementar os baixos níveis de anandamida e tem potencial analgésico e antiemético. José Wilson explica que o CBD age como anti-inflamatório e reduz a hiperexcitabilidade neuronal. Ele aponta que a combinação de ambos é uma excelente opção terapêutica para os pacientes.
