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    Home»Cannabis Medicinal»Cannabis Medicinal pode auxiliar o tratamento da Doença de Huntington
    Cannabis Medicinal

    Cannabis Medicinal pode auxiliar o tratamento da Doença de Huntington

    meioesaudeBy meioesaude8 de Outubro, 2024Sem comentários2 Mins Read
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    O médico José Wilson Andrade, vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, explica que a Doença de Huntington é uma patologia hereditária rara que acomete três pacientes a cada 100 mil pessoas, afetando igualmente ambos os sexos, ocorrendo entre os 30 e 50 anos. No Brasil, estimativas indicam que o número de portadores do gene da doença varia entre 13 e 19 mil pessoas. No entanto, conforme a Associação Brasil Huntington (ABH), ainda não há estatísticas oficiais.

     

    Na Doença de Huntington, as partes do cérebro (gânglios da base) que ajudam a suavizar e coordenar os movimentos se degeneram, ficando bruscos, descoordenados e a função mental se deteriora, incluindo o autocontrole e a memória. José Wilson esclarece que a doença tem movimentos aleatórios involuntários, como um fluxo, os quais não é possível suprimir. Ele conta que não existe cura ou medicamento específico para Huntington. “Alguns medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas, mas a doença é progressiva, levando, por fim, à morte cerca de dez a quinze anos após o diagnóstico. Distúrbios neuropsiquiátricos como depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), ansiedade e ideação suicida acompanham os pacientes. A demência grave também é comum na doença avançada”, pontua.

     

    Cannabis Medicinal

    O médico ressalta que a neuroinflamação crônica é a responsável pela degeneração do sistema nervoso central na doença. José Wilson comenta que, embora não existam estudos clínicos robustos que sustentem o uso de canabinoides para a doença de Huntington, o potencial do canabidiol (CBD) em modular a inflamação neural é bem estabelecido e justifica mais pesquisas.

     

    Dr. Jose Wilson Andrade – Foto divulgação

     

    O especialista lembra que os canabinoides podem ajudar na melhora de vários sintomas, como diminuição nos movimentos involuntários, depressão, ansiedade e qualidade do sono. “Por se tratar de doença hereditária, os parentes de primeiro grau devem receber aconselhamento genético e realizar a pesquisa genética. Os tratamentos são especializados e, quando disponíveis, têm custo extremamente elevado”, finaliza.

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